quarta-feira, 30 de maio de 2012
Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 13: Vida Espírita
terça-feira, 22 de maio de 2012
DETERMINAÇÃO
É de senso comum das criaturas iluminadas, que devemos ter dois tipos de conduta, para que possamos estar bem com nós mesmos, copiando, às vezes, certas áreas da política mundana: a ditadura e a democracia.
A ditadura deve ser usada na determinação diante de nós mesmos. Dar or-dens severas na correção das nossas atitudes, para que se corrija o que não deve ser feito, aprimorando o Bem em todas as latitudes em que o Amor e a Caridade sejam o ponto sagra-do das atenções. Avançar no campo onde o desleixo invadiu a ordem e fez desaparecer a harmonia; revestir-se de coragem para estabelecer a brandura onde a exigência polui os sen-timentos de fraternidade e nunca se esquecer de alimentar o respeito em todos os departa-mentos em que a educação deve instalar-se; definir, no campo imenso da mente, as linhas das atitudes, e não deixar que pensamentos sem disciplina invadam os corredores da fala;
policiar permanentemente todos os gestos e manter guarda no que deve ser feito? Essa é a audácia de que deves ser dotado para com o teu mundo interno.
A democracia deve ser ampliada no que tange ao exterior, observando os direitos alheios e capacitando todos os entendimentos para que saibas até onde não deves interferir na vida dos outros, enriquecendo o respeito às criaturas, sabendo ouvir os irmãos em caminho, ajudando-os naquilo que estiver ao teu alcance. Democracia é fraternidade, é entender os direitos dos semelhantes; é, quando falamos, sentirmo-nos na qualidade de ou-vintes, dando tempo para que o outro também fale, mostrando sua opinião e, certamente, suas experiências.
A escola externa difere da interna. São duas forças paralelas, mas com ob-jetivos idênticos: a perfeição da criatura. A educação interna objetiva o intercâmbio nas esfe-ras exteriores. O homem que já descobriu a si mesmo é valorizado em todas as dimensões da vida.
A primeira coisa que fazemos, quando desencarnamos, se a nossa disposi-ção for para o bem, é ver o que precisa ser mudado em nossa conduta. Morrer é viajar e o que levamos é somente o que somos. Essa é a realidade. Se já sabemos desta verdade, por que não começarmos a nos educar, quando na carne? Ganhamos tempo, ganhamos espaço e ganhamos paz.
O "esquecermos a nós mesmos", de que as escolas de iniciação nos falam, é esquecer aquilo em que somos errados. Há muita gente que perde tempo e gasta até di-nheiro na autovalorização, esquecendo-se de que nada se faz sem os outros. Quando esta-mos movidos pela vaidade, queremos nos apresentar sempre com aquilo que ainda não fize-mos. Se fizeste alguma coisa de bom, silencia, que o bem propaga o próprio bem sem a tua intervenção, pelas linhas naturais capazes de falar a verdade sem deturpar a harmonia da própria verdade.
Ganha o teu tempo servindo e não exigindo; amando e não pedindo amor;
trabalhando e não explorando o trabalho alheio; abençoando e não pedindo bênçãos, sem que haja o teu esforço na aquisição da tua paz. Determina as tuas diretrizes nas diretrizes do Cristo e conserta a ti próprio, sem exigir que os teus irmãos façam o mesmo. De todo o bem que fizeres, receberás a maior parte. Lembra-te disso, e nunca farás barulho com a melhora da tua conduta.
Cortando tuas arestas internas, o exterior mostrar-te-á novo dia.
Fonte: Cirurgia Moral
Abraços fraternos!
Tullius Aguiar
Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 12: Vida Espírita (Espíritos Errantes)
segunda-feira, 21 de maio de 2012
COMO CONHECER A TI MESMO
O conhecimento é a base da própria vida. A sabedoria abre caminhos no-vos para que possamos sentir e mesmo desfrutar da felicidade. Não poderá existir civilização sem que a inteligência ocupe algum lugar na pauta dos confortos. Não pode existir progres-so sem a intervenção da sabedoria. Entretanto, ela se divide em duas forças altamente dig-nas, com duas dinâmicas opostas: o conhecimento exterior e o auto-conhecimento. A sapi-ência externa nos faz investir à procura de valores até certo ponto perecíveis, mas necessá-rios ao nosso equilíbrio. Passamos por perigos inúmeros, sujeitos às investidas do orgulho em sintonia com o egoísmo e sob o domínio da vaidade. Entrementes, se vencermos essas condições na altura em que elas se nos apresentam, sairemos livres, para novos conhecimen-tos que, podemos crer, serão a maior verdade, que é o conhecimento de nós mesmos, é o estudo do universo interno, aprofundando-nos dentro dele como se fora o nosso próprio mundo. Este conhecimento se chama Sabedoria-Amor.
Há quem diga que o amor não é sabedoria. Está completamente enganado.
Quem ama nas linhas ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo é um verdadeiro sábio. Ao conhecermos as nossas deficiências, abrimos portas de luz nas esferas da consciência, de sorte a nos enriquecermos, em todos os rumos, dos valores eternos, de talentos que Deus depositou em nossos corações, para a garantia de nós mesmos.
As religiões de todo o mundo e a filosofia que medra em toda a Terra têm a missão sagrada de indicar às criaturas os arcanos da sabedoria interna, que é a verdadeira senda de iluminação dos espíritos. Aquele que já conhece a si mesmo dispensa certos acessó-rios que pesam muito sobre os ombros e que exigem tempo precioso na sua conservação. O sábio interno nasce de novo, é um novo homem que surge de dentro do homem velho.
Todo movimento que se preocupa com as coisas externas das criaturas pode fazer muito em favor das almas em sofrimento, não resta dúvida. Entretanto, quando encontramos quem nos ajuda a trabalhar dentro de nós, a descobrir os nossos tesouros, esse é o caminho ensinado por Cristo, que nos liberta definitivamente. Quem conhece a si mesmo tem mais facilidade em conhecer as lições externas e as propriedades que lhe sustentam a vida.
A Doutrina dos Espíritos, na sua maravilhosa profundidade, desfralda a bandeira de luz no topo do mundo em que moramos, por misericórdia de Deus, com a ins-crição já bem conhecida "DEUS, CRISTO E CARIDADE". Deus está no centro de todos nós, esperando, como Pai, os nossos apelos nascidos da vontade. Cristo pega em nossas mãos para nos mostrar os caminhos abertos pela caridade. O Céu está mais próximo de nós do que pensamos: reside dentro de nós. Basta abrirmos os olhos e buscá-lo. E, para tanto, devemos, como médicos de nós mesmos, executar as cirurgias indispensáveis em todas as áreas das nossas condutas, dominar os nossos impulsos inferiores e discipliná-los, transfor-mando-os em instrumentos de trabalho e de paz, para que surja o amor no centro dos senti-mentos e, junto a ele, a tranqüilidade imperturbável em todos os caminhos que deveremos trilhar. Quem conhece a si mesmo, já não tem tempo de criticar ninguém.
Extraído do livro: Cirurgia Moral
Colaboração: Tullius Aguiar
terça-feira, 15 de maio de 2012
PRECE PARA TI MESMO
Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diari-amente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.
Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.Quero confiar em Teu amor... Ajuda-me!
Quero sentir a Tua presença na minha vida...Ajuda-me!
Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno... Ajuda-me!
Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os de-feitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.
Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bis-turi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio. A-juda-me a ajudar!
Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto-educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.
Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas idéias nos co-rações dos que me cercam e vivem comigo.
Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a auto-educação.
E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportuni-dade. Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçan-do-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.
Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.
Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.
Extraído do livro: Cirurgia Moral
Abraços fraternos!
Colaboraçâo:Tullius Aguiar
segunda-feira, 14 de maio de 2012
DOADORES DE PAZ
Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.
Os que falam na concórdia...
Os que escrevem concitando a serenidade...
Os que exortam ao entendimento ...
Os que trabalham pelo equilíbrio ...
Os verdadeiros pacificadores, porém, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não ignoram que é construída pelos que se dedicam à edificação do Reino do Amor, como sejam:
Os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;
Os que aguentam pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem sob o peso da angústia;
Os que abraçam compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais facilidades no caminho dos semelhantes.
Para sermos construtores da paz, proclamou Jesus, precisamos saber vivificá-la em favor dos outros, conservando no coração o fogo de luta pelo próprio aperfeiçoamento.
Tema: Doadores de Paz
Autor: Emmanuel
Médium: Chico Xavie
Livro: Mais perto (extrato)
Abraços fraternos!
Colaboração: Rosevane Melo
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 11: Os Espíritos - Escala
Colaboração: Luciana Gomes