quarta-feira, 30 de maio de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 13: Vida Espírita


  Ocupação dos Espíritos

Os Espíritos se ocupam com as coisas deste mundo de acordo com o grau de evolução em que se achem. Os superiores só se ocupam no que seja útil ao progresso. Já os inferiores se sentem ligados às coisas materiais, e delas se ocupam.

As atribuições dos Espíritos são proporcionais ao seu progresso, às luzes que possuem, às  suas capacidades, experiências e grau de confiança inspirada ao Senhor soberano.

Nem favores, nem privilégios que não sejam o prêmio ao mérito; tudo é medido e pesado na balança da estrita justiça.

Os Espíritos encarnados têm ocupações inerentes às suas existências corpóreas. No estado de  erraticidade, ou de desmaterialização, tais ocupações são adequadas ao seu grau de  adiantamento.

Uns percorrem os mundos, se instruem e se preparam para as novas encarnações.

Outros, mais adiantados, se ocupam com o progresso, dirigindo os acontecimentos e sugerindo  idéias que lhe sejam propicias. Assistem os homens  de gênio que concorrem para o adiantamento da humanidade.

Outros ainda, tomam sob sua tutela os indivíduos, as famílias, as reuniões, as cidades e os  povos, dos quais se constituem anjos guardiães, gênios protetores e os Espíritos familiares.

Outros, finalmente, presidem aos fenômenos da natureza, de que se fazem agentes diretos.

Além do trabalho de se melhorarem pessoalmente, incumbe-lhes executar a vontade de Deus,  concorrendo, assim, para a harmonia do Universo. 

A ocupação dos Espíritos é continua, contudo, nada  tem de penosa, uma vez que não estão  sujeitos à fadiga e às necessidades próprias da vida terrena.

Os Espíritos inferiores e imperfeitos também desempenham função útil no Universo, embora  muitas vezes não se apercebam disso, visto que todos têm deveres a cumprir. 

Os Espíritos devem percorrer todos os diferentes graus da escala evolutiva para se aperfeiçoarem. Assim, todos devem habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas  as coisas. Dessa forma, a experiência e o aprendizado pelo qual um Espírito está passando  hoje, um outro já passou e outro ainda passará.

Existem Espíritos que não se ocupam de coisa alguma, conservando-se totalmente ociosos. Todavia esse estado é temporário e cedo ou tarde o desejo de progredir os impulsiona para uma atividade, tornando-os felizes por se sentirem úteis. 

O Espírito se adianta conforme a maneira que desempenha sua tarefa. Mas algo muito importante ensinada pelos Espíritos é que muito diferente umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há os inferiores a terra, física e moralmente, outros da mesma categoria que a nossa e outros superiores.

Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer toda espiritual.

Abaixo informaremos as questões do Livro dos Espíritos que nos dão informações sobre este assunto:

558 - Alguma outra coisa incumbe aos espíritos fazer que não seja melhorarem - se pessoalmente?
R. Concorrem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus, cujas eles são ministros. A vida espírita é uma ocupação contínua, mas que nada tem de penosa, como a vida na terra, porque não há a fadiga corporal, nem as angústias das necessidades.

559 - Também desempenham funções útil no Universo os espíritos inferiores e imperfeitos ?
R. Todos tem deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiros como o arquiteto.

572 - A missão de um espírito lhe é imposta ou depende da sua vontade?
R. Ele a pede e ditoso se considera se a obtém.

a. - Pode uma missão ser pedida por muitos espíritos?
R. Sim é freqüente apresentarem-se muitos candidatos mas nem todos são aceitos.
573 - Em que consiste a missão dos espíritos encarnados?
R. Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por  meios diretos e materiais. As missões, porém, são mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha tão nobre missão, como o que governa, ou o que instrui. Tudo na natureza se encadeia.

"A felicidade dos Espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade contemplativa,
que seria, como temos dito muitas vezes, uma eterna e fastidiosa inutilidade."


As missões dos Espíritos

Têm sempre por objetivo do bem. Quer como Espíritos, quer como homens, são incumbidos de auxiliar o progresso da humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de idéias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais e de velar pela execução de determinadas coisas.  Alguns desempenham missões mais restritas e, de certo modo, pessoais ou inteiramente  locais, como sejam: assistir aos enfermos, aos agonizantes, aos aflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores; dirigi-los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos. Pode dizer-se que há tantos gêneros assim no mundo físico, como no moral. O Espírito se adianta conforme a maneira por que desempenha a sua tarefa.

As missões mais importantes são confiadas somente àqueles que Deus julga capazes de as cumprir e incapazes de desfalecimento ou comprometimento. E enquanto que os mais dignos compõe o Supremo Conselho, sob as vistas de Deus, a chefes superiores é outorgada a direção de turbilhões planetários, e a outros, conferidos a mundos especiais  Vêm, depois, pela ordem de adiantamento e subordinação hierárquica, as atribuições mais restritas dos prepostos ao progresso dos povos, à proteção das famílias e indivíduos, ao impulso de cada ramo de progresso, às diversas operações da natureza até aos mais ínfimos pormenores da criação.

Neste vasto e harmônico conjunto há ocupações para  todas as capacidades, aptidões e  esforços; ocupações aceitas com júbilo, solicitadas com ardor, por serem um meio de adiantamento para os Espíritos que ao progresso que aspiram.

Ao lado das grandes missões confiadas aos Espíritos Superiores, há outras de importância relativa em todos os graus, concedidas a Espíritos  de todas as categorias, podendo mesmo afirmar-se que cada encarnado tem sua missão, isto é, deveres a preencher a bem dos seus semelhantes, desde o chefe de família, a quem incumbe o progresso dos filhos, até o homem de gênio que lança às sociedades novos germes de progresso. É nessas missões secundarias que se verificam desfalecimentos, prevaricações e renúncias que prejudicam o indivíduo sem afetar o todo.

Todas as inteligências concorrem, pois para a obra  geral, qualquer que seja o grau atingido, e cada uma na medida das suas forças, seja no estado de Espírito Encarnado ou no plano espiritual. Por toda parte a atividade, desde a base ao ápice da escala, instruindo-se, coadjuvando-se em mútuo apoio, dando-se as mãos para alcançarem o zênite.

 
 Relações do Além Túmulo- Almas Gêmeas

 A questão 298 de O Livro dos Espíritos nos  informa que não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os  Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos.

Devemos compreender que um Espírito não é metade do outro. Se um Espírito fosse a metade  do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos. A teoria das metades eternas encerra uma simples figura representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. 

Quando falamos em almas gêmeas temos a idéia de um  companheiro e companheira que encontraremos dentro de um certo tempo.

Somos levados a este comportamento por influência da sociedade, onde cada um deve
encontrar seu par. 

E falamos nesta alma gêmea como se fosse um salva-vidas. Idealizamos e colocamos nossas expectativas no outro, procuramos qualidades que acabam se revelando impossíveis em nós mesmos, e esperamos que o escolhido nos satisfaça em todos os sentidos. Buscamos nosso complemento para a vida como se estivéssemos procurando um produto qualquer.

Criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união é a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados, se inseridos na senda do crime ou na inconsciência, experimentam a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam intimamente. Quando se encontram, no acervo dos trabalhos humanos, sentem-se de posse da felicidade real para os seus corações a da ventura de sua união, e a única amargura que lhes empana a  alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar.

Nem sempre, as almas gêmeas encontram-se no mesmo plano evolutivo. No livro Diário dos Invisíveis, de Zilda Gama, o Espírito Victor Hugo afirma que almas criadas na mesma era, iniciando úteis peregrinações em mundos primitivos, e, depois, separadas em ponto diversos do globo terrestre, conservam, uma das outras, reminiscências indeléveis. 

É importante no entanto, que fique claro o conceito de almas gêmeas: a tese é mais complexa do que parece ao primeiro exame, mesmo porque, com  a expressão "almas gêmeas", não desejamos dizer metades eternas, e ninguém, a rigor, pode estribar-se no enunciado para desistir de veneráveis compromissos assumidos na escola redentora do mundo, sob a pena de aumentar os próprios débitos, com difíceis obrigações  à frente da Lei.

Vejamos agora, o que O Livro dos Espíritos nos diz a respeito :

Pergunta 298 - As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a esta união e cada um de nós tem, em alguma parte do universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá?
R. Não, não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males dos humanos, da concórdia resulta a completa felicidade.

Pergunta 299 - Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que alguns espíritos se servem para designar os espíritos simpáticos?
R. A expressão é inexata. Se um espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos.

Pergunta 300 - Se dois espíritos perfeitamente simpáticos se reunirem, estarão unidos para todo o sempre, ou poderão separar-se e unir-se a outros espíritos?
R. Todos os espíritos estão reciprocamente unidos. Falo dos que atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, desde que um espírito se eleva, já não simpatiza como dantes, com os que lhe ficaram abaixo.


 Simpatias e Antipatias

Como seres inteligentes da criação, que povoam o Universo, fora do mundo material, os Espíritos cultivam, entre si, a simpatia geral determinada pelas sua próprias semelhanças. Além desta simpatia de caráter geral, existem, as afeições particulares, tal como as há entre os homens. Esta afeição particular decorre do princípio de afinidade, como resultado de uma perfeita concordância de seus pendores e instintos.

Assim como há as simpatias entre os Espíritos, há,  também, as antipatias alimentadas pelo ódio, que geram inimizades e dissensões. Este sentimento, todavia, só existe entre os Espíritos impuros, que não venceram, ainda, em si mesmos, basicamente, o egoísmo e o orgulho. Como exercem influência junto aos homens, acabam estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias, muito comum na vida humana.

Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na terra continua no plano espiritual.

Por sua vez, os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão perdoar-nos se já forem bons e segundo o nosso próprio arrependimento. Se,  porém, ainda continuarem se comprazendo no mal, podem guardar ressentimento e nos perseguirem muitas vezes até em outras existências.

Como observam os Espíritos superiores: "da discórdia nascem todos os males da humanidade; da concórdia resulta a completa felicidade. " E um dos objetivos da nossa encarnação é o de trabalhar no sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição espiritual. 

Isto nos leva a compreender melhor a afirmação de Jesus, quando nos disse: Amai os vossos inimigos, pois só há prejuízo para o Espírito que tenha inimigos por força do mal que haja praticado, uma vez que os inimigos são obstáculos em sua caminhada e essa inimizade sempre gera infelicidade e atraso em seu progresso espiritual. 

Admitindo que a maldade não é um estado permanente dos homens; que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança  se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom, compreendemos também que a nossa meta maior é superar a maldade que ainda existe em nós e nos outros. E, neste sentido, só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio que continua a existir, muitas vezes, mesmo depois da morte física.

O período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos juntos aos nosso
inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados e desencarnados, pois é quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nosso propósito de cultivar a concórdia para com todos e, assim, substituir os laços que nos ligavam, pelos laços de amor que passam a nos unir.
 
 Escolhas das Provas 

 Sob a influência das idéias carnais, o homem, na terra, só vê nas provas o lado penoso. Tal a razão de lhe parecer natural sejam escolhidas as que, do seu ponto de vista, podem coexistir com os gozos materiais. Na vida espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos. Assim, pois, o Espírito pode  escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar de pronto. Aquele que intenta ligar seu nome à descoberta de um país desconhecido não procura trilhar estrada florida. Conhece os perigos a que se arrisca, mas também sabe que o espera a glória, se lograr bom êxito.

A doutrina da liberdade que nos permite escolher as nossas existências e as provas que devamos sofrer deixa de parecer singular, desde que se atenda a que os Espíritos, uma vez desprendidos da matéria, apreciam as coisas do modo diverso da nossa maneira de apreciá-las. Após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí o se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais depressa.

Não há motivo de espanto no fato de o Espírito não preferir a existência mais suave. Não lhe é possível no estado de imperfeição em que se encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a fruí-la, é que se trata de se melhorar.

Não vemos, aliás, todos os dias, exemplos de escolhas tais? Que faz o homem que passa uma parte de sua vida a trabalhar sem trégua, nem descanso, para reunir haveres que lhe assegurem o bem-estar, se não desempenhar uma tarefa que a si mesmo se impôs, tendo em vista melhor futuro. O militar que se oferece para  uma perigosa missão, o navegante que afronta não menores perigos, por amor da Ciência ou no seu próprio interesse, que fazem, também eles, senão sujeitar-se a provas voluntárias, de que lhes advirão honras e proveito, se não sucumbirem? A que se não submete ou expõe o homem pelo seu interesse ou pela sua glória? E os concursos não são também provas voluntárias a que os concorrentes se sujeitam, com o fito de avançarem na carreira que escolheram? Ninguém galga qualquer posição nas ciência, nas artes, na indústria, senão passando pela série das posições inferiores, que são outras tantas provas. A vida humana é, pois, cópia da vida espiritual; nela se nos deparam em ponto pequeno todas as peripécias da outra. Ora, se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando a posição mais elevada, por que não haveria o espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que a conduza à felicidade eterna? Os que dizem que pedirão para ser príncipes ou milionários, uma vez que ao homem é que caiba escolher a sua existência, se assemelham aos míopes, que apenas vêem aquilo que tocam, ou a meninos gulosos, que, a quem os interroga sobre isso, respondem que desejam ser pasteleiros ou doceiros.

O viajante que atravessa profundo vale ensombrado por espesso nevoeiro não logra apanhar com a vista a extensão da estrada por onde vai, nem os seus extremos. Chegando, porém, ao cume da montanha, abrange com o olhar quanto percorreu do caminho e quanto lhe resta dele a percorrer. Divisa-lhe o termo, vê os obstáculos que ainda terá de transpor e combina então os meios mais seguros de atingi-lo. O Espírito encarnado é qual viajante no sopé da montanha.

Quando saí dos limites terrenos, sua visão tudo domina, como a daquele que subiu a montanha. Para o viajante, no termo da sua jornada  está o repouso após a fatiga; para o Espírito, está a felicidade suprema, após as tribulações e as provas.

Dizem todos os espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, afim de fazerem a sua escolha. Na vida corporal não se oferece um exemplo deste fato? Não levamos, freqüentemente, anos a procurar a carreira pela qual afinal nos decidimos, certos de ser a mais apropriada a nos facilitar o caminho da  vida? Se numa, não é o que desejamos, recorremos a outra. Cada uma das que abraçamos representa uma fase, um período da vida.

Não nos ocupamos cada dia a cogitar o que faremos no dia seguinte? Ora, que são para os  espíritos as diversa existências corporais, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita, que é, como sabemos, a vida normal, visto que a outra é transitória e passageira.

Nas questões abaixo do Livro dos Espíritos teremos um resumo do que seria a escolha das provas:

Pergunta 259 – Se o Espírito pode escolher o gênero de provas que deve suportar, segue-se daí que todas as tribulações que experimentamos na  vida foram previstas e escolhidas por nós?
R. Todas, não é a palavra, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo que vos acontece no mundo, até as menores coisas; escolhestes o gênero de provas, os detalhes são conseqüências da vossa posição e, freqüentemente, dos vossos próprios atos. Se o espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, ele sabia a que arrastamentos se expunha, mas não cada um dos atos que viria a praticar, e que são resultado de sua vontade ou de seu livre arbítrio. O Espírito sabe que escolhendo tal caminho terá de suportar tal gênero de luta, sabe, também, a natureza das vicissitudes que enfrentará, mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunstâncias e da força das coisas. Somente são previstos os grandes acontecimentos que influem no seu destino. Se tomas um caminho cheio de buracos profundos, sabes que deves tomar grandes precauções para não caíres, e não sabes em qual deles cairás, pode ser, também, que não caias se fordes bastante prudente. Se, passando por uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, como vulgarmente se diz.

Pergunta 266 – Não parece natural que os espíritos escolham as provas menos penosas?
R. Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se liberta da matéria, a ilusão desaparece e ele pensa de outra maneira.  


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes

terça-feira, 22 de maio de 2012

DETERMINAÇÃO

É de senso comum das criaturas iluminadas, que devemos ter dois tipos de conduta, para que possamos estar bem com nós mesmos, copiando, às vezes, certas áreas da política mundana: a ditadura e a democracia.
A ditadura deve ser usada na determinação diante de nós mesmos. Dar or-dens severas na correção das nossas atitudes, para que se corrija o que não deve ser feito, aprimorando o Bem em todas as latitudes em que o Amor e a Caridade sejam o ponto sagra-do das atenções. Avançar no campo onde o desleixo invadiu a ordem e fez desaparecer a harmonia; revestir-se de coragem para estabelecer a brandura onde a exigência polui os sen-timentos de fraternidade e nunca se esquecer de alimentar o respeito em todos os departa-mentos em que a educação deve instalar-se; definir, no campo imenso da mente, as linhas das atitudes, e não deixar que pensamentos sem disciplina invadam os corredores da fala;
policiar permanentemente todos os gestos e manter guarda no que deve ser feito? Essa é a audácia de que deves ser dotado para com o teu mundo interno.
A democracia deve ser ampliada no que tange ao exterior, observando os direitos alheios e capacitando todos os entendimentos para que saibas até onde não deves interferir na vida dos outros, enriquecendo o respeito às criaturas, sabendo ouvir os irmãos em caminho, ajudando-os naquilo que estiver ao teu alcance. Democracia é fraternidade, é entender os direitos dos semelhantes; é, quando falamos, sentirmo-nos na qualidade de ou-vintes, dando tempo para que o outro também fale, mostrando sua opinião e, certamente, suas experiências.
A escola externa difere da interna. São duas forças paralelas, mas com ob-jetivos idênticos: a perfeição da criatura. A educação interna objetiva o intercâmbio nas esfe-ras exteriores. O homem que já descobriu a si mesmo é valorizado em todas as dimensões da vida.
A primeira coisa que fazemos, quando desencarnamos, se a nossa disposi-ção for para o bem, é ver o que precisa ser mudado em nossa conduta. Morrer é viajar e o que levamos é somente o que somos. Essa é a realidade. Se já sabemos desta verdade, por que não começarmos a nos educar, quando na carne? Ganhamos tempo, ganhamos espaço e ganhamos paz.
O "esquecermos a nós mesmos", de que as escolas de iniciação nos falam, é esquecer aquilo em que somos errados. Há muita gente que perde tempo e gasta até di-nheiro na autovalorização, esquecendo-se de que nada se faz sem os outros. Quando esta-mos movidos pela vaidade, queremos nos apresentar sempre com aquilo que ainda não fize-mos. Se fizeste alguma coisa de bom, silencia, que o bem propaga o próprio bem sem a tua intervenção, pelas linhas naturais capazes de falar a verdade sem deturpar a harmonia da própria verdade.
Ganha o teu tempo servindo e não exigindo; amando e não pedindo amor;
trabalhando e não explorando o trabalho alheio; abençoando e não pedindo bênçãos, sem que haja o teu esforço na aquisição da tua paz. Determina as tuas diretrizes nas diretrizes do Cristo e conserta a ti próprio, sem exigir que os teus irmãos façam o mesmo. De todo o bem que fizeres, receberás a maior parte. Lembra-te disso, e nunca farás barulho com a melhora da tua conduta.
Cortando tuas arestas internas, o exterior mostrar-te-á novo dia.

Fonte: Cirurgia Moral

Abraços fraternos!

Tullius Aguiar

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 12: Vida Espírita (Espíritos Errantes)


Introdução

Encontramos em O Livro dos Espíritos (1.857), na Parte Segunda, o Capítulo VI que trata da  Vida Espírita. 

Nesse capítulo, são trazidos ao nosso conhecimento importantes situações relacionadas com o retorno do Espírito ao Mundo Normal Primitivo ou Mundo dos Espíritos, bem como as  condições em que os mesmos se encontram. 


 Espíritos Errantes:

Separado do corpo físico, pela desencarnação, o Espírito, na maioria das vezes, reencarna depois de intervalos mais ou menos longos. Nesses intervalos, entre as encarnações, a alma se encontra na condição de "Espírito Errante" à espera de um novo destino. 

Esses intervalos entre as encarnações podem durar desde algumas horas, até alguns milhares de séculos, não existindo , neste sentido, limite determinado.


 Erraticidade:

Podemos defini-la como sendo o estado dos Espíritos errantes, isto é, não encarnados, durante os intervalos de suas diversas existências corpóreas. 

A erraticidade mesmo sendo muito longa, nunca é perpétua. Após determinado período, o Espírito voltará a uma existência apropriada a seu aprendizado e aperfeiçoamento.

A erraticidade não é sinal absoluto de inferioridade para os Espíritos. Há Espíritos errantes de todas as classes, salvo os da Primeira Ordem ou Espíritos Puros, que não necessitam mais sofrer encarnações. 


 Situação dos Espíritos Errantes:

Os Espíritos errantes são felizes ou desgraçados, segundo o grau de sua purificação. Tal
felicidade está em correspondência como grau de desmaterialização que hajam alcançado.

Os espíritos errantes que ainda não se desprenderam da matéria, ficam vinculados ao mundo onde acabaram de desencarnar. Poderão visitar outros mundos do mesmo grau, bem como, em havendo permissão e acompanhamento, ir a mundos  superiores, mas na condição de estrangeiro. Podem entrevê-los e aspirar melhoria própria para habitá-los um dia. Os espíritos superiores (purificados) freqüentemente vão a mundos inferiores para auxiliar o seu progresso.

É nesse estado que o Espírito, tendo despido o véu  material do corpo, reconhece suas existências anteriores e os erros que o afastam da perfeição e da felicidade infinita. É então, igualmente, que ele escolhe novas provas, a fim de avançar mais depressa. 

Nos mundos superiores a reencarnação é quase sempre imediata, porque a matéria corporal é  menos grosseira e os Espíritos gozam de todas as suas faculdades. 


 A importância da Erraticidade para os Espíritos:

Os A duração do intervalo entre as encarnações dependerá do livre-arbítrio do Espírito, mas  para alguns constituirá em uma provação.

Outro motivo pode ser também, estudos que só na condição de Espírito podem efetuar.

Observam ocorrências nos ambientes que percorrem e ouvem os conselhos de espíritos mais elevados, adquirindo assim novas idéias. Eles progridem dependendo de sua vontade e desejo, mas, somente na existência corporal é que eles poderão colocar em prática as idéias adquiridas.


 Classificação dos Espíritos de acordo com o estado em que se encontram:

Quanto as qualidades íntimas, os espíritos são de diferentes ordens ou graus, que vão se sucedendo à medida que evoluem. Com relação ao estado em que se encontram, podem ser assim considerados:

Espíritos Encarnados - Encontram-se ligados a um corpo físico;
Espíritos Errantes - Encontram-se desligados do corpo material e aguardando nova
encarnação para se melhorarem.
Espírito Puros - Não necessitam mais de reencarnações. (somente quando em missão).


 Mundos Transitórios:

Há mundos que servem de estações ou pontos de repouso aos Espíritos errantes. São habitações temporárias, campos onde descansam como as aves que pousam numa ilha para refazerem forças e seguirem seu rumo. São mundos intermédios, graduados de acordo com a natureza dos Espíritos que a eles podem ter acesso.

Os Espíritos que habitam esses mundos podem deixá-los a fim de seguirem para onde devam ir. Enquanto permanecem nesses mundos transitórios os Espíritos progridem para mais facilmente passarem a mundos melhores e chegarem à perfeição. Os mundos transitórios não se conservam perpetuamente, destinados aos Espíritos errantes, tal condição é temporária.

Esses mundos não são habitados pôr seres corpóreos, pois sua superfície é estéril. A Terra, durante o período de sua formação, já pertenceu à categoria de mundo provisório, pois nada é inútil na natureza.


 Sorte das crianças depois da morte:

O Espírito de uma criança que morreu em tenra idade, pode ser tanto ou mais elevado do que o de um adulto. Pode já ter vivido muito mais e adquirido maiores conhecimentos. É muito comum, o Espírito de uma criança ser muito mais evoluído do que de seus pais. 

O Espírito de uma criança que morreu precocemente pertencerá à categoria que tivera anteriormente, pois se não fez o mal, não fez também o bem e não está isento das provas para adiantamento. A curta duração da vida da criança pode representar para o espírito encarnado, o complemento de uma existência precedentemente interrompida antes do momento que devia terminar; e sua morte também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.

Quando acontece morrer durante a infância, ele recomeçará outra existência como todos os espíritos que não alcançaram a perfeição. Se existisse apenas uma única encarnação, quem morresse na infância gozaria de felicidade eterna sem esforços. 

Com a reencarnação a igualdade é real. Cada um tem o merecimento, bem como a responsabilidade pêlos seus atos. 

Observamos instintos tão diversos em crianças da mesma idade e educados nas mesmas

Vemos a precoce perversidade, quando a educação em nada constituiu para isso.

As que se revelam viciosas é porque seus espíritos pouco progrediram.


 Percepções, Sensações e Sofrimentos dos Espíritos:

A alma, retornando ao Mundo dos Espíritos, conserva as percepções que tinham quando na Terra. Terá ainda outras percepções de que não dispunha pôr causa do corpo físico que a obscurecia. Quanto mais se aproximam da perfeição, mais percepções e conhecimentos eles têm. 

Os Espíritos Superiores sabem muito e os imperfeitos são mais ou menos ignorantes acerca de tudo.

Conforme se efetive a elevação e a pureza, mais condições vão tendo de conhecer o princípio das coisas. Os das ordens inferiores não sabem mais do que os homens.


 Percepção do tempo

Os espíritos não concebem o tempo como nós o compreendemos. A duração do tempo deixa de existir. Os séculos, tão longos para nós, não passam para eles de instantes que se movem na eternidade.


 Percepção do presente

Os espíritos podem fazer do presente mais precisa e exata idéia do que nós, dependendo do grau de elevação a que tinham alcançado.


 Percepção do passado

Como os desencarnados já se desvencilharam do véu material que nos tolda a inteligência, eles poderão ter melhor conhecimento do passado. Mas nem tudo sabem, a começar de sua própria criação. O passado para eles é presente.


 Percepção do futuro

Seu conhecimento do futuro dependerá de seu grau evolutivo. Muitas vezes entrevêem o
futuro, porém nem sempre lhes é permitido revelá-lo. Quando o vêem parece-lhes presente, e à medida que se aproxima de Deus mais claramente vê o futuro.


 Percepção de Deus

Só os espíritos superiores podem ver e compreender  a Deus. Os inferiores (imperfeitos) o sentem e adivinham. Quando um espírito menos elevado diz que Deus lhe proíbe ou permite uma coisa, ele sente a soberania de Deus, não o vê, sabe pôr intuição. Para se comunicar com Deus é preciso ser digno disso. Deus transmite suas ordens pôr intermédio dos espíritos imediatamente superiores em perfeição e instrução.


 Percepção visual

Os espíritos não tem circunscrita a visão como nos seres corpóreos. Ela reside em todo ele, vêem pôr si mesmos sem precisarem de luz exterior. Como o espírito pode se transportar onde queira com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo tempo.

Quanto menos evoluído é o espírito, mais limitada é a sua visão. Dependendo de sua pureza, seu pensamento poderá se irradiar para muitos pontos diferentes. A faculdade de ver é uma propriedade inerente à sua natureza e reside em todo o seu ser, da mesma forma que a luz reside em todas as partes de um corpo luminoso.


 Percepção sonora

Assim como a visão, a audição é uma percepção inerente ao ser. Quando encarnado, tais
percepções chegam pelo conduto dos órgãos. Quando o espírito está livre, deixam de estar localizadas e percebem até aqueles que para nós são imperceptíveis. Do ponto de vista geral, o espírito vê e ouve o que quer, ressalvando que os imperfeitos vêem e ouvem a seu mau grado, o que lhes possa ser útil ao aperfeiçoamento.


 Percepção musical

A música possui infinitos encantos para os espíritos, pôr terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. A música celeste é o que tem de mais belo e delicado que a imaginação espiritual possa conceber.


 Percepção das belezas naturais

Os espíritos são sensíveis às belezas da natureza de acordo com as aptidões que tenham para apreciá-las e compreendê-las.


 Percepção dos sofrimentos

As nossas necessidades e sofrimentos físicos eles não o experimentam materialmente como nós pois são espíritos. Eles os conhecem porque os sofreram. Seus sofrimentos são as angústias morais que os torturam dolorosamente.


 Sensações de fadiga e repouso

Em relação à fadiga e ao repouso, não os sofrem como nós, pois não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. O repouso é no sentido de não estar em constante atividade, sua ação é toda intelectual e seu repouso é inteiramente moral. A espécie de fadiga que os espíritos sentem está em relação à sua inferioridade (materialidade). Quanto mais elevados, menos precisam de repouso.


 Sensações de frio e calor

O frio e o calor que dizem sentir é reminiscência do que padeceram durante a vida, e que pode ser tão penosa quanto à nossa realidade. É uma espécie de comparação para expressarem sua situação. Essas sensações não podem ter ação física, pois nem o frio e nem o calor podem desorganizar os tecidos da alma, pois ela não pode congelar-se e nem queimar-se.

 Ensaio Teórico das Sensações e Percepções nos Espíritos:

As sensações e percepções dos espíritos são diferentes conforme seu grau de evolução e o estado de encarnação ou desencarnação em se encontram.


 Espírito encarnado

O espírito no estado de encarnação possui três componentes:
1 - Alma, princípio inteligente, onde tem sede o senso moral.
2 - Corpo físico, material que revestirá temporariamente.
3 - Perispírito, envoltório fluídico semimaterial que liga a alma ao corpo físico. 
Durante a vida corporal o perispírito fica reduzido em suas percepções e sensações, tais
limitações se fazem necessárias. A visão, audição,  tato são enormemente restringidas, e os conhecimentos adquiridos ressurgem como intuição e tendências.


 Espírito Desencarnado

O perispírito é o agente das sensações exteriores que são localizadas no corpo físico, através dos órgãos. Quando não há mais corpo físico, estas sensações se tornam gerais. A alma tem pois em si mesma a faculdade de todas as percepções. Estas, na vida corpórea, se vão desanuviando à medida que o invólucro semimaterial  se eteriza ou seja, o espírito vai se purificando.

Tanto os espíritos superiores, como os inferiores, não ouvem ou não sentem senão o que
queiram. Podem tornar ativas ou nulas suas percepções. Uma só coisa são obrigados a ouvir: o conselho dos bons. A vista é sempre ativa, mas podem se fazer invisíveis uns aos outros.

Ocultam-se dos que são inferiores, não dos superiores. Quanto a extensão da visão através do espaço infinito, do futuro ou do passado, depende do grau de pureza e elevação espiritual.

O sofrer dos espíritos resulta dos laços que ainda  os prendem à matéria. Quanto mais desmaterializados, menos sensações dolorosas sentirão. Tem, portanto, o livre arbítrio para purificarem-se, nutrindo bons sentimentos praticando o bem e não ligando às coisas deste mundo importância que não mereçam. A outra vida será feliz para os que seguirem caminho do bem.

O destino é construção própria de cada um.



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Bibliografia:
[1] Apostila do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - Federação Espírita Brasileira –
Unidade 04, subunidade 1, Roteiro 12 e subunidade 2, roteiro 13.
[1] Apostila do PBDE – Programa Básico de Doutrina Espírita – 5.ª sessão – Centro Espírita
Luz Eterna.
[1] O Livro dos Espíritos – Parte 2.ª, capítulo VI – Da Vida Espírita.
[1] O Principiante Espírita – Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita.
[1] O Fenômeno Espírita – Cap. A Doutrina Espírita - Gabriel Delanne.
[1] Depois da Morte – Cap. A Erraticidade - Léon Denis.


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes

segunda-feira, 21 de maio de 2012

COMO CONHECER A TI MESMO

O conhecimento é a base da própria vida. A sabedoria abre caminhos no-vos para que possamos sentir e mesmo desfrutar da felicidade. Não poderá existir civilização sem que a inteligência ocupe algum lugar na pauta dos confortos. Não pode existir progres-so sem a intervenção da sabedoria. Entretanto, ela se divide em duas forças altamente dig-nas, com duas dinâmicas opostas: o conhecimento exterior e o auto-conhecimento. A sapi-ência externa nos faz investir à procura de valores até certo ponto perecíveis, mas necessá-rios ao nosso equilíbrio. Passamos por perigos inúmeros, sujeitos às investidas do orgulho em sintonia com o egoísmo e sob o domínio da vaidade. Entrementes, se vencermos essas condições na altura em que elas se nos apresentam, sairemos livres, para novos conhecimen-tos que, podemos crer, serão a maior verdade, que é o conhecimento de nós mesmos, é o estudo do universo interno, aprofundando-nos dentro dele como se fora o nosso próprio mundo. Este conhecimento se chama Sabedoria-Amor.
Há quem diga que o amor não é sabedoria. Está completamente enganado.
Quem ama nas linhas ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo é um verdadeiro sábio. Ao conhecermos as nossas deficiências, abrimos portas de luz nas esferas da consciência, de sorte a nos enriquecermos, em todos os rumos, dos valores eternos, de talentos que Deus depositou em nossos corações, para a garantia de nós mesmos.
As religiões de todo o mundo e a filosofia que medra em toda a Terra têm a missão sagrada de indicar às criaturas os arcanos da sabedoria interna, que é a verdadeira senda de iluminação dos espíritos. Aquele que já conhece a si mesmo dispensa certos acessó-rios que pesam muito sobre os ombros e que exigem tempo precioso na sua conservação. O sábio interno nasce de novo, é um novo homem que surge de dentro do homem velho.
Todo movimento que se preocupa com as coisas externas das criaturas pode fazer muito em favor das almas em sofrimento, não resta dúvida. Entretanto, quando encontramos quem nos ajuda a trabalhar dentro de nós, a descobrir os nossos tesouros, esse é o caminho ensinado por Cristo, que nos liberta definitivamente. Quem conhece a si mesmo tem mais facilidade em conhecer as lições externas e as propriedades que lhe sustentam a vida.
A Doutrina dos Espíritos, na sua maravilhosa profundidade, desfralda a bandeira de luz no topo do mundo em que moramos, por misericórdia de Deus, com a ins-crição já bem conhecida "DEUS, CRISTO E CARIDADE". Deus está no centro de todos nós, esperando, como Pai, os nossos apelos nascidos da vontade. Cristo pega em nossas mãos para nos mostrar os caminhos abertos pela caridade. O Céu está mais próximo de nós do que pensamos: reside dentro de nós. Basta abrirmos os olhos e buscá-lo. E, para tanto, devemos, como médicos de nós mesmos, executar as cirurgias indispensáveis em todas as áreas das nossas condutas, dominar os nossos impulsos inferiores e discipliná-los, transfor-mando-os em instrumentos de trabalho e de paz, para que surja o amor no centro dos senti-mentos e, junto a ele, a tranqüilidade imperturbável em todos os caminhos que deveremos trilhar. Quem conhece a si mesmo, já não tem tempo de criticar ninguém.

Extraído do livro: Cirurgia Moral

Colaboração: Tullius Aguiar

terça-feira, 15 de maio de 2012

PRECE PARA TI MESMO

Deus!... Sou eu que Te falo! Eu me proponho a ler este livro, já sabendo que ele trata de assuntos altamente incômodos à minha personalidade. Pelo sumário e pelo título, nota-se o quanto temos de nos esforçar como médicos de nós mesmos, fazendo diari-amente a nossa cirurgia mental, de modo que ela restabeleça o equilíbrio espiritual em nosso coração, juntamente com os sentimentos.
Conheço as minhas falhas, sei que os meus pés têm pisado em terreno que não é próprio aos pés de um verdadeiro discípulo de Jesus. No entanto, estou disposto a mudar de direção, para fazer a Tua vontade e não a minha, em todos os objetivos de servir que começam a nascer em meu íntimo.Quero confiar em Teu amor... Ajuda-me!
Quero sentir a Tua presença na minha vida...Ajuda-me!
Quero facilitar o livre trânsito do amor no meu mundo interno... Ajuda-me!
Divino Senhor! Não deixes que eu ocupe o tempo precioso vendo os de-feitos alheios. Não permitas que a minha boca sirva de escândalos para alimentar a vingança, o orgulho e a vaidade. Livra-me do ambiente de discórdia e de maledicência.
Deus de eterna bondade! O Teu amor conforta-me o coração! Eu Te peço que me ajudes a melhorar, porque somente Tu sabes das minhas enfermidades morais. Estou disposto a operar-me no mesmo hospital em que vivo diariamente, onde o maior enfermo sou eu. Mas quero que me ajudes em tal disposição, para fechar os olhos aos erros de quem anda comigo no mesmo caminho, para ver com clareza o que tenho de pior, para que o bis-turi da boa vontade trabalhe em mim sem o impedimento da vaidade e do amor próprio. A-juda-me a ajudar!
Senhor, eu Te peço para me lembrares, ao ler páginas de auto-educação, do que tem de ser corrigido em meus caminhos, agradecendo aos outros pelos exemplos que me ofertam no silêncio da própria vida.
Lembra-me, meu Deus, para que eu não imponha as minhas idéias nos co-rações dos que me cercam e vivem comigo.
Lembra-me, Senhor, para que eu adquira a obediência e a auto-educação.
E quando eu tiver cultivado alguma virtude, não critique quem ainda não teve tal oportuni-dade. Sei que o amor não ofende, não maltrata, não enxovalha, não fere e não exige. Porém, na hora em que o bem-estar invade o meu coração, pela Tua misericórdia, eu faço tudo isso, pelo prazer de diminuir o próximo, exaltando-me naquilo que não possuo. Quero Te pedir para me ajudar a combater o egoísmo que veste, dentro de mim, variadas roupas, disfarçan-do-se em modalidades diversas para que eu me engane a mim mesmo, deixando imperar o orgulho.
Ajuda-me, Senhor, a ajudar a mim mesmo, na escala em que permaneço, sem ofender os outros e sem diminuir a quem quer que seja.
Abençoa-me, e a todos, mostrando-me o que devo fazer, sem desculpas, dentro de mim mesmo.

Extraído do livro: Cirurgia Moral

Abraços fraternos!

Colaboraçâo:Tullius Aguiar

segunda-feira, 14 de maio de 2012

DOADORES DE PAZ

Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.

Os que falam na concórdia...

Os que escrevem concitando a serenidade...

Os que exortam ao entendimento ...

Os que trabalham pelo equilíbrio ...

Os verdadeiros pacificadores, porém, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não ignoram que é construída pelos que se dedicam à edificação do Reino do Amor, como sejam:

Os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;

Os que aguentam pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem sob o peso da angústia;

Os que abraçam compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais facilidades no caminho dos semelhantes.

Para sermos construtores da paz, proclamou Jesus, precisamos saber vivificá-la em favor dos outros, conservando no coração o fogo de luta pelo próprio aperfeiçoamento.

Tema: Doadores de Paz
Autor: Emmanuel
Médium: Chico Xavie
Livro: Mais perto (extrato)

Abraços fraternos!

Colaboração: Rosevane Melo

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 11: Os Espíritos - Escala


Diferentes Ordens de Espíritos

A classificação dos Espíritos se baseia no seu grau de adiantamento, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se.

Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definitivo. Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista donde se considere a questão. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência.
Assim, é natural que inquiridos sobre este ponto, hajam os Espíritos divergido quanto ao número das categorias, sem que isto tenha valor algum. Entretanto, não faltou quem se agarrasse a esta contradição aparente, sem refletir que os Espíritos nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo. Deixam-nos a nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas. Devemos ainda considerar que se não deve jamais perder de vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, há os muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem Espíritos, todo devam saber tudo.

Os Espíritos em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição. 

Com o auxilio desse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relação conosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que merecem. 


   Terceira Ordem – Espíritos Imperfeitos:

Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Uns não fazem o bem nem o mal; mas pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo. Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter.

Todo Espírito que, em suas comunicações, trai um mau pensamento, pode ser classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito dessa ordem Podem compor cinco classes principais: Espíritos Impuros , Levianos,  Pseudos-Sábios, Neutros, Batedores e Perturbadores.

1) - Espíritos Impuros –  São inclinados ao mal, de que fazem objeto de suas  preocupações. Ligam-se a homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição.

2) - Espíritos Levianos –  São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas.

3) - Espíritos Pseudo-Sábios –  Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem.

4) - Espíritos Neutros –  Nem bastante bons para fazerem o bem nem bastante maus para fazerem o mal. Apegam-se  às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

5) - Espíritos Batedores e Perturbadores –  Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. 


 Segunda Ordem - Bons Espíritos

Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm ciência, outros a sabedoria e a bondade. Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a pertubá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos . Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição.  Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.

A esta ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de entidades benfazejas. Ainda podem ser divididas em quatro grupos principais:

1. - Espíritos benévolos – A bondade neles é qualidade dominante. Hão progredido mais no sentido moral do que intelectual.

2. - Espíritos Sábios – Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões  próprias dos Espíritos imperfeitos.

3. – Espíritos de Sabedoria –  As qualidades morais da ordem mais elevadas são o que os caracterizam.

4. - Espíritos Superiores –  Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Afastam-se daqueles que só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem.

Quando, por exceção encarnam na terra, é para cumprir missão de progresso e então nos
oferecem o tipo da perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.


 Primeira Ordem - Espíritos Puros 

Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens .

1) - Classe Única: Os Espíritos que a compõe percorreram todos os graus da escala e se
despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível à criatura, não tem mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins. 

Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.


 Progressão dos Espíritos   

Todos os Espíritos que povoam o Universo foram criados por Deus simples e ignorante, sem  nenhum conhecimento e são destinados à perfeição. É nesse estado de perfeição que eles encontram a pura e eterna felicidade, decorrente do pleno conhecimento das leis que regem a vida e de sua plena vivência.

Entre estes dois extremos, a criação e a destinação, existe um caminho que cabe a todos os Espíritos trilhar e que representa a conquista gradativa desses conhecimentos. Deus propicia a todos os meios necessários para essa conquista, criando, inclusive, necessidades aos Espíritos que, para atendê-las, precisam agir. É através dessa ação que os espíritos progridem, conquistam os conhecimentos e desenvolvem os sentimentos, adquirindo, assim, gradativamente, as virtudes que lhes propiciarão chegar ao estado de perfeição. 

Deus não aquinhoa melhor a uns do que a outros, porquanto é justo, e, visto serem todos seus filhos, não tem predileções. Ele lhes diz:  Eis a lei que deve constituir a vossa norma de conduta; ela só pode levar-vos ao fim; tudo que lhe for conforme é o bem, tudo que lhe for contrário é o mal. Tendes inteira liberdade de observar ou infringir esta lei, e assim sereis os árbitros da vossa própria sorte.

Por ai se observa a lei de liberdade regendo o progresso dos Espíritos. 
 
Através de seu trabalho e com o uso do livre-arbítrio o Espírito vai, de forma voluntária 
e consciente, conquistando as virtudes que não possui e desfazendo-se das sua imperfeições.  


   Forma e Ubiqüidade dos Espíritos

Encontramos em O Livro dos Espíritos, na Parte Segunda, Capítulo Primeiro no subtítulo Forma  e Ubiqüidade dos Espíritos, a questão 88, onde se indaga: "Os Espíritos têm forma determinada, limitada e constante? a que os Espíritos Superiores, que lançaram as bases da Doutrina Espírita, respondem: " Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea." 

Em face de outra indagação, complementar á primeira, "essa chama ou centelha tem cor? ao que eles esclarecem; tem uma coloração que, para vós, vai do colorido escuro e opaco a uma cor brilhante, qual a do rubi, conforme o Espírito é mais ou menos puro."

Observa-se, nas duas respostas, que os Espíritos procuram estabelecer uma comparação, embora pálida, do que existe no plano espiritual, quanto a forma e a cor  dos Espíritos, com as limitações do nosso mundo físico e dos nossos sentidos. Fica claro que os Espíritos têm forma e cor, mas só por alto se pode comparar com a forma e a cor que estamos, como seres encarnados, acostumados a observar.

A alma assiste, pois, a espetáculos que não temos meios de descrever: ouve harmonias que nenhum ouvido humano tem apreciado, move-se em completa oposição às condições de viabilidade terrestre. O Espírito liberto das cadeias do corpo não tem mais necessidade de alimentar-se, não se arrasta mais pelo solo: a matéria imponderável de que é formado permite-lhe transportar-se para os mais longínquos lugares  com a rapidez de um relâmpago, e,  segundo o grau do seu adiantamento moral, suas ocupações espirituais afastam-se mais ou menos das preocupações que nutria na Terra.

                      
 Ubiqüidade dos Espíritos

Questionados se os Espíritos têm o dom da ubiqüidade, isto é, se um Espírito pode dividir-se,  ou estar em muitos pontos ao mesmo tempo (questão 92 de O Livro dos Espíritos), os Orientadores Espirituais, que ditaram a codificação, respondem:  "Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro que irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao mesmo tempo.

Vês o Sol ? É um somente. No estando, irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não se divide."

Observa-se, desta forma, que os Espíritos são indivisíveis; constituem uma unidade que não pode ser fracionada. Podem ser percebidos em mais de um lugar por efeito de seu poder de irradiação, poder esse que é maior ou menor, dependendo "do grau de pureza de cada um."

Isto nos permite compreender um fenômeno muitas vezes constatado, em que se registra a presença de Espíritos Superiores em diversos lugares ao mesmo tempo. O fenômeno da ubiqüidade guarda, de certa forma, relação com o da bicorporiedade.

O fenômeno da bicorporiedade ocorre estando o Espírito encarnado. Uma pessoa encontrando-se adormecida, ou num estado mais ou menos extático, pode seu Espírito, desligado do corpo, aparecer, falar e mesmo tornar-se tangível a outras pessoas, em outros lugares. No fenômeno da ubiqüidade, como foi dito cima, o Espírito não se divide para estar em lugares diferentes. "Irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fracionado. Dá-se o que se dá com a luz, que pode refletir-se simultaneamente em muitos espelhos." 

É verdade que, quanto mais evoluído é o Espírito, maior é o seu poder de irradiação, mais potente é o seu dom de ubiqüidade.


Abraços fraternos!


Colaboração: Luciana Gomes