sexta-feira, 29 de junho de 2012

5 - RESPEITO AO PRÓXIMO
Deus não nos fez desligados da Humanidade. Somos elos da grande cor-rente universal e as energias divinas que vão alcançar os outros devem passar por nós, bene-ficiando-nos e ao nosso próximo. Carecemos dos outros, qual eles de nós na imensa vinha do nosso Pai Celestial. Portanto, o nosso segundo dever é amar o próximo, como nos acon-selha o Mestre por intermédio do Seu Evangelho de Luz. E amar é acatar os direitos daque-les que andam conosco no mesmo caminho. Nada fazemos sem a participação dos nossos irmãos. Cada um nos ajuda em algo de que carecemos. Somos devedores da humanidade, como também emprestamos a ela o nosso concurso, e a fraternidade é o caminho mais dese-jado na área do Bem, ao tratarmos com os nossos companheiros.
As exigências devem ser feitas a nós para com nós mesmos; o apreço, esse deve ser dirigido aos nossos semelhantes.
A imposição é o modo de nos educarmos; a consideração, o ambiente que deve ser feito aos companheiros de labor.
O mando deve ser a disposição na disciplina dos nossos instintos. A corte-sia haverá de ser o meio de comunicar mais agradável com os nossos irmãos.
A imposição é o caminho interno quando nos indica o bem, a fraternidade nos faz atrair companheiros para o mesmo convívio.
A crítica encontra campo frutífero quando exercida no nosso mundo inter-no. E a ponderação cresce e faz crescer a nossa amizade em todos os rumos. O mal merece-dor de comentário é aquele que fazemos; em referência aos outros, o resguardo nos traz confiança de que todos se esforçam para o melhor.
Se tens alguma educação, aplica-a diante dos outros, e se isso te falta, lembra-te de ti mesmo. O nosso mundo interno é uma lavoura grandiosa que poderá dar muitos frutos e flores compatíveis com o nosso comportamento. Trabalhemos nele.
Quando deixamos o nosso sítio íntimo para analisar e falar mal do que não nos pertence, cresce em nós a erva daninha capaz de sufocar o trigo do Bem, que já havía-mos plantado. A energia que nos foi dada deve ser usada na auto-educação, estabelecendo assim, no nosso reino, a verdadeira harmonia espiritual, que se refletirá em todos os outros corpos. Mas, com respeito aos outros, a maior cota que poderemos fornecer para os seus corações é o exemplo dignificante, é a vivência no Amor nos caminhos da Caridade.
Se deres a devida importância ao teu próximo, nunca perderás. Receberás, pelos meios que por vezes ignoras, a atenção que te agradará e te fará feliz. respeita os direi-tos dos outros, que eles, certamente, e por lei, respeitarão os teus; e ainda, a harmonia do Universo compartilhará contigo no Bem que estimas fazer, por necessidade de amar, utili-zando o comportamento elevado para ajudar a construir o reino de Deus nos corações, co-mo também o Céu em qualquer lugar em que estiveres.
Confiemos nas forças superiores e também nas nossas, que elas crescerão de acordo com as nossas disposições de melhorar, sem nunca nos esquecermos da deferência para com aqueles que nos seguem, instruindo-nos e aqueles que nos instruem, seguindo-nos.
O respeito é luz, porque ajuda a transformar as trevas em claridades imortais.

Fonte: Cirirgia Moral - João Nunes Maia

Abraços fraternos!

ColaboraçãoTullius Aguiar

terça-feira, 26 de junho de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 16: O Perispírito (Parte 1)




 Introdução:


Conhecido pelos estudiosos desde a mais remota Antigüidade, tem sido o Perispírito identificado numa gama de rica nomenclatura, conforme as funções que lhe foram atribuídas, nos diversos períodos que duravam as investigações.

No Vedanta já era mencionado e conhecido como Manu, Manã e Kosha.

No Budismo esotérico era conhecido por Kama-rupa.

No hermetismo egípcio surge na qualidade de Ka ou Duplo.

Na Cabala Hebraica era conhecido como manifestação de Rouach.
Para os antigos hebreus é o  Néphesph, levando no seu íntimo o Sopro Divino (Espírito) e  seguindo-o em todas as suas vidas. 

Os gregos denominavam-no Eidolôn, aparecendo como fantasmas nas evocações das suas pitonisas e habitando o Aqueronte.

Chineses e latinos tinham conhecimento da sua realidade.

Pitágoras, mais afeiçoado aos estudos metafísicos (relativo à metafísica, que segundo Aristóteles, é o estudo do ser e especulação em torno dos primeiros princípios e das causas  primeiras do ser) nominava-o Carne Sutil da Alma.  

Aristóteles, na sua exegese do complexo humano, considerava-o Corpo Sutil ou Etéreo. 

Os neoplatônicos, (aqueles que são adeptos do neoplatonismo - corrente doutrinária fundada por Amônio Sacas em Alexandria), dentre os quais Orígenes, o Pai da Doutrina dos Princípios, identificava-o como Aura; outros o designavam como Astroeidê, por apresentar o brilho dos astros.

Tertuliano, o gigante inspirado da Apologética, nele via o Corpo Vital da Alma.

Proclo o caracterizava como Veículo da Alma, definindo cada expressão os atributos de que o  consideravam investido.

M. Maspero, o consagrado orientalista, considerava-o como um Corpo Aéreo, reprodução exata do corpo físico. 

O Apóstolo Paulo já o chamava Corpo Espiritual, conforme escreveu aos Coríntios (I Epístola, 15:44), * 15: 44 Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. Denominava-o também como Corpo Incorruptível; logo depois, na mesma Epístola, Verso 53, 15:53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Finalmente, o denominava como  Alma, como podemos constatar na exortação aos companheiros da Tessalônica (Epístola, 5:23) 5:23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados, sobrevivente à morte.

Na cultura moderna, Paracelso, no século XVI, detectou-o sob a designação de Corpo Astral, baseado na sua cor prateada e luminosidade própria, refletindo as pesquisas realizadas no campo da Química e no estudo paralelo da Medicina com a Filosofia, em que se notabilizou. 

Leibnitz, logo depois, substituindo os conceitos panteístas de Spinoza pela teoria dos "Átomos Espirituais ou Mônadas" (Substâncias simples), surpreende-o dando a denominação de Corpo Fluídico.

Alguns experimentadores contemporâneos designam o Perispírito com o nome de Aerossoma.

Outros perquiridores, penetrando a sonda da investigação no passado e no presente, localizando na tecedura da vida humana como elemento básico da organização do ser.

Perfeitamente consentâneo (adequado, coerente) aos  últimos descobrimentos, nas experiências de detecção por efluvioscopia e efluviografia, denominado Corpo Bioplasmático. 


 O Termo Perispírito - referência em O Livro dos Espíritos:

* Encontramos na Introdução de O Livro dos Espíritos (1.857), cap. VI: 
"Há no homem três coisas: 1°, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2°, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3°, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
"Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.

"O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o
segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições.

"O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo
pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.

* Parte Segunda - Capítulo I:

Perispírito

Pergunta 93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
R. "Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira".

Comentário de Allan Kardec: Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo  modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.

Pergunta 94. De onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?
R."Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos.
Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa".
- Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro?
R."É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos".

Pergunta 95. O invólucro semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser
perceptível?
R."Tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma visível, mesmo palpável".


Capítulo II:

A alma

Pergunta 134. Que é a alma?
R."Um Espírito encarnado".
a) - Que era a alma antes de se unir ao corpo?
R. "Espírito".
b) - As almas e os Espíritos são, portanto, idênticos, a mesma coisa?
R."Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem".

Pergunta 135. Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo?
R. "Há o laço que liga a alma ao corpo".
a) - De que natureza é esse laço?
"Semimaterial, isto é, de natureza intermédia entre o Espírito e o corpo. É preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente".

O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:

1º - o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo
princípio vital;
2º - a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
3º - o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro
envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.

Capítulo III

Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida Espiritual

A alma após a morte

Pergunta 149. Que sucede à alma no instante da morte?
R. "Volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente".

Pergunta 150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?
R. "Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?"
a) - Como comprova a alma a sua individualidade, uma vez que não tem mais corpo material?
R. "Continua a ter um fluido que lhe é próprio, haurido na atmosfera do seu planeta, e que guarda a aparência de sua última encarnação: seu perispírito".

Separação da alma e do corpo

Pergunta 154. É dolorosa a separação da alma e do corpo?
R. "Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio".
Na morte natural, a que sobrevem pelo esgotamento dos órgãos, em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de óleo.

Pergunta 155. Como se opera a separação da alma e do corpo?
R. "Rotos os laços que a retinham, ela se desprende".
a) - A separação se dá instantaneamente por brusca transição? Haverá alguma
linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte?
R. "Não; a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a que se restitua subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e confundem, de sorte que o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam. Estes laços se desatam, não se quebram".

Comentários de Allan Kardec: 
Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é a destruição do corpo somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. Em uns é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é mais ou menos o da libertação.

Em outros, naqueles, sobretudo cuja vida toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica existir, no corpo, a menor vitalidade, nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se têm podido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade persiste entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns suicidas.

Pergunta 162. Após a decapitação, por exemplo, conserva o homem por alguns instantes a consciência de si mesmo?
R."Não raro a conserva durante alguns minutos, até que a vida orgânica se tenha extinguido completamente. Mas, também, quase sempre a apreensão da morte lhe faz perder aquela consciência antes do momento do suplício".

Comentário de Allan Kardec: Trata-se aqui da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, como homem e por intermédio dos órgãos, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplício, pode conservá-la por alguns breves instantes. Ela, porém, cessa necessariamente com a vida orgânica do cérebro, o que não quer dizer que o perispírito esteja inteiramente separado do corpo. Ao contrário: em todos os casos de morte violenta, quando a morte não resulta da extinção gradual das forças vitais, mais tenazes são os laços que prendem o corpo ao perispírito e, portanto, mais lento o desprendimento completo.

Pergunta 186. Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?
R. "Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo  que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros".
a) - Parece resultar daí que, entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de
Espírito puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada; não?
R. "Semelhante demarcação não existe. A diferença entre ume outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer".

Pergunta187. A substância do perispírito é a mesma em todos os mundos?
R. "Não; é mais ou menos etérea. Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro, operando-se, porém, essa mudança com a rapidez do relâmpago".

Capítulo VI

Ensaio teórico da sensação nos Espíritos

Pergunta 257. O corpo é o instrumento da dor. Se não é a causa primária desta é, pelo menos, a causa imediata. A alma tem a percepção da dor: essa percepção é o efeito. A lembrança que da dor a alma conserva pode ser muito penosa, mas não pode ter ação física. De fato, nem o frio, nem o calor são capazes de desorganizar os tecidos da alma, que não é suscetível de congelar-se, nem de queimar-se. Não vemos todos os dias a recordação ou a apreensão de um mal físico produzirem o efeito desse mal, como se real fora? Não as vemos até causar a morte?

Toda gente sabe que aqueles a quem se amputou um membro costumam sentir dor no membro que lhes falta. Certo que aí não está a sede, ou, sequer, o ponto de partida da dor. O que há, apenas, é que o cérebro guardou desta a impressão. Lícito, portanto, será admitir-se que coisa análoga ocorra nos sofrimentos do Espírito após a morte. 

Um estudo aprofundado do perispírito, que tão importante papel desempenha em todos os fenômenos espíritas; nas aparições vaporosas ou tangíveis; no estado em que o Espírito vem a encontrar-se por ocasião da morte; na idéia, que tão freqüentemente manifesta, de que ainda está vivo; nas situações tão comoventes que nos revelam os dos suicidas, dos supliciados, dos que se deixaram absorver pelos gozos materiais; e inúmeros outros fatos, muita luz lançaram sobre esta questão, dando lugar a explicações que passamos a resumir.

O perispírito é o laço que à matéria do corpo prende o Espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o princípio da vida orgânica, porém, não o da vida intelectual, que reside no Espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, os órgãos, servindo-lhes de condutos, localizam essas sensações. Destruído o corpo, elas se tornam gerais. Daí o Espírito não dizer que sofre mais da cabeça do que dos pés, ou vice-versa. Não se confundam, porém, as sensações do perispírito, que se tornou independente, com as do corpo. Estas últimas só por termo de comparação as podemos tomar e não por analogia. Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja exclusivamente moral, como o remorso, pois que ele se queixa de frio e calor. Também não sofre mais no inverno do que no verão: temo-los visto atravessar chamas, sem experimentarem qualquer dor. Nenhuma impressão lhes causa, consegüintemente, a temperatura. A dor que sentem não é, pois, uma dor física propriamente dita: é um vago sentimento íntimo, que o próprio Espírito nem sempre compreende bem, precisamente porque a dor não se acha localizada e  porque não a produzem agentes exteriores; é mais uma reminiscência do que uma realidade, reminiscência, porém, igualmente penosa. Algumas vezes, entretanto, há mais do que isso, como vamos ver. Ensina-nos a experiência que, por ocasião da morte, o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo; que, durante os primeiros minutos depois da desencarnação, o Espírito não encontra explicação para a situação em que se acha. Crê não estar morto, por isso que se sente vivo; vê a um lado o corpo, sabe que lhe pertence, mas não compreende que esteja separado dele.

Essa situação dura enquanto haja qualquer ligação entre o corpo e o perispírito. Disse-nos, certa vez, um suicida: "Não, não estou morto". E acrescentava: No entanto, sinto os vermes a me roerem. Ora, indubitavelmente, os vermes não lhe roíam o perispírito e ainda menos o Espírito; roíam-lhe apenas o corpo. Como, porém, não era completa a separação do corpo e do perispírito, uma espécie de repercussão moral se produzia, transmitindo ao Espírito o que estava ocorrendo no corpo. Repercussão talvez não seja o termo próprio, porque pode induzir à suposição de um efeito muito material. Era antes a visão do que se passava com o corpo, ao qual ainda o conservava ligado o perispírito, o que lhe causava a ilusão, que ele tomava por realidade. Assim, pois não haveria no caso uma reminiscência, porquanto ele não fora, em vida, ruído pelos vermes: havia o sentimento de um fato da atualidade. Isto mostra que deduções se podem tirar dos fatos, quando atentamente observados.

Durante a vida, o corpo recebe impressões exteriores e as transmite ao Espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama fluido nervoso. Uma vez morto, o corpo nada mais sente, por já não haver nele Espírito, nem perispírito. Este, desprendido do corpo, experimenta a sensação, porém, como já não lhe chega por um conduto limitado, ela se lhe torna geral. Ora, não sendo o perispírito, realmente, mais do que simples agente de transmissão, pois que no Espírito é que está a consciência, lógico será deduzir-se que, se pudesse existir perispírito sem Espírito, aquele nada sentiria, exatamente como um corpo que morreu. Do mesmo modo, se o Espírito não tivesse perispírito, seria inacessível a toda e  qualquer sensação dolorosa. É o que se dá com os Espíritos completamente purificados.

Sabemos que quanto mais eles se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.

Mas, dir-se-á, desde que pelo perispírito é que as sensações agradáveis, da mesma forma que  as desagradáveis, se transmitem ao Espírito, sendo o Espírito puro inacessível a umas, deve sê-lo igualmente às outras. Assim é, de fato, com relação às que provêm unicamente da influência da matéria que conhecemos. O som dos nossos instrumentos, o perfume das nossas flores nenhuma impressão lhe causam. Entretanto, ele experimenta sensações íntimas, de um encanto indefinível, das quais idéia alguma podemos formar, porque, a esse respeito, somos quais cegos de nascença diante a luz. Sabemos que isso é real; mas, por que meio se produz?

Até lá não vai a nossa ciência. Sabemos que no Espírito há percepção, sensação, audição,  visão; que essas faculdades são atributos do ser todo e não, como no homem, de uma parte  apenas do ser; mas, de que modo ele as tem? Ignoramo-lo. Os próprios Espíritos nada nos  podem informar sobre isso, por inadequada a nossa linguagem a exprimir idéias que não possuímos, precisamente como o é, por falta de termos próprios, a dos selvagens, para traduzir  idéias referentes às nossas artes, ciências e doutrinas filosóficas.

Dizendo que os Espíritos são inacessíveis às impressões da matéria que conhecemos,  referimo-nos aos Espíritos muito elevados, cujo envoltório etéreo não encontra analogia neste mundo. Outro tanto não acontece com os de perispírito mais denso, os quais percebem os nossos sons e odores, não, porém, apenas por uma parte limitada de suas individualidades, conforme lhes sucedia quando vivos. Pode-se dizer que, neles, as vibrações moleculares se fazem sentir em todo o ser e lhes chegam assim ao sensorium commune, que é o próprio Espírito, embora de modo diverso e talvez, também,  dando uma impressão diferente, o que modifica a percepção. Eles ouvem o som da nossa voz, entretanto nos compreendem sem o auxílio da palavra, somente pela transmissão do pensamento. Em apoio do que dizemos há o fato de que essa penetração é tanto mais fácil, quanto mais desmaterializado está o Espírito.

Pelo que concerne à vista, essa, para o Espírito, independe da luz, qual a temos. A faculdade de ver é um atributo essencial da alma, para quem a obscuridade não existe. É, contudo, mais extensa, mais penetrante nas mais purificadas. A alma, ou o Espírito tem, pois, em si mesma, a faculdade de todas as percepções. Estas, na vida corpórea, se obliteram pela grosseria dos orgãos do corpo; na vida extracorpórea, se vão desanuviando, à proporção que o invólucro semimaterial se eteriza.

Haurido do meio ambiente, esse invólucro varia de acordo com a natureza dos mundos. Ao  passarem de um mundo a outro, os Espíritos mudam de envoltório, como nós mudamos de roupa, quando passamos do inverno ao verão, ou do pólo ao equador. Quando vêm visitar-nos, os mais elevados se revestem do perispírito terrestre e então suas percepções se produzem como no comum dos Espíritos. Todos, porém, assim os inferiores como os superiores, não ouvem, nem sentem, senão o que queiram ouvir ou sentir. Não possuindo órgãos sensitivos, eles podem, livremente, tornar ativas ou nulas suas percepções. Uma só coisa são obrigados a ouvir - os conselhos dos Espíritos bons. A vista, essa é sempre ativa; mas, eles podem fazer-se invisíveis uns aos outros. Conforme a categoria que ocupem, podem ocultar-se dos que lhes são inferiores, porém não dos que lhes são superiores. Nos primeiros instantes que se seguem à morte, a visão do Espírito é sempre turbada e confusa. Aclara-se, à medida que ele se desprende, e pode alcançar a nitidez que tinha durante a vida terrena, independentemente da possibilidade de penetrar através dos corpos que nos são opacos.

Quanto à sua extensão através do espaço indefinido, do futuro e do passado, depende do grau de pureza e de elevação do Espírito. Objetarão, talvez: toda esta teoria nada tem de
tranqüilizadora. Pensávamos que, uma vez livres do nosso grosseiro envoltório, instrumento das nossas dores, não mais sofreríamos e eis nos informais de que ainda sofreremos. Desta ou daquela forma, será sempre sofrimento. Ah! sim, pode dar-se que continuemos a sofrer, e muito, e por longo tempo, mas também que deixemos de sofrer, até mesmo desde o instante em que se nos acabe a vida corporal.

Os sofrimentos deste mundo independem, algumas vezes, de nós; muito mais vezes, contudo, são devidos à nossa vontade. Remonte cada um à origem deles e verá que a maior parte de tais sofrimentos são efeitos de causas que lhe teria sido possível evitar. Quantos males, quantas enfermidades não deve o homem aos seus excessos, à sua ambição, numa palavra: às suas paixões? Aquele que sempre vivesse com sobriedade, que de nada abusasse, que fosse sempre simples nos gostos e modesto nos desejos, a muitas tribulações se forraria. O mesmo se dá com o Espírito. Os sofrimentos por que passa são sempre a conseqüência da maneira por que viveu na Terra. Certo já não sofrerá mais de gota, nem de reumatismo; no entanto, experimentará outros sofrimentos que nada  ficam a dever àqueles. Vimos que seu sofrer resulta dos laços que ainda o prendem à matéria; que quanto mais livre estiver da influência desta, ou, por outra, quanto mais desmaterializado se achar, menos dolorosas sensações experimentará. Ora, está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a vida atual. Ele tem o livre-arbítrio, tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre o fazer e o não fazer. Dome suas paixões animais; não alimente  ódio, nem inveja, nem ciúme, nem orgulho; não se deixe dominar pelo egoísmo; purifique-se, nutrindo bons sentimentos; pratique o bem; não ligue às coisas deste mundo importância  que não merecem; e, então, embora revestido do invólucro corporal, já estará depurado, já estará liberto do jugo da matéria e, quando deixar esse invólucro, não mais lhe sofrerá a influência. Nenhuma recordação dolorosa lhe advirá dos sofrimentos físicos que haja padecido; nenhuma impressão desagradável eles deixarão, porque apenas terão atingido o corpo e não a alma. Sentir-se-á feliz por se haver libertado deles e a paz da sua consciência o isentará de qualquer sofrimento moral.

Interrogamos, aos milhares, Espíritos que na Terra  pertenceram a todas as classes da sociedade, ocuparam todas as posições sociais; estudamo-los em todos os períodos da vida espírita, a partir do momento em que abandonaram o corpo; acompanhamo-los passo a passo na vida de além-túmulo, para observar as mudanças que se operavam neles, nas suas idéias, nos seus sentimentos e, sob esse aspecto, não foram os que aqui se contaram entre os homens mais vulgares os que nos proporcionaram menos preciosos elementos de estudo. Ora, notamos sempre que os sofrimentos guardavam relação com o proceder que eles tiveram e cujas conseqüências experimentavam; que a outra vida é fonte de inefável ventura para os que seguiram o bom caminho. Deduz-se daí que, aos que sofrem, isso acontece porque o quiseram; que, portanto, só de si mesmos se devem queixar, quer no outro mundo, quer neste. 


Abraços Fraternos!


Colaboração: Luciana Gomes

Bela reflexão


Este alerta está colocado na porta de um consultório.
Descrição: http://api.ning.com:80/files/YRdstw8DFJ15keR63nBucuEG8IKZ*zN*z5ErY0Zv2kh7Hc5*ik9TgKYvGU20OirxcUH6Fcmvb8g4CX0SFHbwOUOao71Izmg7/Quandoabocacalaocorpofala.jpg?width=420

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insati sfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa qua ndo erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado , abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamadoDEUS.

Deus nos abençoe...

Abraços fraternos!

Colaboração: Delaine Mateoni

terça-feira, 19 de junho de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 15: Os Fluidos



 Definições:

Segundo o Dicionário;
Popularmente falando;
De acordo com o entendimento Espírita.

a) Segundo o Novo Dicionário da Língua Portuguesa - Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, encontramos que: Fluido – é um termo genérico empregado para traduzir a característica das substancias líquidas ou gasosas, ou de substância que corre ou se expande à maneira de um líquido ou um gás. (Obs. A palavra fluido por ser um ditongo (encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com uma vogal – são  inseparáveis), logo a pronúncia correta é FLUI – DO (e não flu-í-do). Exemplos de outros ditongos: boi, pai, mui–to, sau-na, cir-cui-to, gra-tui-to, for-tui-to.

b) Popularmente falando – O fluido pode ser designado como a fase não sólida da matéria, a qual pode se apresentar em quatro subfases: pastosa, líquida, gasosa e radiante, tendo sido esta última apresentada à Ciência, pelo inglês Sir William Crookes. (observamos que, atualmente, a Ciência já considera até sete subfases para a matéria).

c) De acordo com o entendimento Espírita – Fluido é tudo quanto importa à matéria, da mais grosseira à mais diáfana, variando em multiplicidade infinita a fim de atender a todas as necessidades físicas, químicas e inclusive vitais da matéria, bem como de sua intermediação entre os reinos material e espiritual. É o fluido não apenas algo que se move, a exemplo dos líquidos e dos gases, mas a própria essência desses mesmos líquidos e gases e de todas as matérias, inclusive aquelas inapreciáveis por nossos instrumentos físicos ou mesmo psíquicos. 

Nos ensina  Léon Denis, no seu Livro  "No Invisível", que a matéria tornada invisível, imponderável, se encontra sob formas cada vez mais  sutis, que denominamos fluidos. A medida que se rarefaz, adquire novas propriedades e uma capacidade de irradiação sempre crescente; torna-se uma das formas de energia. 

O Espírito André Luiz, no seu Livro "Evolução em dois Mundos", define segundo critérios mais extensivos, que o fluido dessa ou daquela procedência, vem a ser um corpo cujas moléculas cedem invariavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si, quando retidas por um agente de contenção, ou separando-se quando entregues a si mesmas. 


Universo em que vivemos

O Universo em que vivemos se apresenta sob duas formas: 

1. Forma visível, material ou tangível: É o espaço em que nós, hoje, Espíritos encarnados estamos vivendo.

2. Forma Invisível, imaterial ou intangível: Espaço ou Mundo, em que habitam os seres desencarnados ou Espíritos; aqueles que perderam o seu invólucro material e retornaram ao mundo de origem.

O mundo imaterial começa justamente onde o visível e material termina, porque em a Natureza, tudo segue um plano perfeito de continuidade. No Universo visível e material os fenômenos ocorrem dentro de certos limites, segundo determinadas leis.

Como já vimos, no mundo visível a matéria se nos apresenta sob vários estados ou subfases reconhecidos pela ciência (sólido, pastoso, líqüido, gasoso e radiante), além de outros, já reconhecidos, como anteriormente mencionado. 

Logo, podemos constatar que, em nosso chamado "Universo Visível", já existem determinados estados da matéria em condições de invisibilidade para os nossos cinco sentidos. No entanto, aquilo que não podemos perceber normalmente pêlos sentidos que somos dotados, o fazemos utilizando determinados instrumentos, ou mesmo, cálculos matemáticos.

No Universo invisível e imaterial ocorrem igualmente fenômenos que também seguem leis que nos são reveladas pêlos seres que nele habitam. 

A Ciência resolveu a questão dos milagres que mais  particularmente derivam do elemento material, quer explicando-os, quer lhes demonstrando a impossibilidade, em face das leis que regem a matéria. Mas, os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual, esses, não podendo ser explicados unicamente por meio das leis da Natureza, escapam às investigações da Ciência. Tal a razão por que eles, mais do que os outros, apresentam os caracteres aparentes do maravilhoso. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos milagres dessa categoria.


FCU – Fluido Cósmico Universal

De acordo com "A Gênese" (Quinta obra da Codificação/1.868 - cap. XIV - itens 1 e 2), o Fluido Cósmico Universal é a matéria elementar primitiva,  cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza". 

O mundo imaterial, invisível ou espiritual como é costumeiramente chamado, também é composto de alguma coisa, de algum material, de alguma substância, de algum elemento - é composto de fluidos. Tais fluidos tem uma estrutura, uma forma habitual de agregação, de composição e, de acordo com as variações sofridas nessa estrutura, apresentam propriedades especiais e diferentes das dos demais. Portanto, há vários estados e várias formas pêlos quais os fluidos se apresentam, cada um com propriedades específicas, mas todos se originando de um elemento primordial - o Fluido Cósmico Universal.

Ele é a própria matéria primitiva, da qual derivam todas as demais formas de matéria e energias. Preenche todos os vazios do espaço, estando presente em toda a natureza. Por ser o elemento gerador de todo o restante das manifestações materiais e energéticas, guarda similaridade e afinidade com estas, podendo, muito facilmente, sob a ação de uma vontade, interagir com todas, inclusive mudando suas propriedades físicas, temporária ou permanentemente.

Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: 

1. Eterização ou Imponderabilidade: É o que se pode considerar de "primitivo estado normal". No estado de eterização, o Fluido Cósmico Universal não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos tem para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados
e são, para eles, o que são para nós as substancias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.

Os espíritos utilizam-se do FCU para realização de  muitas ações, inclusive como "matéria prima" para suas intervenções sobre a matéria, no plano espiritual e no plano material. Os espíritos utilizam o FCU como "amálgama" para compatibilizar a utilização conjunta de diferentes tipos de fluidos, energias e mesmo matéria, graças a afinidade do FCU com todos, por ser o elemento primitivo.
 
A possibilidade de manipulação consciente do FCU é proporcional ao grau de evolução do espírito, pois lá, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado
compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos
os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os  efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que vêem e escutam.

Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a
matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.

Como vemos é através do corpo que percebemos os fenômenos do nosso meio material; somente em condições especiais é que o espírito encarnado, alcançando uma maior liberdade de ação, percebe as ocorrências do mundo espiritual.

2. Materialização ou de Ponderabilidade: Neste estado, podemos considerar o Fluido Cósmico Universal, como um estágio consecutivo do primeiro (eterização), e o percebemos através dos diferentes estados da matéria. Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita; os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito.

 Fluidos Espirituais:

Ainda de acordo com "A Gênese", cap. XIV, itens 4 e 5, não é rigorosamente exata a qualificação de Fluidos Espirituais, porque, na verdade, eles são matéria, embora
extremamente quintenssenciada.

De realmente espiritual, somente o Espírito ou Princípio Inteligente. 

Recebem essa denominação "Fluidos Espirituais", por comparação, e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Diz-se Fluidos Espirituais, no sentido de matéria do Mundo Espiritual.
 
Os Fluidos Espirituais, que são um dos estados do Fluido Cósmico Universal, são a bem dizer:
A atmosfera dos seres Espirituais;
- O elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam;
- O meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e audição dos Espíritos, mas que escapam aos sentidos carnais;
- O meio onde se forma a luz peculiar ao Mundo Espiritual, diferentes pelas causas e pelos efeitos, da luz ordinária;
- E, finalmente, o veículo do pensamento como o ar o é do som.


Atuação dos Espíritos sobre os Fluidos Espirituais:

Os Espíritos atuam sobre os Fluidos Espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade.

Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizando com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma,
uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual. 

Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente. Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera. 


Cabe neste momento, observar-se, que há uma conseqüência bastante séria para os encarnados a ação dos Espíritos sobre os Fluidos Espirituais, pois sendo esses fluidos o veículo do pensamento e podendo os pensamentos modificar-lhes as propriedades, é claro que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar. Desta forma, os maus pensamentos corrompem os Fluidos Espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável. Os fluidos projetados por Espíritos inferiores, são, portanto, passíveis de viciações. 

Por outro lado, os fluidos emanados pêlos Espíritos bons, podem sanear, harmonizar os ambiente e trazer muito conforto. 

Imprescindível também o registro de que, os pensamentos dos encarnados também atuam sobre os Fluidos Espirituais, da mesma forma, viciando ou saneando-os, logo, o ensinamento de Jesus a respeito da vigilância (Vigiai e orai), se emprega, sobretudo, com relação aos nossos pensamentos. 


Qualidade dos fluidos:

Os fluidos não possuem qualidades "sui generis", mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pêlos eflúvios desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa. Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especiais à produção de tais ou tais efeitos.

Também carecem de denominações particulares. Como os odores, eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Observamos, porém, que ao dizer-se que tal fluido é bom ou mau, estamos nos referindo ao "produto final" e não à sua generalidade, pois o Fluido Cósmico é puro, sendo suas derivações o produto das "manipulações", em níveis e padrões variados. 


Qualidade dos Fluidos sob o Ponto de Vista Moral:

Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de doçura, etc.


Qualidade dos Fluidos sob o Ponto de Vista Físico:

Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, suporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. 

O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem.


Correlação entre o Perispírito dos Encarnados e os Fluidos Espirituais:

Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos Fluidos Espirituais, eles o assimilam com facilidade, como por exemplo, uma esponja se embebe de um líquido. Conforme a expansão ou irradiação do perispírito do encarnado, maior a ação dos fluidos sobre ele. 

Atuando os fluidos sobre o perispírito, este, ao seu turno, reage sobre o organismo material, com que se acha em contato molecular. Logo, se os eflúvios são de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar; se, por outro lado, são maus, a impressão é penosa para o corpo.

Se são permanentes e energéticos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas - não sendo outra, senão esta, a causa de certas enfermidades. 

O encarnado absorve pêlos poros perispiríticos os fluidos emanados.

Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. Nessas reuniões há uma multiplicidade de correntes e de eflúvios cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual.

Logo, ressalta-se a importância em se procurar reuniões homogêneas e simpáticas, onde se pode haurir novas forças morais e se recuperar das  perdas fluídicas que sofremos todos os dias. 


Fluidos, Energias e suas relações com o Perispírito:

Fluidos: Denomina-se fluidos as emanações energéticas trabalhadas em um processo orgânico ou perispiritual. São energias, que recebem essa denominação especial, como por exemplo o "fluido vital", que também poderia ser denominado "energia vital. São mais próximos a matéria palpável.
Energias: São as emanações não materiais, no campo vibratório, derivadas de atividades do pensamento ou de fenômenos vibratórios inerentes a estrutura da matéria e suas propriedades (ex.: luz solar, pensamentos, etc.)


Relações entre Fluidos, Energias e Perispírito:

Em existindo o Espírito, existirá também o perispírito. Um não existe sem o outro. O perispírito é semimaterial, constituído de um complexo de energias e fluidos, estruturando um "corpo" para o espírito. Pode ser comparado como uma matéria muito sutil que envolve o Espírito. O perispírito tem a função de dar limite e relação ao espírito, permitindo a interação deste com a parte "material" da natureza. As energias e fluidos constituintes do perispírito são oriundos da metabolização das energias e fluidos do local onde está o Espírito, ou seja, o perispírito está sempre "ajustado" ao meio onde se encontra o espírito. O perispírito, no seu componente energético "transita" nos planos ou dimensões material e espiritual, sendo o elemento de "ajuste" ou "interligação" entre os dois planos. Como "pertence" simultaneamente aos dois planos, sujeita-se, ao mesmo tempo, às Leis "físicas" características de cada uma dessas dimensões.

A matéria que constitui o perispírito possui propriedades especiais, entre as quais a de ser manipulada, de maneira consciente ou automática pelo próprio espírito. A matéria do perispírito é flexível, expansível, compressível, interage com o F.C.U. – Fluido Cósmico Universal e pode absorver e fundir-se com outras formas de energia e de matéria, pela ação do pensamento e da vontade. Utilizando-se da matéria do perispírito e combinado esta com outras formas de energia e fluidos, o Espírito pode agir sobre a própria matéria.

O perispírito no encarnado, embora mais limitado pela presença da energia vital e pela ligação com o corpo físico, conserva afinidade e semelhança com o perispírito dos desencarnados.

Também é expansível, compressível, flexível, apenas em grau menor que o do desencarnado.

Todos os fenômenos de intercâmbio ou de interação entre o plano material e o plano espiritual exigem a participação dos perispíritos do espírito e de um encarnado, e da interação com outras formas de energia ou de outros perispíritos.

O espírito, através do perispírito, assimila energias das mais diversas, de acordo com seu estado de maior ou menor equilíbrio, físico e espiritual. O Perispírito então metaboliza essas energias nos centros de força e as distribui em nosso organismo. Essas energias se manifestam em nossa aura, formando nosso "hálito mental". O hálito mental caracteriza as energias e fluidos que emitimos ao nosso redor, transmitindo sensações e impressões decorrentes de sua "qualidade".





BIBLIOGRAFIA

 A Gênese – Allan Kardec. Cap. XIV – Os Fluidos.
 O Livro dos Espíritos – Allan Kardec. Perguntas 27 e 427.
 O Livro dos Médiuns – Allan Kardec. Perguntas 74 e 98.
 No Invisível – Cap. XV. – Léon Denis.páginas 175 à 185.
 A Alma é Imortal – Gabriel Delanne - 3.ª parte, cap. III páginas 226, 232, 284, 289.
 Evolução em Dois Mundos – Páginas 19 e 95.
 Depois da Morte – Léon Denis. Páginas 51, 52, 153 e 207
 Mecanismos da Mediunidade – André Luiz – psicografado por Francisco Cândido
Xavier e Waldo Vieira. Páginas 35 e 158.
 Apostila do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica - 20.ª Sessão Teórica
- Centro Espírita Luz Eterna.
 O Passe – Jacob de Melo. Cap. IV, 1. Fluidos, páginas 53 à 69.
 Pesquisa complementar e Transparências (Power Point) – Carlos Parchen , do Centro Espírita Luz Eterna. 


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes

terça-feira, 12 de junho de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 14: Retorno à Vida Espiritual


Na Introdução de "O Livro dos Espíritos", encontramos no item n.º VI, um resumo dos principais pontos da Doutrina Espírita.

Dentre eles, neste momento é oportuno relembrar aqueles que estão diretamente ligados aos nosso tema:

"Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos".

"O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo".

"O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita".

"Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restituí a liberdade".

"A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório".

"Há no homem três coisas: 1.º, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2.º, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3.º, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito. 

"Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, cujos  instintos lhe são comuns; pela alma participa da natureza dos Espíritos.

"O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do envoltório  mais grosseiro. O espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições. 

"Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova experiência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de espírito errante".

"Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido
muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos".

"A alma possuía a sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de se haver
separado do corpo". 

Cada Revelação Divina, em seu momento próprio, tem trazido ao mundo esclarecimento e luz.

Desta forma, a Doutrina Espírita, a Terceira Revelação Divina aos homens, levanta os véus intencionalmente lançados sobre certas verdades, que em períodos anteriores não puderam ser revelados, pois faltavam condições para tal, mas que agora, face ao progresso havido, em especial o da ciência, esta aos poucos vai corroborando e confirmando os postulados Espíritas. 


Como a evolução, no entanto é lenta e gradual e o conhecimento dessas verdades ainda não é geral, comumente nos deparamos com situações muito difíceis, quando estas dizem respeito à morte física do corpo, seja em termos de entendimento, ou de aceitação consciente. 

A certeza da vida futura não exclui as apreensões quanto ao desenlace e, em muitos casos, há mesmo um temor face a ocorrência da morte orgânica. 


 Temor da Morte:

O Espírito Manoel Philomeno de Miranda no Livro Temas da Vida e da Morte, psicografado por  Divaldo Pereira Franco, nos ensina que o temor da morte resulta de vários fatores, que são próprios da natureza humana e da existência corporal

1. – O primeiro fator seria o instinto de conservação da vida, que constitui uma força preventiva contra tudo aquilo que possa ameaçá-la. Este instinto de conservação é um elemento de grande valor, pois ele preserva a vida. Considerando-se que o corpo está programado para servir de instrumento ao progresso do Espírito, é através dele que o Espírito poderá desenvolver as suas aptidões e valores, logo, a sua preservação é muito importante.

2. – Outro fator seria a predominância da natureza material, que nos Espíritos inferiores comanda as suas inspirações. O predomínio da natureza material desenvolve o egoísmo e agravam, tornando mais intensas, as paixões, acentuando a sensualidade, os vícios e o apego às coisas materiais.

Nestes indivíduos imediatistas, aferrados aos prazeres físicos, o medo da morte é maior, em face das sensações que os escravizam à matéria,  fazendo-os recear a perda dos gozos em que se comprazem.

3. – Mais um fator que causa temor à morte é o conteúdo religioso de algumas doutrinas que oferecem uma visão distorcida do que sucede á alma após a ruptura dos laços materiais. O estabelecimento de prêmios e punições de caráter material, nos quais as religiões do passado firmaram a estrutura da existência espiritual. De um lado, uma felicidade estanque, monótona, indiferente e até mesmo improdutiva, pois nesse lugar o amor não dispõe de recursos para socorrer o enfermo, o decaído, nem a piedade para com os infelizes. De outro lado, o medo expresso por uma justiça absurda e impiedosa que condena eternamente aqueles que erraram, não lhes proporcionando a oportunidade da reparação ou da redenção.

4. – Outro fator que proporciona temor à morte física do corpo e o receio do  aniquilamento da vida, por falta de conhecimento, de informações corretas a respeito do futuro da alma e daquilo que lhe está destinado.

Denota-se desta forma, que a desinformação, o desconhecimento, as concepções erradas
sobre a vida futura são responsáveis pelo temor da morte Em um programa de televisão, perguntaram a Divaldo Pereira Franco como poderia definir-se claramente vida e morte, ao que ele respondeu:  " Para nós, sob o aspecto filosófico do Espiritismo, a morte não significa a interrupção da vida.
A morte é a interrupção do fenômeno biológico, já que a vida é uma jornada incessante,
ininterrupta, seja no corpo físico, como fora dele. 
A morte, portanto, no seu caráter tradicional, é a perda do corpo com o prosseguimento da vida, além do túmulo..."


 A Alma após a Morte - 

Diante de assunto de tão grande importância, Kardec inquiriu a Espiritualidade, e deles recebeu esclarecimentos importantíssimos, que encontram-se no Livro dos Espíritos, na Parte Segunda  – Do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos, Capítulo III – Da volta do Espírito, extinta a Vida  Corpórea, à Vida Espiritual.

149. Que sucede à alma no instante da morte?
"Volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente."

150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade?
"Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?"
a) - Como comprova a alma a sua individualidade, uma vez que não tem mais corpo
material?
"Continua a ter um fluido que lhe é próprio, haurido na atmosfera do seu planeta, e que guarda a aparência de sua última encarnação: seu perispírito."
b) - A alma nada leva consigo deste mundo?
"Nada, a não ser a lembrança e o desejo de ir para  um mundo melhor, lembrança cheia de doçura ou de amargor, conforme o uso que ela fez da vida. Quanto mais pura for, melhor compreenderá a futilidade do que deixa na Terra."

151. Que pensar da opinião dos que dizem que após a morte a alma retorna ao todo universal?
"O conjunto dos Espíritos não forma um todo? Não constitui um mundo completo? Quando estás numa assembléia, és parte integrante dela; mas, não obstante, conservas sempre a tua individualidade."

152. Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte?
"Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis? Se não fôsseis cegos, veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma voz vos fala, reveladora da existência de um ser que está fora de vós."

E, face as respostas recebidas, complementa Kardec: Os que pensam que, pela morte, a alma  reingressa no todo universal estão em erro, se supõem que, semelhante à gota d'água que cai no Oceano, ela perde ali a sua individualidade. Estão certos, se por todo universal entendem o conjunto dos seres incorpóreos, conjunto de que cada alma ou Espírito é um elemento. Se as almas se confundissem num amálgama só teriam as qualidades do conjunto, nada as distinguiria uma das outras. Careceriam de inteligência e de qualidades pessoais quando, ao contrário, em todas as comunicações, denotam ter consciência do seu eu e vontade própria. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a conseqüência mesma de constituírem individualidades diversas. Se, após a  morte, só houvesse o que se chama o grande Todo, a absorver todas as individualidades,  esse Todo seria uniforme e, então, as comunicações que se recebessem do mundo invisível seriam idênticas. Desde que, porém, lá se nos deparam seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados; que lá os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e ponderados, etc., patente se faz que eles são seres distintos. A individualidade ainda mais evidente se torna, quando esses seres provam a sua identidade por indicações incontestáveis particularidades individuais verificáveis, referentes às suas vidas terrestres, Também não pode ser posta em dúvida, quando se fazem visíveis nas aparições. A individualidade da alma nos era ensinada em teoria, como artigo de fé. O Espiritismo a torna manifesta e, de certo modo, material.


 Separação da Alma e do corpo- 

154. É dolorosa a separação da alma e do corpo?
"Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a lma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da  morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio."
Observação de Kardec: Na morte natural, a que sobrevem pelo esgotamento dos órgãos, em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de óleo.

Com base nesta observação, é importante relembrar a questão n.º 68 da mesma obra, que tem como subtítulo - A Vida e a Morte

Questão 68 - Qual a causa da morte dos seres orgânicos?
"Esgotamento dos órgãos".

155. Como se opera a separação da alma e do corpo?
"Rotos os laços que a retinham, ela se desprende."
a) - A separação se dá instantaneamente por brusca  transição? Haverá alguma linha de
demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte?
"Não; a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a que se restitua subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e confundem, de sorte que o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam. Estes laços se desatam, não se quebram."

Cumpre observar-se que no entanto, a desencarnação não é igual para todos, há uma variação muito grande, tão grande quanto as diferentes formas de viver adotadas pêlos encarnados.

Em estando próximo o momento da morte, alguns expressam uma calma singular enquanto que outros, apresentam convulsões terríveis, o que leva a concluir que as sensações apresentadas nem sempre são as mesmas. 

A separação da alma é feita de forma gradual, pois o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam, de forma que as condições de encarnado ou desencarnado, no momento do desenlace, se confundem e se tocam, sem que haja uma linha divisória entre as duas. Alguns fatores podem influir para que o desprendimento ocorra com maior ou menor facilidade, fatores que estão relacionados com o estado moral do homem quando encarnado.

A afinidade entre o corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria, que atinge o seu máximo no homem cujas preocupações dizem respeito exclusiva e unicamente à vida de gozos materiais. Ao contrário, nas almas puras que antecipadamente se identificam com a vida espiritual, ao apego e quase nulo. 

 Separação da alma e do corpo – Análise de 03 situações

Morte Natural por senilidade ou doença
Mortes violentas
Suicídio

a. Morte Natural por Senilidade ou Doença
O desprendimento opera-se gradualmente; para o homem cuja alma se desmaterializou e cujos pensamentos se destacam das coisas terrenas, o desprendimento quase se completa antes da morte real, isto é, ao passo que o corpo ainda tem vida orgânica, já o Espírito penetra a vida espiritual, apenas ligado por elo tão frágil que se rompe com a última pancada do coração.

No homem materializado e sensual, que mais viveu do corpo do que do Espírito, e para o qual a vida espiritual nada significa, nem sequer lhe toca o pensamento, tudo contribui para estreitar os laços materiais, e, quando a morte se aproxima,  o desprendimento, conquanto se opere gradualmente também, demanda contínuos esforços. As convulsões de agonia são indícios da luta do Espírito, que ás vezes procura romper os elos resistentes, e outras se agarra ao corpo do qual uma força irresistível o arrebata com violência, molécula por molécula. 

O desconhecimento da vida espiritual faz com que o  Espírito se apegue à vida material,
estreitando os seus horizontes e resistindo com todas as forças, conseguindo prolongar a vida, e consequentemente, sua agonia, por dias, semanas, meses. Nestes casos, a morte não é o fim da agonia, pois a perturbação continua e ele, sentindo que vive, sem saber definir o seu estado, sente e se ressente da doença que pôs fim aos seus dias, permanecendo com essa impressão indefinidamente, pois está ainda ligado à matéria através de pontos de contato do perispírito com o corpo.

O contrário ocorre com o homem que se espiritualizou durante a vida. Após a morte nem uma só reação o afeta. O despertar na vida espiritual é como quem desperta de um sono tranqüilo, para iniciar uma nova fase de sua vida.

b) Mortes violentas 
Nas mortes violentas, como nos acidentes, nenhuma desagregação há iniciado previamente à separação do perispírito. Neste caso, o desprendimento só começa depois da morte e seu término, não ocorre rapidamente. O Espírito fica aturdido, não compreendendo o seu estado, permanecendo na ilusão de que vive materialmente por um período mais ou menos longo, conforme o seu nível de espiritualização.

c) Mortes por suicídio 
A separação da alma do corpo, nos casos de suicídio, é extremamente dolorosa. Sendo o
suicídio um atentado contra a vida, o sofrimento quase sempre permanece por período igual ao tempo em que o Espírito ainda deveria estar encarnado. 

As dores da lesão física provocada repercutem no Espírito. A decomposição do corpo, sua destruição pêlos vermes, em alguns casos, podem ser sentidas em detalhes, pelo Espírito.

Além disso, há o remorso, gerando sofrimento moral para aquele que pensou deserdar da vida. 

Considerações de Kardec com relação a separação da alma e do corpo: 

"Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo  pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é a destruição do corpo somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. Em uns é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é mais ou menos o da libertação.

Em outros, naqueles sobretudo cuja vida toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica existir, no corpo, a menor vitalidade, nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se têm podido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade, persiste entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns suicidas."


 Morte e Desencarnação 

De um modo geral, costuma-se empregar esses dois termos como sinônimos, porém, como já foi visto, há uma diferença significativa entre ambos:

A Morte é o fenômeno biológico, término natural da etapa física, que dá início a novo estado de transformação molecular.

- A Desencarnação é o fenômeno de libertação do corpo físico por parte do Espírito. Ela pode ser rápida, ocorrer logo após a morte, ou se alongar em estado de perturbação, durante um período variável de tempo. O apego excessivo aos bens materiais, a sensualidade, os prazeres materiais, são fatores que contribuem negativamente com o desligamento dos laços que prendem o corpo ao Espírito. 

Desta forma, vemos que, do ponto de vista espiritual, morrer nem sempre é desencarnar, isto é libertar-se da matéria e de suas implicações.

Complementa ainda o Livro dos Espíritos:

156. A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa
da vida orgânica?
"Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias o sangue, para o que não necessita da alma."

No Livro O Céu e o Inferno (Quarta Obra da Codificação – 1.865), na Parte Segunda, no Capítulo referente ao Passamento, é definida a postura do espírita com relação ao assunto:  "... O Espírita sério não se limite a crer, porque compreende, e compreende, porque raciocina; a vida futura é uma realidade que se desenrola incessantemente a seus olhos; uma realidade que ele toca e vê, por assim dizer, a cada passo e de modo que a dúvida não pode empolgá-lo, ou ter guarida em sua alma. A vida corporal, tão limitada, amesquinha-se diante da vida espiritual, da verdadeira vida.

Que lhe importam os incidentes da jornada se ele compreende a causa e utilidade das vicissitudes humanas, quando suportadas com resignação? A alma eleva-se-lhe nas relações com o mundo visível; os laços fluídicos que o ligam à matéria enfraquecem-se operando-se por antecipação um desprendimento parcial que facilita  a passagem para a outra vida. A perturbação conseqüente à transição pouco perdura,  porque, uma vez franqueado o passo, para logo se reconhece, nada estranhando, antes compreendendo, a sua nova situação". 
 

 Perturbação Espiritual

Encontramos em O Livros dos Espíritos a questão 163, que se refere à consciência da alma após deixar o corpo físico.
163. A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?
"Imediatamente não é bem o termo. A alma passa algum tempo em estado de perturbação."

Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso. De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo sono e procura orientar-se sobre a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam, à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar, e à medida que se dissipa a espécie de névoa que lhe obscurece os pensamentos. 

Na seqüência, é indagado à espiritualidade a respeito do grau e da duração da perturbação.
164. A perturbação que se segue à separação da alma e do corpo é do mesmo grau e da
mesma duração para todos os Espíritos?
"Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado, se reconhece quase imediatamente, pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo, enquanto que o homem carnal, aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria."

Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na Terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava, são os em quem menos longa ela é, porque esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.

No Livro "O Céu e o Inferno", no capítulo já citado, referente ao "Passamento", encontramos também, importantes informações:
"A perturbação espiritual ocorre, portanto, na transição da vida corporal para a espiritual...
Nesse instante a alma experimenta um torpor que paralisa momentaneamente as suas
faculdades, neutralizando, ao menos em parte, as sensações ... A perturbação pode, pois, ser considerada o estado normal no instante da morte, e perdurar por tempo indeterminado, variando de algumas horas a alguns anos.

O Espírito Joanna de Ângelis (Mentora Espiritual do médium Divaldo Pereira Franco), no Livro "No Limiar do Infinito", no Capítulo intitulado "Vida no além túmulo", nos traz informações preciosas a respeito do assunto:

"O Processo de desprendimento espiritual é lento ou demorado, conforme o temperamento, o caráter moral e as aquisições espirituais de cada ser.
Não ocorrem duas encarnações que sejam iguais.
Cada um desperta ou se demora na perturbação, consoante as características próprias de sua personalidade.
Nesse particular, o comportamento religioso exerce uma fundamental importância. Aqueles que se fixaram às idéias niilistas, materialistas, hibernam-se, não raro, como a fugir da realidade num bloqueio inconsciente de longo porte que os atormenta em forma de pesadelos infelizes, de que se não conseguem facilmente libertar. Tendo agasalhada a idéia do nada, deperecem e se exaurem em agonia superlativa, sem que se permitam alívio, nas regiões frias e temerosas a que são arrastados por natural processo de sintonia mental, quando não acompanham, estarrecidos, a decomposição do corpo a que se agarram, tentando restabelecer-lhe os movimentos, em luta inglória, avassaladora... Os que cultivam as religiões simplistas, que prometiam os céus a golpes de facilidade e
oportunismo, são surpreendidos por uma realidade bem diversa com que não contavam ... Os que agasalhavam idéias esdrúxulas, fazendo-se vítimas de horrores e alucinações
lamentáveis que os desnorteiam por tempo indeterminado. Os suicidas, graças aos atenuantes ou agravantes que os selecionam automaticamente, descobrem em inditoso despertar a não existência da morte ... Os que se converteram em destruidores da vida alheia, experimentam as aflições que infligiram e expungem, em intérmina angústia, o acordar da consciência e a sobrecarga dos crimes perpetrados ... 


 Perturbação Espiritual – Análise de alguns casos específicos: 

* Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc.

A perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nestes casos citados, o Espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obstinadamente sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. Acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não percebe por que elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até ao completo desprendimento do perispírito.

Só então o Espírito se reconhece como tal e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido de improviso pela morte, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento. Ora, porque pensa, vê, ouve, tem a sensação de não estar morto. Mais lhe aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar. Julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando se lhe chama a atenção para esse ponto, admira-se de não poder palpá-lo. Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir. É que têm sono por sinônimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e vêem, julgam naturalmente que não dormem.

Certos Espíritos revelam essa particularidade, se bem que a morte não lhes tenha sobrevindo inopinadamente. Todavia, sempre mais generalizada se apresenta entre os que, embora doentes, não pensavam em morrer. Observa-se então o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterramento como se fora o de um estranho, falando desse ato como de coisa que lhe não diz respeito, até ao momento em que compreende a verdade. 

Complementa a obra "O Céu e o Inferno, no capítulo já citado: 

"O último alento quase nunca é doloroso, uma vez que ordinariamente ocorre em momento de inconsciência ... No entanto, na morte violenta as  sensações não são precisamente as mesmas ... Nestas condições o desprendimento só começa depois da morte e não pode completar-se rapidamente. O Espírito, colhido de improviso, fica como que aturdido e sente, e pensa, e acredita-se vivo, prolongando-se esta ilusão até que compreenda o seu estado ..."

  • Nos casos de morte coletiva –

Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que todos os que perecem ao mesmo tempo nem sempre tornam a ver-se logo. Presas da perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado, ou só se preocupa com os que lhe interessam.

Concluindo esse capítulo, é indagado à Espiritualidade a respeito da influência que o conhecimento da Doutrina Espírita proporciona face  à perturbação após a morte física do corpo.

165. O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou
menos longa, da perturbação?
"Influência muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua
situação. Mas, a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem."

A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranqüilo despertar.

Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele da sua situação se compenetra.

Com relação ao assunto, conclui também, o livro "O Céu e o Inferno":

"O estado do Espírito por ocasião da morte pode ser assim resumido: tanto maior é o sofrimento, quanto mais lento for o desprendimento  do perispírito, a presteza deste desprendimento está na razão direta do adiantamento moral do Espírito; para o Espírito desmaterializado, de consciência pura, a morte é qual um sono breve, isento de agonia, e cujo despertar é suavíssimo. 




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Bibliografia:
Page 8 of 9 Sociedade Espírita Fraternidade - Unidade 14
31/8/2011 http://www.mkow.com.br/apostilas/unid14.htm1. O Livro dos Espíritos – Parte Segunda, Capítulo III – Da volta do Espírito, extinta a vida
corporal, à vida espiritual.
2. O Céu e o Inferno - Parte Segunda, Capítulo referente ao Passamento.
3. Apostila do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, da Federação Espírita Brasileira,
Programa IV – Aspecto Filosófico.
4. Livro "No Limiar do Infinito" – psicografado por Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito
Joanna de Ângelis - Capítulo "Vida no além túmulo".
5. Livro Temas da Vida e da Morte, psicografado por Divaldo Pereira Franco pelo Espírito
de Manoel Philomeno de Miranda.


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes