terça-feira, 24 de abril de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 10: Os Espíritos - Definição, Conceito, Origem e Natureza.


Definição: 

Encontramos em O Livro dos Espíritos (1.857), na Parte Segunda, que trata do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos, no Capítulo Primeiro – Dos Espíritos, subtítulo Origem e Natureza dos Espíritos, a questão n.º 76, que nos traz uma definição a respeito dos Espíritos:

"Que definição se pode dar dos Espíritos?   
R. Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material."

Afim de proporcionar um melhor entendimento, Kardec emite após esta resposta, a seguinte nota: - a palavra Espírito é empregada aqui para designar a individualidade dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal.

Essa nota foi inserida no sentido de proporcionar um novo entendimento a respeito do Espírito, pois até então, de acordo com a questão n.º 23, eles eram considerados como "o princípio inteligente do Universo". 


 Criação por Deus

Os Espíritos são seres distintos da Divindade, são sua obra, precisamente como a máquina o é do homem que o fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. O mesmo se dá com relação a Deus: somos seus filhos, pois que somos obra sua. (referência – questão 77 de O Livro dos Espíritos). 


 Princípio dos Espíritos: 

Os Espíritos tiveram princípio, pois são criações de Deus; submetidos à sua vontade. Deus existe de toda eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele criou, não o sabemos.

Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; a época e  a maneira dessa formação é que desconhecemos.


 Atributo do Espírito - Incorporiedade: 

Na questão 82 de O Livro dos Espíritos, é indagado se eles são Imateriais, e a resposta é no seguinte sentido:

"Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos."

Complementa Kardec:

"Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.


 Da Natureza dos Espíritos: 

A natureza dos Espírito não é a mesma da matéria. A posição da doutrina Espírita é bem
definida quanto à origem do espírito e da matéria.  No capítulo XI, número 6 de A Gênese  (Quinto livro da Codificação – 1.868), é desenvolvido o seguinte raciocínio: "O Princípio Espiritual teria sua fonte no Elemento Cósmico Universal? não seria apenas uma transformação, um modo de existência deste elemento, como a luz, a eletricidade, o calor, etc.?

R - Se assim fosse, o Princípio Espiritual passaria pelas vicissitudes da matéria; extinguir-se-ia pela desagregação como o princípio vital; o ser inteligente só teria uma existência momentânea como o corpo e com a morte voltaria para o nada, ou - o que viria a dar no mesmo - para o todo universal. seria, numa palavra, a sanção das doutrinas materialistas".

Sobre o que não paira menor dúvida é a união do Princípio Espiritual à matéria, e, em estágio mais avançados, já o Espírito individualizado, que se serve da matéria como elemento indispensável ao seu progresso... e, como bem nos ensina a resposta da questão 540, de O Livro dos Espíritos: "é assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto.


 Mundo Normal Primitivo:

Encontramos em O Livro dos Espíritos, ainda na Parte Segunda, Capítulo Primeiro, nas questões 84 à 87, esclarecimentos relacionados com o Mundo Normal Primitivo.

84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?
"Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas."

85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas?
"O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo."

86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou  nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?
"Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem."

87. Ocupam os Espíritos uma região determinada e circunscrita no espaço?
"Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Tendes muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o perceberdes, pois que os Espíritos são uma das potências da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execução de Seus desígnios providenciais. Nem todos, porém, vão a toda parte, por isso que há regiões interditas aos menos adiantados."


 A Alma Humana

Foram inúmeras as concepções sobre a Alma Humana no decorrer do tempo. A divergência de  opiniões decorre da aplicação particular que cada um dá a esse termo.

Concepção Materialista: A Alma é concebida como (com) o princípio da vida material orgânica.

Seria efeito e não causa. Do funcionamento do corpo resultaria a alma como efeito.

Concepção Panteísta: A Alma Universal seria Deus, a distribuir centelhas pêlos diversos seres, voltando estes, após a morte, a se confundirem com o todo. 

Concepção Espiritualista: A Alma é eterna, independente do corpo e sede dos fenômenos psicológicos. É interpretada como não sendo preexistente, limitando o ser a única existência com destino irrevogável.

Concepção Espírita: Após a demonstração de um Mundo Espiritual Primitivo através das manifestações dos Espíritos revelando o que são, sua natureza e destino, o Espiritismo nos trouxe uma definição da alma com extrema clareza.

Na Parte Segunda, Capítulo Segundo – Da Encarnação dos Espíritos, subtítulo A Alma, de O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte indagação na questão 134:

Que é a alma?
"Um Espírito encarnado."

a) - Que era a alma antes de se unir ao corpo?
"Espírito."

b) - As almas e os Espíritos são, portanto, idênticos, a mesma coisa?
"Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem."

Alma é um ser real, individual, independente, autônomo e que sobrevive ao corpo. tem ela por objeto o crescer em conhecimento e virtudes até tornar-se espírito puro e não mais necessitar de reencarnação.


   Idéias da Sobrevivência da Alma através dos tempos

As crenças na imortalidade da alma foram generalizadas entre os povos da antigüidade. 

A universalidade dessa crença pode ser explicada pela intuição que os Espíritos trazem ao reencarnar, sobre sua preexistência.

Durante a vida corpórea são comuns experiências de comunicação com parentes desencarnados, seja durante a vigília ou durante o desprendimento natural (emancipação da alma) pelo sono, ou ainda através da observação continuada de que, apesar da decomposição dos despojos, o mesmo ser reaparece e demostra que continua a viver.

A partir da intuição e vivências reafirma-se a crença em uma outra existência após a morte do corpo físico.

A concepção da alma, não teve a sua origem com a Doutrina Espírita, muito pelo contrário, já era conhecida desde a mais remota antigüidade. Vejamos alguns exemplos:


VEDAS:

De acordo com os Vedas, que em sânscrito quer dizer: "Visão, Conhecimento" – e que significa o nome genérico dado a toda literatura da época, formando a base das religiões hindus (datam de aproximadamente cinco mil anos antes de Cristo), já era ensinado que a alma é imortal e reencarna sucessivamente até atingir a perfeição.

Essas obras constituem a "Bíblia da Índia" e nela encontram-se preciosos ensinos espiritualistas, como a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade dos mundos, além de sábios conselhos, muitos deles semelhantes aos que nos foram legados pelo Cristo. 


KRISHNA:

Foi o grande inspirador das crenças dos hindus.

Através de sua doutrina, verificamos que a imortalidade da alma, as vidas sucessivas, a lei de causa e efeito, além de elevada moral baseada no amor, faziam parte de seus ensinos.

"O corpo – dizia ele – envoltório da alma que aí faz sua morada, é uma coisa finita; porém a alma que o habita é imortal, imponderável e eterna".

"Como a gente tira do corpo as roupas usadas e as substitui por outras novas e melhores, assim, também, o habitante do corpo, tendo abandonado a velha morada mortal, entra em outra nova e recém preparada para ele.

Esses ensinos nos mostram a imortalidade da alma e a reencarnação, como princípios básicos, e que a vida do corpo é transitória.


BUDA:

Há 560 anos antes de cristo, nascia Siddarta Gautama, da família dos Sakyas e de Maya filho de reis. 

Renunciou às grandezas, à vida faustosa para isolar-se nas florestas, às margens dos grandes rios asiáticos, em profunda meditação e estudo, durante sete anos, reaparecendo, depois, para pregar a necessidade de se praticar o bem, porque "o bem – dizia ele – é o fim supremo da natureza". 

Após a iluminação recebe o título de Buddha. Ele, como krishna, se fundamenta nos Vedas, adequando ao momento, suas doutrinas sobre a imortalidade da alma e renascimentos.

Exemplo de um de seus ensinamentos que demonstra ensinamentos sobre a imortalidade da alma, a reencarnação e a lei de causa e efeito.

"O que é que julgais, ó discípulo, seja maior: a água do vasto oceano, ou as lágrimas que vertestes, quando, na longa jornada, erraste ao acaso, de renascimento em renascimento, unidos àquilo que odiastes, separados daquilo que amastes? Uma vida curta, uma vida longa, um estado mórbido, uma boa saúde, o poder, a fraqueza, a fortuna, a pobreza, a ciência, a ignorância... tudo isso depende de atos cometidos em anteriores existências."


EGÍPCIOS:

Entre os egípcios, a crença na imortalidade da alma era tão forte que os levaram a desenvolver a Geometria e Arquitetura, construindo suas famosas pirâmides e estátuas. 

Entre os livros de Hermes Trimegisto, encontramos O Livro dos Mortos, onde estão representadas as viagens da alma após a morte.


CHINESES:

Desde épocas remotas existia entre os chineses o Culto dos Espíritos e prestavam honras ao Espírito dos antepassados. Os pensadores que se destacaram foram: Lao Tsé e Confúcio.

Confúcio encontrou no Templo da Luz a seguinte inscrição: "Falando ou agindo, não penses, embora te aches só que não és visto e nem ouvido, os Espíritos são testemunhas de tudo".


GREGOS:

Os Gregos herdaram as tradições do Oriente, iniciando a Europa na sabedoria material e espiritual, há 2.500 anos aproximadamente.

Pitágoras (570-496 a.C.) foi o forjador da Civilização Ocidental e conhecia os mistérios iniciáticos do Egito, Pérsia e Índia.

Os Gregos acreditavam na individualidade após a morte e no princípio espiritual preexistente ao nascimento e sobrevivente à morte.

Sócrates e Platão continuaram a obra de Pitágoras. em suas doutrinas. Segundo Allan Kardec, encontramos nessas doutrinas os princípios fundamentais do Espiritismo. Foram os precursores das idéias cristãs e, consequentemente, do Espiritismo.

Os Gauleses, tinham tão grande certeza na vida futura que se encaminhavam para a morte como para uma festa, e consideravam covardia usar de astúcia na guerra.

Os Essênios, grupo de iniciados do Vale do Nilo, ensinavam a pequeno número de adeptos leis superiores do Universo como a imortalidade da alma e preexistência.

No  Antigo e Novo Testamento encontramos inúmeras referências à imortalidade, comunicação e reencarnação dos Espíritos. são os profetas inspirados e orientados por seres espirituais.

Jesus ensinou, em muitas passagens do Evangelho, sobre a imortalidade e reenarnação.

Os primeiros cristãos comunicavam-se com os Espíritos, existindo referência nos  "Atos dos Apóstolos" (escrito por Lucas).

Quanto às comunicações espirituais, houveram grandes perseguições durante a Idade Média.

Médiuns eram queimados como feiticeiros. Nos tempos modernos tivemos mais liberdade de pensamento e expressão.

Graças às experiências espíritas, foram obtidas provas da imortalidade da alma e fotografaram radiações do pensamento e o Espírito revestido de seu invólucro semi-material (Perispírito).


 Provas da Existência e Sobrevivência dos Espíritos:

Ser uma pessoa é ter uma consciência, um "eu" que reflete, examina-se, recorda-se.

O pensamento e a consciência, não derivam de um universo químico e mecânico. O primeiro problema que se apresenta é o do próprio pensamento, do ser pensante. 

Descartes escreveu  "penso, logo existo"  (cogito,ergos sum, em tradução rigorosamente literal). Entretanto, o que devia estar no raciocínio do grande filósofo não pode deixar de ser o seguinte: - penso; ora, a matéria por si mesma não pensa; logo, existe em mim, além do corpo material, algo mais, que é o agente do meu pensamento; em virtude do qual, portanto, existo como ser inteligente e tenho plena consciência da minha existência. É um raciocínio perfeitamente lógico e conforme à mais pura razão humana. Deveria bastar para que nenhuma dúvida existisse no homem a respeito de que nele vive essencialmente um Espírito, isto é, um ser imaterial, porém, real, independente do corpo e a ele sobrevivente, e somente ao qual são inerentes as faculdades superiores da inteligência e da razão.

"Seja qual for a idéia que dos Espíritos se faça, a crença neles necessariamente se funda na existência de um princípio inteligente fora da matéria.

Deus, em sua infinita bondade e amor, como Divina Providência, concedeu ao homem, com as manifestações espíritas, as provas cabais de que nele vive um Espírito, e que esse Espírito sobrevive à morte.

"As experiências de cunho científico, realizadas a partir da oficialização da Doutrina Espírita em 18 de abril de 1857, por inúmeros sábios daquela época, removeram todas as controvérsias existentes sobre a sobrevivência da alma humana depois da morte biológica.

Dentre os inúmeros pesquisadores que se inteiraram  na busca de provas da existência e imortalidade dos espíritos, destacamos:  

"(...) o Dr. Paul Gibier, diretor do instituto Pasteur de Nova Iorque, fala das materializações de  fantasmas obtidas por ele no seu próprio laboratório, na presença de muitas senhoras da sua família e dos preparadores que habitualmente o auxiliavam nos seus trabalhos de biologia.(...)"

- Aksakof fotografou os espíritos Abdullah e John King; 

- "(...) o acadêmico  R.Wallace  e o  Dr. Thompson obtiveram a fotografia espírita de suas respectivas mães, falecidas havia muitos anos.(...)"

- na obra  La Personnalité Humaine, Myers fala de 231 casos de aparições de pessoas
mortas.(...)"

- Friedrich Zollner, sábio físico e astrônomo alemão realizou experiências com o médium Henri Slade, conseguindo inclusive o extraordinário fenômeno de desmaterialização da matéria, tornando possível a penetração de corpos materiais  por outros e a escrita direta sobre uma lousa, sem intermediário material algum.

- Oliver Lodge, sábio inglês descreve experiências com diversos médiuns, através dos quais pode, com toda a evidência, constatar a manifestação de seu filho Raymond Lodge, jovem engenheiro, morto em 1915, aos 26 anos, numa trincheira, em Flandres, Bélgica, durante a Guerra de 1914 - 1918, tendo fornecido claros sinais de identificação de sua personalidade individual.

"Resolvido a fazer uma investigação criterioso dentro dos princípios rígidos da própria ciência para desmascarar como fraudulentos, conscientes ou  inconscientes, os chamados fenômenos espíritas, o sábio inglês William Crookes, considerado o Pai da Física moderna, deparou-se com a evidência dos fatos e humildemente declarou aos seus pares da Sociedade Psíquica de Londres: "Não digo que isto pode ser possível, afirmo que é real".

"Reportava-se naquele momento aos fenômenos acontecidos na sua própria residência, transformada num sofisticado laboratório de pesquisas psíquicas, onde submeteu vários médiuns aos exaustivos testes da paranormalidade, debaixo de severo controle instrumental e fiscalizados pela observação criteriosa de seu profundo senso científico."

Durante três anos consecutivos, o descobridor da energia radiante, um novo estado da matéria, desconhecido até à época das suas experiências transcendentais, conseguiu verdadeiros milagres utilizando-se da mediunidade exuberante de  Florence Cook, médium de efeitos físicos possibilitou as materializações do espírito de Katie King, ensejando ao cientista: medir e comparar as pulsações de ambas. cujos valores eram  diferentes; conversar e abraçar a entidade espiritual materializada, assim como retirar amostra dos cabelos e do vestuário para exames posteriores, afastando a idéia alucinatória; e finalmente, fotografar várias vezes, inclusive à luz do dia a forma perispiritual humanizada com êxito incomparável.

-  Prof. Richet que se viu "(...)obrigado a escrever, cinqüenta(50) anos depois de William Crookes:  "Os espíritas me têm censurado duramente por empregar essa palavra – "absurdo" - e não puderam compreender, que eu não me resignasse a aceitar, sem constrangimento, a realidade de tais fenômenos. Mas, para conseguir que um fisiologista, um físico, um químico admitam que saia do corpo humano uma forma que possui circulação, calor próprio e músculos, que exala ácido corbônico, que pesa, que fala, que pensa, é preciso pedir-lhe um esforço intelectual, verdadeiramente muito doloroso.

Sim, é absurdo, mas pouco importa, é verdade .(...). (Livro - as bases científicas da reencarnação.


Bibliografia
[1] Roteiros - Unidade 2 da Federação Espírita do Paraná.
[1] PBDE - Programa Básico da Doutrina Espírita do Centro Espírita "Luz Eterna".
[1] Apostila do ESDE - Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - Federação Espírita
Brasileira – Programa II.
[1] O Livro dos Espíritos. Segunda Parte, Do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos – Dos
Espíritos
[1] ABC do Espiritismo – Victor Ribas Carneiro. Edição da Federação Espírita do Paraná.


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes

sexta-feira, 20 de abril de 2012

ANENCEFALIA

JOANA DE ANGELIS

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.


Joanna de Ângelis

Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2011, quando o Supremo Tribunal de Justiça, estudava a questão do aborto do anencéfalo, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia

Abraços fraternos!

Colaboração: Tullius Aguiar

ANENCEFALIA


JOANA DE ANGELIS

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.
De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.
O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.
Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.
Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.
Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.
Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.
Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.
Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.
Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...
Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.
Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila...
Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução.
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.
Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.
Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.
Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…
Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.
Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual...
Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com o óvulo.
Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.
Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.
Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.
... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.
Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...
A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.
As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.
Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?
O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.
Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias?
Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.
Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.


Joanna de Ângelis

Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2011, quando o Supremo Tribunal de Justiça, estudava a questão do aborto do anencéfalo, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia


Abraços fraternos!


Colaboração: Tullius Aguiar

terça-feira, 17 de abril de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 09: Concentração


Concentração

Segundo Divaldo Pereira Franco, concentração é a arte de fixar a consciência numa idéia, numa imagem que se alonga em nossa área mental.

A concentração é um ato mental.   

É a convergência de pensamentos para um determinado fim.

A convergência pressupõe a eliminação de todos os pensamentos que não sejam convenientes  aos fins desejados.

A concentração é um ato intensamente ativo – nós orientamos a nossa mente sobre certo ponto de interesse, com a idéia deliberada para se atingir um determinado fim ou se obter um determinado efeito.

Na concentração é exercitada a vontade. Ao se fazer o recolhimento para o mundo interior, numa atitude de isolamento das coisas exteriores, inicia-se a ligação com o nosso mundo íntimo espiritual.  

Na concentração nós devemos manter firmemente fixada a consciência numa idéia ou imagem. Ela pode ser individual ou coletiva, podendo ser ainda positiva ou negativa (conforme o direcionamento e as finalidades a que se destina). 

A concentração é uma conquista de nosso esforço individual. 

Para que ela atinja plenamente os seus objetivos, são necessários três requisitos: relaxação, abstração e elevação. 


Relaxação

A relaxação deverá ser completa: muscular e psíquica.

Para tanto, evitar todas as coisas, pelo menos no dia da reunião, que levam o indivíduo a uma tensão.

Preparado convenientemente durante o dia, procurar  alimentar-se frugalmente, evitando
problemas de sobrecarga física; vestir-se com sobriedade, evitando roupas e calçados apertados.

Durante a reunião, manter-se relaxado, respirar calmamente, tomar na cadeira uma posição cômoda, solta, evitando contrair os músculos, para facilitar um bem estar físico.


Abstração:

A abstração quer dizer desligamento dos problemas outros que não digam respeito às finalidades da sessão; problemas domésticos, profissionais, particulares, etc. 

A abstração ou esquecimento dos problemas comuns que perturbam a nossa vida íntima, deve  ser exercitada.

A relaxação proporcionando um bem estar fisiológico e a abstração evitando tensões psíquicas, dão condições para que o indivíduo possa focalizar seu pensamento em objetivos elevados. 
  
Elevação

Pensar no bem, no amor, na caridade, nas virtudes que exornam o caráter do verdadeiro
cristão.

O resultado da reunião depende da concentração e da elevação com que é feita.


Manutenção Vibratória

Conseguida a concentração após um preparo adequado pôr parte de todos os componentes do grupo, é necessário manter-se o ambiente saturado de elementos fluídicos favorecedores do intercâmbio com o plano espiritual.

Manter-se atento às ocorrências da reunião, evitando, dispersar o pensamento para objetivos que não os da mesma.

Pela vontade exercitar-se na doação vibratória em favor de outros componentes do grupo e das entidades espirituais que porventura estejam no recinto e precisem de vibrações de carinho, afeto, compreensão.

Mentalmente, envolver a todos em pensamentos agradáveis, desejando-lhes o melhor que se possa dar, como se a nossa mente estivesse emitindo forças e palavras de conforto e esclarecimento. 

O cansaço após a concentração, denota esforço em sentido contrário à boa vibração. Significa que está havendo mau atendimento às normas de relaxação e tranqüilidade.

A vibração feita com técnicas não cansa, ao contrário, traz um bem estar profundo ao emitente, pela troca de bons fluidos que se estabelece nessas ocasiões.


Concentração nos trabalhos mediúnicos

É importante frisar-se, que cada trabalho desenvolvido na Casa Espírita, vai exigir um nível diferente de concentração. Desta forma, um trabalho de irradiação, de passes, vai exigir um nível intermediário de concentração, ou seja, àquele necessário para fixar a pessoa que está presente ou à distância, vibrando pela mesma; já o trabalho mediúnico, em si, exigirá um nível mais elevado em termos de concentração, atingindo o seu ápice, nas comunicações, sejam elas psicofônicas ou psicográficas.

Através da concentração o médium conseguirá:

[1] alhear-se do mundo exterior, procurando o contato com o seu mundo íntimo, para que
então possa haver a ligação com o plano espiritual;

[1] unir os planos mentais com os companheiros do grupo, para o atingimento dos objetivos;

[1] Emitir vibrações.

Sem o preparo devido que deve começar desde a manhã, evitando-se emoções violentas,
atritos, desequilíbrios físicos e espirituais; sem o bom hábito de leituras sadias e o exercício dos bons sentimentos, dificilmente a pessoa, durante a sessão, tem a tranqüilidade suficiente para se dedicar tão somente aos fins elevados da sessão.

A reunião vai depender em muito do ambiente formado pôr todos os componentes do grupo.

Através do exercício dos bons pensamentos e da elevação dos sentimentos, o ambiente se satura de elementos espirituais (fluídicos) que favorecem o intercâmbio.
 

Bibliografia:
* Apostilas do COEM – Centro Espírita Luz Eterna –  1.ª, 2.ª e 3.ª sessões de exercícios
práticos. 
* Vinha de Luz – Francisco Cândido Xavier/Emmanuel – cap. 21 e 155.
* Encontro Marcado – Francisco Cândido Xavier/Emmanuel – cap. 14 e 41.
* Caminho Verdade e Vida – Francisco Cândido Xavier/Emmanuel – cap. 178.


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes

O TALENTO DE TODOS

Na abastança ou carência, na direção ou subalternidade, não menosprezes agir e servir, pois o trabalho é o talento comum a todos e por seu uso o espírito se engrandece.
Por ele, as forças mais simples da natureza se movimentam na senda evolutiva.
Com ele, o verme se agita e fecunda o seio da terra e a abelha se faz operária laboriosa, fabricando a excelência do mel.
Tudo na paisagem que nos cerca é a exaltação desse talento realmente do mel.
Tudo na paisagem que nos cerca é a exaltação desse talento realmente divino.
Dinheiro, saúde, cultura, inteligência e demais recursos que rodeiam o homem subordinam-se ao trabalho, para ensejarem a produção e a multiplicação de benefícios.
Sem trabalho, a fé é adoração sem proveito, a esperança é flor incapaz de florescer e a caridade se limita a um jogo de palavras brilhantes.
O maior desastgre em nossas experiências é a preguiça, porque protege a ignorância e a penúria, que nos induzem a estranhos desequilíbrios do mal


Tema: O Talento de Todos
Autor: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Dinheiro(extrato do tema)


Abraços fraternos!


Colaboração: Tullius Aguiar

domingo, 15 de abril de 2012



Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.
Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.
Ali se pôs a fazer sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus.
Ouviu, então, em meio ao silêncio, uma voz de alguém, cuja presença não tinha percebido:Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.
Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:
Venha ver a rosa.
Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.
Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.
Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.
Mas o homem não se conformou e tornou a dizer:
Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.
Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?
Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem.
Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.
De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.
Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.
E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso.
*   *   *
É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.
O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com preconceitos, para ver o diferente e o novo.
Há uma rosa escondida em toda pessoa, que não estamos sendo capazes de enxergar.
Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diverso.
Realizemos essa experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.

Redação do Momento Espírita, com base em
história de autoria desconhecida.Em 12.04.2012.

Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes

quarta-feira, 11 de abril de 2012

AFINIDADE E SINTONIA

      
A sintonia psíquica constitui fator relevante nas doenças.
       Fenômeno inconsciente oriundo de nossos hábitos mentais, ela exige profundo exame e acurado esforço para que abandonemos as faixas do abatimento e viciação e ascendamos às que dão forças e estímulos para os empreendimentos de sucesso.
       Acomodados nos velhos hábitos do personalismo, permanecemos em sintonia com o mal e essa situação cria graves uniões com espíritos ignorantes e pervertidos.
       Em toda enfermidade existe sempre uma predisposição orgânica e psíquica, decorrente do pretérito espiritual ou da vivência atual.
       Conveniente por isso o cultivo do otimismo e a realização de trabalhos que induzam a mente indisciplinada a novos hábitos.
       A doença como a saúde resulta invariavelmente da posição interior de cada um.
       Toda ascese decorre em clima de sacrifício
       A renovação exige esforço.
       A liberdade propõe disciplina.
        
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco Livro: Leis Morais da Vida (extrato) - Ed. LEAL

Abraços Fraternos!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Estudo Teórico-Prático da Doutrina Espírita – Unidade 08: Movimento Espírita


MOVIMENTO ESPIRITA

 Objetivo do Movimento Espírita:

É de vital importância que não se confunda Doutrina Espirita com Movimento Espirita. Chama-se Espiritismo à doutrina codificada por Allan Kardec na segunda metade do séc. XIX e que, no seu tríplice aspecto de Ciência, Filosofia e Religião expõe e demonstra, através de fatos, a  imortalidade da alma e as  relações existentes entre os mundos  corporal e espiritual, libertando os homens dos abismos conscienciais.

Movimento Espírita é outra coisa, é o conjunto de atividades desenvolvidas organizadamente pelos espíritas, para por em prática a Doutrina Espírita. O Movimento Espírita é, portanto, um meio para  se  aplicar  a  Doutrina  Espírita,  em  todos  os  sentidos,  para  se  divulgar  os  seus princípios e se exercitar a vivência de suas máximas. Esse movimento é fruto do trabalho do homem, decorrente do seu conhecimento, haurido na Codificação Kardequiana.

Na  tarefa  da  divulgação  do  Espiritismo  podemos  relacionar  alguns meios  de  que  dispomos, quais  sejam:  as  sociedades  espíritas,  os  livros,  jornais,  revistas,  mensagens  volantes,  os programas  de  rádio  e  televisão,  as  instituições  assistenciais  e  educacionais,  conferências, palestras, cursos, seminários, etc.

Todas as atividades do Movimento Espírita se desenvolvem a partir do Centro Espírita, ou das Sociedades Espíritas, células-bases do estudo e da prática conjunta dos princípios doutrinários.

Ele tem como característica congregar e motivar as pessoas que sustentam os mesmos ideais e propósitos.

O livro espírita é considerado um notável elemento de propaganda/divulgação do Espiritismo, pelo grande poder  de  penetração  pública,  sobretudo  nos  lugares  em  que  ainda  não  existem sociedades espíritas, bem como um  instrumento  valorosíssimo no conhecimento e estudo da própria Doutrina. A razão de ser do Movimento Espírita só pode ser a divulgação e a pratica da Doutrina Espírita.

A Doutrina Espírita está imune a depurações, ou seja, ela é pura em suas bases e, qualquer idéia ou  conceito  que  se mostre  incompatível  com  os  princípios  consagrados  nas  obras  da Codificação, poderá ser tudo menos Espiritismo.

Já o  Movimento  Espírita,  por  ser  movimento  livre  de  pessoas  e  instituições  humanas,  sem obrigações de obediências compulsória a hierarquias religiosas que não possuímos, não goza da mesma imunidade, exigindo em razão disso, de cada espírita em particular, e de cada grupo ou  instituição  espírita,  uma  vigilância  permanente,  no mais  alto  sentido,  para  que  nenhuma deturpação comprometa a pureza dos ideais que abraçamos.

Diz  Allan  Kardec  em  Obras  Póstumas:  "Um  dos maiores  obstáculos  capazes  de  retardar  a propagação da Doutrina seria a falta de unidade".


 O Marco Inicial:

Tiveram  seu marco  inicial  decisivo  com  a  atuação  segura  de  Bezerra  de Menezes  (Adolfo Bezerra  de  Menezes  Cavalcanti,  nascido  em  29  de  agosto  de  1.831,  um  dos  maiores nomes na Doutrina Espírita no Brasil. Graduado em Medicina,  foi Vereador Municipal e Deputado  Geral  pelo  Rio  de  Janeiro.  Exerceu  a  Presidência  da  Federação  Espírita Brasileira.  Promoveu  intensa  campanha  de  assistência  aos  necessitados  sob  o  tema: Deus, Cristo e Caridade. Considerado o "Médico dos pobres", o "Kardec brasileiro", o "o Apóstolo  do  Espiritismo  no  Brasil"  o  "Unificador  do  Espiritismo  no  Brasil".  Sua desencarnação ocorreu no Rio de Janeiro no dia 11 de abril de 1.900), que,  inclusive, se inspirou nas páginas do Livro Obras Póstumas, de cuja obra foi o primeiro tradutor para o nosso vernáculo, e continuam até hoje, no sentido de preservar a unidade doutrinária e assegurar a continuidade da propagação do Espiritismo. Várias iniciativas foram postas em prática ao longo do tempo, algumas da maior repercussão, entre as quais destacamos o documento: Bases de
organização Espírita, publicado na  revista Reformador de 1º de novembro de 1904, proposto pela  Federação  Espírita  Brasileira  e  aprovado  após  discussão  e  ligeiras  modificações,  por espíritas de todo o Pais, num conclave sem precedentes.

Após  45  anos,  outro  conclave  espírita  (O  Pacto  Áureo)  renovou  os mesmos  propósitos  das Bases. Adotando medidas mais concretas para a viabilização e aprimoramento.

Na  parte  final  da  década  de  40,  valorosos  espíritas  brasileiros  criaram  a  Caravana  da Fraternidade com o  fim de propagar os  ideais da Unificação através de viagens a diferentes pontos do País.

Os esforços da Caravana contribuíram para a assinatura do acordo que, por sua significação, recebeu o cognome de Pacto Áureo. 

Essa reunião deu-se na sede da FEB (Federação Espírita Brasileira), no dia 05 de outubro de 1949,  com  o  nome  de  Acordo  e  depois  de  Pacto  Áureo,  foi  elaborado  um  documento, estabelecendo as bases da atual estrutura do Movimento Espírita em nível nacional.


 Estrutura do Movimento: 

Aparece  uma  estrutura  consentânea  (apropriada,  adequada)  com  a  mentalidade  e  com  as necessidades  do momento. Cria-se,  integrando a FEB. Um Órgão  de âmbito  nacional,  sob a forma  de  plenário  à  base  de  representação  e  de  voto,  não  para  governar  as  Entidades  e Organizações Espíritas existentes e que venham a existir no Pais, mas, destinado ao estudo, orientação, supervisão e direção de todos os assuntos doutrinários e correlatos.

Todos os cuidados foram tomados à época da arregimentação das diretrizes essenciais para a materialização do movimento. Procurou-se ouvir dos servidores que portavam belas  folhas de serviço à Causa; cuidou-se de atender às solicitações, sem, no entanto,  tergiversar  (voltar as costas, usar de subterfúgios ou evasivas) na linha básica do dever que não se pode acomodar
às  exigências  de  pessoas  ou  grupos;  buscou-se  solucionar  problemas  utilizando-se
recomendação evangélica da Tolerância preconizada por Jesus e Kardec. Mas, mesmo assim, as dificuldades cresceram como para testar a  têmpera (índole, austeridade) em que  foi forjado o trabalho de Unificação.

É  verdade  que  o  Espiritismo  não  tem  chefe,  mas  possuindo  um  corpo  de  Doutrina  que necessita  ser  zelado,  tem necessidade  de uma Entidade Federativa  de âmbito  nacional  para coloca-lo a salvo das investidas da futilidade, da imprevidência e dos abusos de toda ordem.


 O Centro Espírita:

O  Centro  Espírita  tem  por  finalidade  a  divulgação  da  mensagem  espírita,  bem  como restabelecer em totalidade o Cristianismo primitivo, livre de condicionamentos e rituais. Ser um educandário aos dois planos da vida e  lar dos necessitados. Ao realizar a propagação da Doutrina  Espírita  a  responsabilidade  de  moralizar  todos  os  recursos  possíveis  à  instrução, orientação, alertando a educação dos encarnados, seja na infância, na mocidade, na madureza ou na velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas.

Um  Templo  Espírita  é,  na  essência,  um  educandário  em  que  as  leis  do  ser,  do  destino,  da evolução e do Universo são examinadas claramente, fazendo luz e articulando orientação, mas, por isso, não deve converter-se num instituto de mera preocupação academista. 

O Centro Espírita é uma escola que ensina as diretrizes da vida feliz, acenando com os triunfos após o curso rigoroso da auto-elevação. Múltiplas são as atividades de que se ocupa o centro.

Suas atividades são as seguintes: 

a. Promover, com vistas ao aprimoramento íntimo de seus freqüentadores, o estudo metódico e sistemático e a explanação da Doutrina Espírita no seu tríplice aspecto - científico, filosófico e religioso consolidada na Codificação Kardequiana; do Evangelho
segundo a Doutrina Espírita;

b. Promover a evangelização da criança, à luz da Doutrina Espírita;

c. Incentivar e orientar o jovem para o estudo e a prática da Doutrina Espírita e favorecer-lhe a integração nas tarefas do Centro Espírita;

d. Promover a divulgação da Doutrina Espírita, também através do livro;

e. Promover o estudo da mediunidade, visando oferecer orientação segura para as atividades mediúnicas;

f. Realizar atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina Espírita, inclusive reuniões mediúnicas privativas de desobsessão ;
g. Manter um trabalho de atendimento fraterno, através do diálogo, com orientação e
esclarecimento às pessoas que buscam o Centro Espírita;

h. Promover o serviço de assistência social espírita, assegurando suas características
beneficentes, preventivas e promocionais, conjugando a ajuda material e espíritual,
fazendo com que este serviço se desenvolva concomitantemente com o atendimento às
necessidades de evangelização;

i. Incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no lar.

Bendita  Escola  de  almas  na  Terra,  o  Centro  Espírita  agasalha  os  corações  batidos  pelos vendavais das paixões.

Portas  Abertas  ao  amor,  é  um  celeiro  de  esperança  na  inquietude  da  noite  das  aflições, oferecendo comunicação com os mundos transcendentes do Espírito Imortal.

Oficina de incessante socorro, acolhe toda a aflição da Terra, caldeando-a com "o murmúrio de preces em continuados ministérios de caridade". Aí  todas as  feridas do sentimento encontram medicação  e  todas  inquietudes  recebem  repouso.  Oásis  em  escaldante  deserto,  o  Centro Espírita guarda a fé imortalista no sacrário do entendimento. Entre repuxos de água refrescante a nascer nas fontes da caridade pacífica esplendem as luzes claras do Evangelho, distendendo esperança sem limite.

Hospital, recebe  enfermos  de  toda  procedência,  sem  lhe  inquirir  a  doença  nem  exigir apresentação de carteira de saúde com os antecedentes da moléstia.

Templo, escuta  os  soluços  da  inquietude  e  atende  o  pranto  das  ansiedades,  nascidos  nos recessos da alma. 

Escola, ensina as diretrizes da vida feliz, acenado com o triunfo após o curso rigoroso da auto-elevação.

Mensageiro de Jesus-Cristo, o Senhor de todas as igrejas, não se restringe a sua ação entre as singelas paredes da sua construção material.

O Centro Espírita também é, em nome do amor, o núcleo da assistência ativa à  fome  física, à nudez, à dor, multiplicando os braços de Jesus no mister abençoado do auxilio, distribuindo a bondade,  santa  e  boa,  sem  preconceito  nem  interesse,  sem  desejo  proselitista  (de  fazer seguidores) nem imposição adesiva.

Dentro desse  roteiro,  cada  templo espírita  se  responsabilizará pela  assistência  social na  sua sede, de acordo com as possibilidades que lhe forem surgindo.

É incumbência ainda do Centro Espírita a promoção da Unificação, como unidade fundamental dentro  do  Movimento  Espírita,  devendo  também  manter  um  clima  de  entendimento,  de harmonia e de fraternidade em relação aos demais Centros Espíritas.

Quando  se  abrem  as  portas  de  um  templo  espírita  cristão  ou  de  um  santuário  doméstico, dedicado ao culto do Evangelho, uma luz divina acende-se nas trevas da ignorância humana e
através dos raios benfazejos desse astro de fraternidade e conhecimento, que brilha o bem da comunidade,  os  homens  que  dele  se  avizinham,  ainda  que  não  desejem,  caminham,  sem perceber, para a vida melhor.


   As Organizações Federativas: 

A Federação Espírita Brasileira (FEB), foi fundada em 02/01/1884, na cidade do Rio de Janeiro, como sociedade civil religiosa, cultural e filantrópica com personalidade  jurídica e que  tem por objetivo e fins:

I - Estudo teórico, prático e experimental do Espiritismo; a observância e a propaganda ilimitada de seus ensinos, por todas as maneiras que oferece a palavra escrita e falada. 

II - A prática da caridade material, moral e espiritual por todos os meios ao seu alcance.
III - A união solidária espírita do Brasil.

Para  consecução  dos  objetivos  e  das  finalidades  a  que  se  propõe,  a  Federação  Espírita Brasileira  adota  princípios  e  diretrizes,  quais  a  não  existência  de  qualquer  discriminação  de raça,  sexo,  cor  e  religião,  entre  os  seus  serviços,  a  ausência  de  visão  de  lucros,  bem  como serem exercidos gratuitamente todos os cargos de direção - diretoria, conselhos e comissões.

Para  divulgação,  a  FEB  poderá  enviar,  a  todos  os  lugares,  pessoas  de  confiança  para  a realização  de  conferencias  públicas,  cujos  temas  deverão  ser  de  caráter  exclusivamente doutrinário e em  linguagem  respeitosa, abstendo-se completamente de questões pessoais ou particulares e livres de ataques a quaisquer crenças. 


   As Federações Estaduais: 

Em 1º de outubro de 1904, ao ser assinado o documento "Bases de Organização Espírita", na sala  das  sessões  da  FEB,  no  Rio  de  Janeiro,  os  espíritas  do  Brasil,  tendo  em  vista  a conveniência  e  oportunidade  de  uma  organização  geral  da  propaganda,  sobre  bases homogêneas, resolvem empregar desde já todos os esforços para a criação, na capital da cada Estado  da  União  Brasileira,  de  um  Centro,  calcado  nos  moldes  da  Federação  do  Rio  de Janeiro,  tendo  por  fim  promover  a  organização  e  filiação  de  associação  de  estudo  e propaganda em  todo Estado. Tais  instituições, aderindo ao programa da FEB, a ela se  filiarão com  as  respectivas  associações  subsidiárias,  sem  nenhuma  relação  de  dependência disciplinar, mas unicamente com intuitos de confraternização e unidade de vistas. Desta forma, surgem as Federativas Estaduais.

A execução de programa da Federação consistirá na  integração das sociedades espíritas dos Estados,  dos  Territórios  e  do  Distrito  Federal  no  seu  organismo,  por  ato  federativo  ou  de adesão, de modo a  constituírem  com ela  todo homogêneo,  no qual,  com o único  objetivo de confraternização, concórdia e solidariedade, se verifica completa harmonia de vistas e unidades de programa, moldado este pelas bases da Organização Espírita.

 CFN – Conselho Federativo Nacional:

Para  a  execução,  desenvolvimento  e  ampliação  dos  planos  da  Organização  Federativa  foi criado o Conselho Federativo Nacional, que é presidido pelo próprio presidente da FEB, e por um representante da cada sociedade de âmbito estadual.

As  sociedades  componentes  do  Conselho  Federativo  Nacional  são  completamente
independentes. A ação do Conselho só se verificará, alias,  fraternalmente, no caso de alguma Sociedade passar a adotar programa que colida com a doutrina exposta nas obras: O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns.

Art. 112. O Conselho Federativo Nacional reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos uma vez por ano; e, extraordinariamente, quando  for necessário, só podendo  funcionar com a presença de metade mais um dos seus membros.

Em 1971, passando a  funcionar os Conselhos Zonais, desdobramento do CFN, com o  fito de dinamizar e melhor integrar o Movimento Espírita nos planos da Unificação.

Segundo  resoluções  de  03 NOV  85  do CFN,  os Conselhos  Zonais  foram  transformados  em Comissões Regionais, cujos objetivos são: coordenar e promover com as Entidades Estaduais de Unificação do Movimento Espírita, observados os norteamentos do CFN, as atividades que visem  dotar  as  instituições  espíritas  dos  conhecimentos  necessários  ao  desenvolvimento  de suas atividades doutrinárias e assistências . Analisar temas indicados pelo CFN.

Para melhorar operacionalmente a Unificação do Movimento Espírita através das Sociedades Espíritas,  as  Federações  Estaduais  dispõe  de  órgãos  de  coordenação,  orientação,  difusão doutrinária.

Esses  órgãos  se  denominam  ,  no  Estado  do  Paraná,  União  Regional  Espírita  (URE), enquanto  que  nos  demais  Estados  possuem  designação  como  Conselho  Regional  Espírita, União Municipal Espírita, etc. 

Art. 103. À Federação Espirita Brasileira incumbe a representação do Espiritismo, por parte do Brasil, em todos os atos e solenidades internacionais concernentes à organização  espírita  Mundial,  assim  como  nos  congressos  que  se  efetuarem  e  cujas conclusões serão submetidas ao Conselho Federativo Nacional.

Todo esforço deve ser desenvolvido no sentido de que o Movimento Espírita cresça, como vem crescendo,  sem  prejuízo  da  unidade.  Isto  poderá  se  conseguido  com  o  trabalho  constante  e sistemático de dinamização do sistema, que vem sendo aprimorado.

O  trabalho de Unificação deve  ter seu ponto maior de sustentação na  tarefa de produzir uma correta conceituação do Espiritismo por parte dos que militam nas Sociedades Espíritas, e uma noção, a mais precisa possível, dos seus objetivos, entre os quais se salienta o de constituir  uma sociedade de homens harmonizados em Cristo, por conseqüência, juntos e fraternos. 


 
Bibliografia
1. Livro dos Médiuns. pg. 334a342 / 361a 370.
2. Obras Póstumas . pg. 339. 
3. Orientação ao Centro Espírita. 
4. Conduta Espírita. 
5. Educandário da Luz. 
6. Sementeira da Fraternidade 
7. Estatuto da FEB. 
8. Orientação ao Centro Espírita. 
9. Unificação.


Abraços fraternos!

Colaboração: Luciana Gomes