Concentração
Segundo Divaldo Pereira Franco,
concentração é a arte de fixar a consciência numa idéia, numa imagem que se
alonga em nossa área mental.
A concentração é um ato
mental.
É a convergência de pensamentos
para um determinado fim.
A convergência pressupõe a
eliminação de todos os pensamentos que não sejam convenientes aos fins desejados.
A concentração é um ato
intensamente ativo – nós orientamos a nossa mente sobre certo ponto de
interesse, com a idéia deliberada para se atingir um determinado fim ou se
obter um determinado efeito.
Na concentração é exercitada a
vontade. Ao se fazer o recolhimento para o mundo interior, numa atitude de
isolamento das coisas exteriores, inicia-se a ligação com o nosso mundo íntimo
espiritual.
Na concentração nós devemos
manter firmemente fixada a consciência numa idéia ou imagem. Ela pode ser
individual ou coletiva, podendo ser ainda positiva ou negativa (conforme o direcionamento
e as finalidades a que se destina).
A concentração é uma conquista de
nosso esforço individual.
Para que ela atinja plenamente os
seus objetivos, são necessários três requisitos: relaxação, abstração e
elevação.
Relaxação:
A relaxação deverá ser completa:
muscular e psíquica.
Para tanto, evitar todas as
coisas, pelo menos no dia da reunião, que levam o indivíduo a uma tensão.
Preparado convenientemente
durante o dia, procurar alimentar-se
frugalmente, evitando
problemas de sobrecarga física;
vestir-se com sobriedade, evitando roupas e calçados apertados.
Durante a reunião, manter-se
relaxado, respirar calmamente, tomar na cadeira uma posição cômoda, solta,
evitando contrair os músculos, para facilitar um bem estar físico.
Abstração:
A abstração quer dizer
desligamento dos problemas outros que não digam respeito às finalidades da
sessão; problemas domésticos, profissionais, particulares, etc.
A abstração ou esquecimento dos
problemas comuns que perturbam a nossa vida íntima, deve ser exercitada.
A relaxação proporcionando um bem
estar fisiológico e a abstração evitando tensões psíquicas, dão condições para
que o indivíduo possa focalizar seu pensamento em objetivos elevados.
Elevação:
Pensar no bem, no amor, na
caridade, nas virtudes que exornam o caráter do verdadeiro
cristão.
O resultado da reunião depende da
concentração e da elevação com que é feita.
Manutenção Vibratória:
Conseguida a concentração após um
preparo adequado pôr parte de todos os componentes do grupo, é necessário
manter-se o ambiente saturado de elementos fluídicos favorecedores do intercâmbio
com o plano espiritual.
Manter-se atento às ocorrências
da reunião, evitando, dispersar o pensamento para objetivos que não os da
mesma.
Pela vontade exercitar-se na
doação vibratória em favor de outros componentes do grupo e das entidades
espirituais que porventura estejam no recinto e precisem de vibrações de
carinho, afeto, compreensão.
Mentalmente, envolver a todos em
pensamentos agradáveis, desejando-lhes o melhor que se possa dar, como se a
nossa mente estivesse emitindo forças e palavras de conforto e esclarecimento.
O cansaço após a concentração,
denota esforço em sentido contrário à boa vibração. Significa que está havendo
mau atendimento às normas de relaxação e tranqüilidade.
A vibração feita com técnicas não
cansa, ao contrário, traz um bem estar profundo ao emitente, pela troca de bons
fluidos que se estabelece nessas ocasiões.
Concentração nos trabalhos
mediúnicos:
É importante frisar-se, que cada
trabalho desenvolvido na Casa Espírita, vai exigir um nível diferente de
concentração. Desta forma, um trabalho de irradiação, de passes, vai exigir um nível
intermediário de concentração, ou seja, àquele necessário para fixar a pessoa
que está presente ou à distância, vibrando pela mesma; já o trabalho mediúnico,
em si, exigirá um nível mais elevado em termos de concentração, atingindo o seu
ápice, nas comunicações, sejam elas psicofônicas ou psicográficas.
Através da concentração o médium
conseguirá:
[1]
alhear-se do mundo exterior, procurando o contato com o seu mundo íntimo, para
que
então possa haver a ligação com o
plano espiritual;
[1]
unir os planos mentais com os companheiros do grupo, para o atingimento dos
objetivos;
[1]
Emitir vibrações.
Sem o preparo devido que deve
começar desde a manhã, evitando-se emoções violentas,
atritos, desequilíbrios físicos e
espirituais; sem o bom hábito de leituras sadias e o exercício dos bons
sentimentos, dificilmente a pessoa, durante a sessão, tem a tranqüilidade
suficiente para se dedicar tão somente aos fins elevados da sessão.
A reunião vai depender em muito
do ambiente formado pôr todos os componentes do grupo.
Através do exercício dos bons
pensamentos e da elevação dos sentimentos, o ambiente se satura de elementos
espirituais (fluídicos) que favorecem o intercâmbio.
Bibliografia:
* Apostilas do COEM – Centro
Espírita Luz Eterna – 1.ª, 2.ª e 3.ª
sessões de exercícios
práticos.
* Vinha de Luz – Francisco
Cândido Xavier/Emmanuel – cap. 21 e 155.
* Encontro Marcado – Francisco
Cândido Xavier/Emmanuel – cap. 14 e 41.
* Caminho Verdade e Vida – Francisco Cândido Xavier/Emmanuel
– cap. 178.
Abraços fraternos!
Colaboração: Luciana Gomes
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