domingo, 26 de fevereiro de 2012
SE
Se, em muitas ocasiões:
A tristeza o toma e você esquece a alegria;
A calúnia o fere e você esquece o perdão;
O desânimo o corrói e você esquece da coragem;
A irritação vem e você se esquece da calma;
O desespero o arruína e você se esquece da esperança;
O orgulho o fustiga e você se esquece da humildade;
A vaidade o cega e você se esquece da modéstia;
A indiferença o enregela e você se esquece da ternura;
O egoísmo o isola e você se esquece da caridade;
O ódio o convida para o mal e você se esquece do amor, que o chama ao bem;
Se isso lhe ocorre em poucos minutos e você se esquece das horas, meses e anos de aprendizado religioso, é justo reconhecer que, embora tenha encontrado Jesus, você realmente não se dispôs a seguir-lhe os passos.
Espírito: André Luiz
Médium: Antônio Baduy
Livro: Decisão (extrato)
Abraços fraternos!
Colaboração: Rosevane Melo
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Estudo Teórico-Pratico da Doutrina Espírita - Unidade 02 - A Comunhão Com Deus
A Prece:
A quem conteste a eficácia da Prece. Dizem: conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna mostrá-la.
A verdade é que a prece proporciona a quem ora, um bem estar incalculável já que aproxima a Criatura do Criador.
"A prece é o orvalho Divino que aplaca o calor excessivo das paixões". Não existe qualquer fórmula para orar. O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração e não somente com os lábios.
A qualidade da prece é ser clara simples e concisa. A prece pode ter como objeto um pedido, um agradecimento ou uma glorificação.
As preces feitas a Deus, escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades (de Deus).
Tipos de Prece:
No livro "Estudando a Mediunidade" (psicografado por Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de André Luiz), p. 174 à 176, são mencionados os seguintes tipos de preces:
Vertical - expressa aspirações elevadas.
Horizontal - encontra ressonância entre aqueles Espíritos ainda ligados aos problemas terrestres, vivendo, portanto, horizontalmente.
Descendente - a essa não daremos a denominação de "prece", substituindo-a por "invocação", consoante aconselha o Ministro Clarêncio no livro "Entre a Terra e Céu" (psicografado por Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de André Luiz). Nesta a resposta virá de entidades de baixo tom vibratório.
Nossas preces encontrarão sempre a resposta dos nossos afins, dos que comungam conosco tais ou quais idéias, tais ou quais objetivos.
Quando Jesus nos disse: "Tudo o que pedirdes com fé, em oração, vós o recebereis" (Mateus, 21:22).
Desta afirmação, podemos concluir que:
"Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece"
Seria ilógico deduzir que basta pedir para obter, bem como, também seria injusto acusar a Providência de não atender a toda súplica que se lhe faça.
É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses.
O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais.
Falamos a Deus dos nossos problemas, suplicamos que Ele nos ilumine o entendimento, para que saibamos receber dignamente as decisões.
Em verdade, todos nós podemos endereçar a Deus, em qualquer parte e em qualquer tempo, as mais variadas preces; no entanto, nós todos precisamos cultivar paciência e humildade, para esperar e compreender as respostas de Deus.
"Orando, o Cristo falava ao Pai. No intervalo da oração, escutava Deus."
A prece, em verdade, não pode mudar as leis imutáveis; ela não poderia, de maneira alguma, mudar nossos destinos; seu papel é proporcionar-nos socorro e luzes que nos tornem mais fácil o cumprimento da nossa tarefa terrestre.
Pergunta 658 de "O Livro dos Espíritos": A prece é agradável a Deus?R. - A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele...
Pergunta 660 de "O Livro dos Espíritos": A prece torna o homem melhor?
R. - Sim, porque aquele que faz a prece com fervor e confiança se torna mais forte contra as tentações do mal, e Deus lhe envia bons Espíritos para o assistir. É um socorro jamais recusado, quando o pedimos com sinceridade. O essencial não é orar muito, mas orar bem.
A prece não pode ter o efeito de mudar os desígnios de Deus, mas a alma pela qual se ora experimenta alívio, porque é um testemunho de interesse que se lhe dá e porque o infeliz é sempre consolado, quando encontra almas caridosas que compartilham as suas dores...
A Fé e o seu poder:
Fé, no sentido comum, corresponde à confiança em si mesmo. Fé, crença desta ou daquela religião: fé judaica, fé budista, fé católica etc.
Existe também a fé pura, difícil de ser encontrada, por ser uma conquista lenta, fruto de experiências de várias vidas.
Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer:
"Eu creio , mas afirmar, eu sei".
A fé pode ser Raciocinada ou Cega.
Fé Cega: aceita sem verificação nenhuma, assim o verdadeiro como o falso. levado ao excesso, produz o fanatismo.
Fé Raciocinada: se baseia na verdade, garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana.
A principal condição da verdadeira fé é, pois, ser raciocinada.
Outra condição é prender-se à verdade, não se compactuando, nunca, com a mentira.
A fé verdadeira não se conquista de uma hora para outra. É trabalho do tempo, de experiências vivenciadas. Em certas pessoas, a fé parece de algum modo inata, sinal evidente de anterior progresso. Em outras pessoas, ao contrário, elas dificilmente penetram, estão com a educação por fazer.
Inspiração Divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da Regeneração.
Fé sincera: empolgante, contagiosa, comunicativa.
Fé aparente: é indiferente, apenas usa de palavras sonoras que deixam frio quem as escuta.
Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade.
Em Mateus (Evangelista Mateus) Cap. 17, versículos 14-20, Marcos Cap.9 v.v.14-29, Lucas Cap. 9, v.v. 37-93.
Um certo pai procura Jesus, pedindo para curar seu filho obsidiado, já que os discípulos não conseguiram.
Jesus cura o enfermo.
Os discípulos perguntaram: porque não pudemos curá-lo, Jesus respondeu: - por causa da vossa incredulidade. Se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha:
transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada seria impossível...
"Tudo é possível àquele que crê" o pai do menino do relato acima exclama "Creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade!
O Homem e o Sentimento Religioso:
O sentimento religioso, nasce com o indivíduo. Existiu em todos os povos, se bem que sob formas diferentes.
Podemos dizer que nunca existiram povos ateus, pois este sentimento é inato no ser humano.
Ora, por medos decorrentes das forças desorganizadas das eras primeiras da vida. Dessas forças, surgiram as diferentes formas da apaziguar a fúria dos seus responsáveis.
Mediantes cultos que se transformariam em Religiões com as suas variadas cerimonias, cada vez mais complexas e sofisticadas... Nas raças bárbaras proliferaram as idéias terroristas de um Deus, cuja cólera
destruidoras se abrandaria à custa de sacrifício humanos. Hoje, mais facilmente entendemos que "a adoração verdadeira é do coração". E posto que Deus é Amor, não há como adorá-lo senão: amando-nos uns aos outros", pois como sabiamente nos ensina João o apóstolo Cap.4:v.v. 20):
Se o homem não ama a seu irmão, que lhe está próximo, como pode amar a Deus, a quem não vê?
Amor a Deus, Adoração:
O conhecimento da verdade sobre Deus, sobre o mundo e a vida é o que há de mais essencial, de mais necessário, porque é ele que nos sustenta, nos inspira e nos dirige, mesmo à nossa revelia.
"(...) Deus é o Espírito de Sabedoria, de Amor e de Vida, o poder infinito que governa o mundo (...)
Só gradualmente vamos entendendo Deus na sua essência, na medida que desenvolvemos as nossas capacidades perceptivas.
Deus é o princípio, é o absoluto, o infinito, o eterno. Deus é conceito e matéria, principio e forma, causa e efeito...
O homem que nega a Deus encontra-se, transitoriamente, envolvido pelo manto da ignorância.
Da paternidade de Deus decorre a fraternidade humana. Espíritos mais evoluídos adoram Deus em Espírito. Os involuídos, necessitam de uma imagem material, não é uma mentira consciente. É uma tradução da linguagem espiritual, que lhe é incompreensível, em uma linguagem concreta, a ele acessível. Assim ele pode ver e tocar as imagens de Deus.
A evolução leva cada vez mais a sentir Deus, não apenas transcendente, mas também imanente.
O indivíduo espiritualizado acabará por sentir a presença Dele não somente em si, mas em torno de si.
Então se descobrirá que Deus está em toda parte, que o seu templo é o universo, seu altar pode ser o coração do homem.
Vida Contemplativa:
Nenhum mérito trás a vida contemplativa. Portanto, se é certo que não fazem o mal, também o é que não fazem o bem, são inúteis.
Demais, não fazer o bem já é um mal. Há momentos na vida que se faz necessário a prática da meditação.
São momentos breves, dentro do cotidiano da nossa existência. Deus quer que o homem pense nele mas não quer que só nele pense, pois lhe impôs deveres a cumprir na terra.
Colaboração: Tullius Aguiar
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A PARTIDA DE ENTES QUERIDOS
Oremos, essa é a melhor forma de ajudar aqueles que partiram rumo a pátria espiritual. Chorar faz parte da nossa natureza, através do choro, das lágrimas que caem exaltamos quando sincero, os mais sublimes sentimentos face aqueles que partiram, porém nos recomenda sempre a doutrina, não percamos o equílibrio, pois, a serenidade, é fator de ajuda no equilíbrio ante aqueles que estão na erraticidade. Não reprimamos nossas emoções, mas as canalizemos para o bem, para o equílibrio e desta forma aqueles que já encontram-se no plano espiritual poderão sentir-se verdadeiramente abraços e amados.
Abraços fraternos!
Tullius Aguiar
Abraços fraternos!
Tullius Aguiar
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
CARNAVAL FESTA POPULAR SIM, MAS ATÉ QUE PONTO É FESTA?
Queridos irmãos, dentro de poucas horas, terá início a mais um período de carnaval, mas você sabe ao certo do que se trata o carnaval?
Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, No mundo cristão medieval, era o período de festas
PROFANAS que se iniciava, geralmente, no dia de Reis(Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que se começavam os jejuns quaresmais.
Ainda segundo o Aurélio, profano, é tudo aquilo que trata com irreverência(coisas sagradas), o que transgride, viola, infringi, faz mau uso, degrada, torna impuro, viola. Esses conceitos, estão impregnados na cultura de comemoração neste período, claro não queremos aqui condenar ou exaltar tal manifestação popular, mas tão somente sugerir aos irmãos o bom entendimento, pois neste período há o aumento dos índices de consumo de bebidas alcóolicas, transgreções morais, assassinatos, enfim, é uma porta enorme, aberta ao desequilíbrio moral, neste período, aumenta a guarda dos irmãos socorristas no plano espiritual, para receber os inumeros desencarnados, "vítimas" dos auto-exageros, ou exageros alheios. Sem contar que aqui cabe a correção do ditado que diz: "Atras do trio elétrico só não vai quem já morreu", corrijamos: "Atrás do trio elétrico VAI até quem já morreu", pois inúmeras são as falagens que estão em festa pela chegada deste momento para que possam atráves de processos obsessivos induzir aos desatentos encarnados o erro, o equívoco e por conseguinte o aumento dos carmas reencarnatórios.
Então se você vai ao carnaval, com a inteção de brincar, se divertir, não esqueça o reforço espiritual, ore e vigie, auxiliemos nossos irmãos no plano espiritual a manter o equilíbrio, em todos os ambientes, respeitemos nossos limites e conservemos nosso equílibrio. Orar e Vigiar sempre.
Abraços fraternos!
Tullius Aguiar
Segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, No mundo cristão medieval, era o período de festas
PROFANAS que se iniciava, geralmente, no dia de Reis(Epifania) e se estendia até a quarta-feira de cinzas, dia em que se começavam os jejuns quaresmais.
Ainda segundo o Aurélio, profano, é tudo aquilo que trata com irreverência(coisas sagradas), o que transgride, viola, infringi, faz mau uso, degrada, torna impuro, viola. Esses conceitos, estão impregnados na cultura de comemoração neste período, claro não queremos aqui condenar ou exaltar tal manifestação popular, mas tão somente sugerir aos irmãos o bom entendimento, pois neste período há o aumento dos índices de consumo de bebidas alcóolicas, transgreções morais, assassinatos, enfim, é uma porta enorme, aberta ao desequilíbrio moral, neste período, aumenta a guarda dos irmãos socorristas no plano espiritual, para receber os inumeros desencarnados, "vítimas" dos auto-exageros, ou exageros alheios. Sem contar que aqui cabe a correção do ditado que diz: "Atras do trio elétrico só não vai quem já morreu", corrijamos: "Atrás do trio elétrico VAI até quem já morreu", pois inúmeras são as falagens que estão em festa pela chegada deste momento para que possam atráves de processos obsessivos induzir aos desatentos encarnados o erro, o equívoco e por conseguinte o aumento dos carmas reencarnatórios.
Então se você vai ao carnaval, com a inteção de brincar, se divertir, não esqueça o reforço espiritual, ore e vigie, auxiliemos nossos irmãos no plano espiritual a manter o equilíbrio, em todos os ambientes, respeitemos nossos limites e conservemos nosso equílibrio. Orar e Vigiar sempre.
Abraços fraternos!
Tullius Aguiar
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Obstáculos
Na execução de nossas tarefas, encontramos obstáculos de todo gênero:
Os que surgem das circunstâncias, como os estorvos do tempo, a condução difícil, as exigências sociais e as tarefas extras da profissão;
Aqueles que provêm de casa, como a festa imprevista, o parente enfermo, a visita inesperada e o impedimento doméstico;
Muitos nos chegam dos entes queridos, quais a oposição dos pontos de vista, a incompreensão e a dificuldade mútua a exigir apoio;
Os que vêm do grupo de trabalho, qual o azedume dos companheiros, a ausência de concurso fraterno e a falta de entendimento;
E os piores, que nascem de nós mesmos, como o desânimo, a irritação, a rebeldia, a intemperança mental, a doença de gravidade imaginária e o cansaço suposto invencível.
Toda vez que isso aconteça, peçamos auxílio pela prece silenciosa, e atendamos aos deveres que nos deixem tranqüila a consciência.
Afastando os que não têm base séria, venceremos as crises se persistirmos no trabalho.
Tema:Obstáculos
Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Rumo certo (extrato)
Abraços fraterno!
Colaboração:Rosevane Melo
Os que surgem das circunstâncias, como os estorvos do tempo, a condução difícil, as exigências sociais e as tarefas extras da profissão;
Aqueles que provêm de casa, como a festa imprevista, o parente enfermo, a visita inesperada e o impedimento doméstico;
Muitos nos chegam dos entes queridos, quais a oposição dos pontos de vista, a incompreensão e a dificuldade mútua a exigir apoio;
Os que vêm do grupo de trabalho, qual o azedume dos companheiros, a ausência de concurso fraterno e a falta de entendimento;
E os piores, que nascem de nós mesmos, como o desânimo, a irritação, a rebeldia, a intemperança mental, a doença de gravidade imaginária e o cansaço suposto invencível.
Toda vez que isso aconteça, peçamos auxílio pela prece silenciosa, e atendamos aos deveres que nos deixem tranqüila a consciência.
Afastando os que não têm base séria, venceremos as crises se persistirmos no trabalho.
Tema:Obstáculos
Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: Rumo certo (extrato)
Abraços fraterno!
Colaboração:Rosevane Melo
Serenidade
Pai dai-me serenidade para superar as dificuldades dos meus dias.
Permiti senhor, que eu tenha serenidade para estar vigilante e não cai em tentações;
Serenidade para conduzir meu trabalho,
Para que eu possa garantir o meu sustento material;
Serenidade para ter sempre a consciência dos meus sentimentos, para que saiba amar meus semelhantes, vendo sempre em cada um deles um irmão;
Serenidade para ter a palavra certa, na hora certa, sabendo assim ser amigo e companheiro;
E dai-me, senhor, principalmente, serenidade de saber ouvir sem julgar.
Que eu possa ter serenidade para manter em meu lar a paz e a união;
Que com serenidade eu possa aprender e ensinar, vivendo em plena comunhão com meus companheiros de jornada que me foram dados por vós.
Permiti pai, que serenamente eu chegue até o momento de novamente voltar à verdadeira pátria e a vós entregar meu espírito, tendo feito desta uma encarnação proveitosa para minha evolução.
Tema:Serenidade
Autor:Marina C. Cruz
Livro: Uma luz no caminho (Prces Espíritas) volume II
Abraços fraterno!
Colaboração: Kika Silva
Permiti senhor, que eu tenha serenidade para estar vigilante e não cai em tentações;
Serenidade para conduzir meu trabalho,
Para que eu possa garantir o meu sustento material;
Serenidade para ter sempre a consciência dos meus sentimentos, para que saiba amar meus semelhantes, vendo sempre em cada um deles um irmão;
Serenidade para ter a palavra certa, na hora certa, sabendo assim ser amigo e companheiro;
E dai-me, senhor, principalmente, serenidade de saber ouvir sem julgar.
Que eu possa ter serenidade para manter em meu lar a paz e a união;
Que com serenidade eu possa aprender e ensinar, vivendo em plena comunhão com meus companheiros de jornada que me foram dados por vós.
Permiti pai, que serenamente eu chegue até o momento de novamente voltar à verdadeira pátria e a vós entregar meu espírito, tendo feito desta uma encarnação proveitosa para minha evolução.
Tema:Serenidade
Autor:Marina C. Cruz
Livro: Uma luz no caminho (Prces Espíritas) volume II
Abraços fraterno!
Colaboração: Kika Silva
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Estudo Teórico-Pratico da Doutrina Espírita - Unidade 01 - Deus
Tema: Deus
Introdução;Deus Criador;Definição de Deus; Da Natureza Divina; Atributos de Deus; Provas da Existência de Deus; A Providência Divina; O Infinito e o Espaço Universal; Materialismo e Panteísmo.
Introdução;Deus Criador;Definição de Deus; Da Natureza Divina; Atributos de Deus; Provas da Existência de Deus; A Providência Divina; O Infinito e o Espaço Universal; Materialismo e Panteísmo.
Introdução:
Toda doutrina tem os seus princípios básicos que vão fundamentando os demais
princípios, em uma seqüência lógica.
Em se analisando os princípios da Doutrina Espírita, encontramos em primeiro
lugar, o princípio da existência do Eterno Criador.
Deus Criador:
Deus é o criador de tudo o que existe.
_ de todas as criaturas;
_ da Natureza;
_ do Universo, com todas as suas leis harmônicas.
Definição de Deus:
Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, propõe, na primeira pergunta de
"O Livro dos Espíritos" (primeira obra da codificação, editado em 1.857), uma
questão direta sobre a Divindade: "Que é Deus ?" Cabe observar-se que Allan
Kardec, intencionalmente, pergunta "Que é Deus?", ao invés de "Quem é Deus?",
justamente para não induzir a uma personificação ou uma idéia antropomórfica, ou
seja, que lembra o aspecto ou a forma de um homem. Perguntado "Que é Deus?",
ele busca a sua essência. E a espiritualidade, nos proporciona a mais clara,
sintética e precisa definição que conhecemos até hoje: "Deus é a inteligência
suprema, causa primária de todas as coisas".
Da Natureza Divina:
No atual estágio de evolução que se encontra o ser humano, não lhe é possível
compreender a natureza íntima de Deus.
Conforme verificamos em "A Gênese" (quinta obra da codificação, editada em
1.868), cap. II, item 8, há as seguinte referências à natureza Divina:
"Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-lo,
ainda nos falta o sentido próprio, que só se adquire por meio da completa
depuração do Espírito."
Deus entendido como nosso Pai:
A idéia de Deus como sendo o nosso Pai, nos foi trazida por Jesus. Podemos
encontrar em "A Gênese" (quinto livro da Codificação Espírita/1.868), no cap. I, item
23 essa referência: "A parte mais importante da revelação do Cristo, no sentido de
fonte primária, de pedra angular de toda a sua doutrina, é o ponto de vista
inteiramente novo sob que considera Ele a Divindade ... Um Deus clemente,
soberanamente justo e bom, cheio de mansidão e misericórdia ... O Pai comum do gênero humano que estende a sua proteção por todos os seus filhos e os chama
todos a si ...".
Encontramos ainda, no item 25: "Toda a doutrina do Cristo se funda no caráter que
Ele atribui à Divindade. Como um Deus imparcial, soberanamente justo, bom e
misericordioso, ele fez do amor de Deus e da caridade para com o próximo a
condição indeclinável da salvação, dizendo: Amai a Deus sobre todas as coisas e o
vosso próximo como a vós mesmos; nisto estão toda a lei e os profetas...".
Atributos de Deus: Primeiro momento.
Na infância da Humanidade, confundiram os homens o Criador com as criaturas,
cujas imperfeições lhe eram atribuídas. Mas, a medida em que o senso moral se
desenvolver, terão os homens melhores condições de entender a essência das
coisas e, como conseqüência, poderão fazer uma idéia mais justa da Divindade.
No momento atual, é importante que sintamos Deus como o nosso Pai Criador,
soberanamente justo, bom e misericordioso.
Podemos de um modo geral, em um primeiro momento, elencar como atributos de
Deus:
1. AMOR – Como Pai, ama seus filhos providenciando para que a
natureza possa prover nossas necessidades. Nos dá a inteligência
para o nosso progresso.
2. SABEDORIA - Leis sábias e justas que regem todas as relações,
todas as coisas, todo o Universo.
3. JUSTIÇA – Ele nos criou para progredirmos sempre. Ele nos concede
pela Reencarnação (processo através do qual é concedido ao Espírito
uma nova oportunidade de retornar a um novo corpo físico,
especialmente preparado para ele) o ensejo de corrigirmos erros e
imperfeições, de quitarmos débitos e continuarmos o aprendizado
rumo à perfeição que é a nossa meta final.
Atributos de Deus: Segundo momento.
Aprofundando um pouco mais a análise, e de acordo com a conceituação espírita,
podemos elencar como atributos de Deus:
Deus é a suprema e soberana inteligência:
Antes de analisarmos este atributo de Deus, é importante compreender o
significado de duas palavras:
Suprema - s. f. Superioridade; poder ou autoridade suprema;
preponderância; proeminência; hegemonia; primazia. (De supremo.)
Soberana: 1. adj. Que ocupa o primeiro lugar; o mais elevado ou graduado
em seu gênero; que se acha revestido de autoridade suprema; que exerce
um poder supremo, sem restrição nem neutralização; absoluto; magnífico;
supremo; (Do b. lat. superanu.)
Pela análise das palavras, já podemos ter uma idéia da inteligência Divina.
A inteligência do homem é limitada, pois que não pode fazer, nem compreender
tudo o que existe.
A inteligência de Deus, abrangendo o infinito, é também infinita. Se a sua
inteligência fosse limitada num ponto qualquer, poderíamos conceber outro ser mais inteligente, capaz de compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante.
Deus é eterno:
Devemos entender como eterno o que não teve princípio, nem terá fim.
Se Deus tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido
criado, por um ser anterior e, nesse caso, esse ser é que seria Deus.
Deus é único:
A unicidade de Deus é conseqüência do fato de serem infinitas as suas perfeições.
A ignorância deste atributo de Deus, foi o que gerou o politeísmo (crença em vários
deuses), culto adotado pela maioria dos povos primitivos, que davam o atributo de
divindade a todo poder que lhes parecia acima dos poderes inerentes à
humanidade.
Deus é imutável:
Entendemos como imutável, o que não se altera.
Se Deus estivesse sujeito a mudanças/alterações, por influenciações outras,
poderíamos supor que aquilo que o está influenciando, lhe poderia ser equiparado
e, se assim fosse, a sua inteligência não seria suprema nem soberana. Além do
que, se Deus estivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis
que regem o Universo.
Deus é imaterial:
Assim o podemos dizer porque a sua natureza difere de tudo o que "chamamos
matéria". Se a sua natureza fosse material, ele estaria sujeito às próprias
transformações da matéria (o que seria contraditório ao seu atributo de
imutabilidade).
Deus não tem uma forma apreciável aos nossos sentidos, pois se assim fosse,
seria matéria. No entanto, todos nós já ouvimos expressões do tipo "a mão de
Deus", "os olhos de Deus", "o braço de Deus", etc. Nestes casos, é que o homem,
ainda nada mais conhecendo além de si mesmo, toma a si próprio por termo de
comparação para tudo o que não compreende. Logo, a imagem de Deus,
representada pela figura de um ancião, de longas barbas brancas e envolto num
manto, é uma concepção puramente humana, não correspondendo em nada com a
sua real natureza.
Segundo "A Gênese", cap. II, item 12, esta imagem tem até o inconveniente de
rebaixar o Ente Supremo até as mesquinhas proporções da Humanidade.
Deus é onipotente:
Mais uma vez, busquemos no dicionário a significação desta palavra:
Onipotente: 1. adj. 2 gên. Que tem poder ilimitado; Todo-Poderoso. (Do lat.
omnipotente.)
2. s. m. Deus.
Se Deus não possuísse o poder supremo, sempre se poderia conceber uma
entidade tanto ou mais poderosa do que Ele. Todo o poder está em Deus.
Deus é soberanamente justo e bom:
A providencial sabedoria das Leis Divinas, se revela das pequeninas, às maiores
coisas.
A soberana bondade implica na soberana justiça, porquanto, todos os seres foram
criados da mesma forma, não havendo parcialidade, nem tratamento diferenciado
com relação a qualquer de suas criaturas.
Deus é infinitamente perfeito:
É impossível conceber-se Deus sem o infinito das perfeições, sem o que não seria
Deus, pois sempre se poderia conceber um ser que possuísse o que lhe faltasse.
Sendo infinitos os atributos de Deus, não são suscetíveis nem de aumento, nem de
diminuição.
Esses são os atributos principais, podendo, no entanto, ser mencionados ainda
outros, porém como derivações ou já subentendidos nos anteriores.
Desta forma, temos que: Deus é Onisciente: - adj. 2 gên. Que tudo sabe; cujo saber
é ilimitado; Deus é Onipresente: no sentido de que se encontra em todos os
lugares, etc.
Em "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, na questão n.º 11, indaga: "Será dado um
dia ao homem compreender o mistério da Divindade?", a que os Espíritos
responderam: "Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando,
pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá."
Então, na própria idéia de Deus, com essência puramente espiritual, e na
possibilidade de um dia chegar a vê-LO e compreendê-LO – quando se tornar
Espírito puro e perfeito – está delineada para o homem, toda uma perspectiva de
trabalho e de esperança: de degrau em degrau ele progredirá e, evoluindo
espiritualmente, adquirirá novos e mais aperfeiçoados sentidos até conquistar um
puro sentido espiritual que lhe permitirá por-se em relação com Deus, vendo-O,
ouvindo-O e compreendendo-LHE a Divina Vontade.
_ Provas da Existência de Deus:
No conjunto imenso de mundos e coisas que constituem o Universo, tal é a
grandeza, a magnitude, e são tais a ordem e a harmonia, que, tudo isso, pairando
infinitamente acima da capacidade do homem, só pode atribuir-se à Onipotência
criadora de um Ser Supremamente inteligente e sábio, Criador necessário de tudo
que existe.
Deus, porém, não pode ser percebido pelo homem em sua divina essência. Mesmo
depois de desencarnado, dispondo de faculdades perceptivas menos materiais, não
pode ainda a espírito imperfeito perceber totalmente a natureza divina.
Pode, entretanto o homem, ainda no estágio de relativa inferioridade em que se
encontra, ter convincentes provas de que Deus existe, mas advindas por dois
outros caminhos, que transcendem aos dois sentidos: o da razão e o do sentimento.
Racionalmente, não é possível admitir um efeito sem causa. Olhando o Universo
imenso, a extensão infinita do espaço, a ordem e harmonia a que obedece a
marcha dos mundos inumeráveis; olhando ainda os seres da natureza, os minerais
com suas admiráveis formas cristalinas, o reino vegetal em sua exuberância, a
fragrância das flores, a variedade quase infinita de plantas, o reino animal em toda
a sua beleza; sondando também o mundo microscópio com incontáveis formas
unicelulares. Toda essa imensidão, profusão e beleza nos obriga a crer em Deus,
como causa necessária. Mas se preferirmos contemplar apenas o que é o nosso
próprio corpo, quanta harmonia também divisaremos na nossa roupagem física, nas
funções que se exercem à revelia de nossa vontade num ritmo perfeito. Nas
maravilhas que são os nosso sentidos. Toda essa perfeição, a harmonia da
natureza humana e do mundo exterior ao homem, só pode ser criação de um Ser
Supremamente inteligente e sábio, o qual chamamos Deus.
No entanto, é pelo sentimento, mais do que pelo raciocínio, que o homem pode
compreender a existência de Deus. Há no homem, desde o mais primitivo até o
mais civilizado, a idéia inata da existência de Deus.
A Doutrina Espírita, tem na existência de Deus o princípio maior e Ele se encontra
por isso mesmo, na base da Doutrina.
Encontramos em "O Livro dos Espíritos", nas questões 04 à 09, o subtítulo "Provas
da existência de Deus".
A questão n.º 04 é muito esclarecedora: "Onde se pode encontrar a prova da
existência de Deus? – a que a espiritualidade responde: "Num axioma que aplicais
às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é
obra do homem e a vossa razão responderá.
E complementa Kardec à título de observação, com relação a essa questão: "Para
crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da criação. O Universo
existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito
tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
León Dennis, no seu Livro "Depois da Morte", no capítulo que trata do Universo e
Deus, nos relata:
"O telescópio sonda os céus, em parte alguma do Universo encontra limites;
sempre mundos sucedendo a mundos, e sóis a sóis; sempre legiões de astros
multiplicando-se, a ponto de se confundirem em poeira brilhante nos abismos
infindáveis do espaço ..."
"E o corpo humano não é uma laboratório vivo, um instrumento cujo mecanismo
chega à perfeição? ..."
"O espetáculo da Natureza, o aspecto dos céus, das montanhas, dos mares,
apresentam ao nosso espírito a idéia de um Deus oculto no Universo ..."
"A razão, igualmente nos fala de Deus. Os sentidos fazem-nos conhecer o mundo
material, o mundo dos efeitos: a razão revela-nos o mundo das causas ..."
"Deus não se mostra, mas se revela pelas suas obras ..."
E, no Livro "A Gênese", Cap. II – Deus, nos é ensinado que:
"A existência de Deus é, pois, uma realidade comprovada não só pela revelação,
como pela evidência material dos fatos."
_ A Providência Divina:
Providência é a suprema sabedoria com que Deus conduz todas as criaturas.
Providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda
parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais ínfimas. É nisto que consiste
a ação providencial.
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar
do alto da imensidade. As nossas preces, para que Ele as ouça, não precisam
transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de
contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.
Examinemos esta questão através de um modo figurado:
A natureza inteira está mergulhada no fluido Divino, logo tudo e todos estamos
imersos nesse fluido. O ser, por mais ínfimo que seja, está saturado desse fluido
Divino. Achamo-nos então, desta forma, constantemente, na presença da
Divindade; nenhuma de nossas ações foge ao seu conhecimento; o nosso
pensamento está em contato ininterrupto com o seu pensamento, havendo pois,
razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos sentimentos no nosso coração.
Por isso é que dizemos que Deus está em toda parte, na Natureza, em todos os
lugares. Assim como o Espírito está em todas as partes do corpo – todas as células
do corpo estão em contato com o ser espiritual, todos os elementos da criação, se
acham em relação constante com Ele.
Um membro se agita: o Espírito o sente; uma criatura pensa: Deus o sabe. As
diferentes criações, as diferentes criaturas se agitam, pensam, agem diversamente:
Deus sabe o que se passa e assina a cada um o que lhe diz respeito.
A ação de Deus de desvela no Universo, tanto no mundo físico quanto no mundo
moral e não há um único ser que não seja objeto de sua solicitude.
O Infinito e o Espaço Universal:
O Universo abrange a infinidade dos mundos que vemos e dos que não vemos,
todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço,
assim como os fluidos que o preenchem. O espaço universal é infinito e nele não
existe o vácuo.
Em "O Livro dos Espíritos", questão n.º 35 é indagado à Espiritualidade se o espaço
universal é infinito ou limitado, ao que Eles respondem: "Infinito. Supõe-no limitado:
que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto,
a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em
todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que voz achais que podereis
compreendê-lo."
Por esta resposta, está bem claro que o espaço é Infinito. Que se deve, entretanto,
entender por infinito? Disseram-nos também os Espíritos, na resposta à pergunta
n.º 02 de "O Livro dos Espíritos" – "O que não tem começo nem fim: o
desconhecido; tudo que é desconhecido é infinito".
E, em seqüência, na questão n.º 03 é perguntado à Espiritualidade se poder-se-ia
dizer que Deus é infinito, ao que Eles respondem: "Definição incompleta. Pobreza
da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos
homens". A esta questão, acrescenta Kardec em comentário próprio: "Deus é
infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o
infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que
não está conhecida por uma outra que não o está mais do que a primeira."
Fechando o subtítulo do espaço universal, a questão n. 36 de "O Livro dos
Espíritos" esclarece que não existe o vácuo, pois o que parece vazio está na
realidade ocupado por matéria, porém essa matéria nos escapa dos sentidos e dos
instrumentos.
Materialismo e Panteísmo:
Apesar de todas as razões que levam convictamente à crença de que Deus Existe,
como causa transcendente necessária do Universo, com os atributos de suprema
inteligência, onipotência, bondade e justiça perfeitas, e infinito em todas as suas
perfeições, há homens, e sempre os houve, que negam a Divina existência. O seu
ateísmo disfarçado ou sincero, mas que é sempre conseqüência da arrogância, da
presunção e do orgulho, leva-os a negar a existência de todo Espírito no Universo,
tanto o Espírito Divino como o que em si mesmo existe e é sede da própria
inteligência e da consciência de cada um; isto é, negam a existência da alma
humana como individualidade independente da matéria corporal e a ela
sobrevivente, considerando-a apenas como resultante da organização cerebral
altamente evoluída do "Homo Sapiens".
Materialismo:
É a doutrina filosófica segundo a qual não existe essencialmente no Universo coisa
alguma além da matéria, quer como causa, quer como efeito. Implica um sistema
dos mundos em que o fundamento único é a matéria, incriada e eterna, isto é,
existente por si mesma, necessária e suficiente, sem interferência alguma de Deus.
O Materialismo como doutrina, ensino ou escola, nasce, praticamente, com Tales
de Mileto, na antiga Grécia, por volta do Século VI a. C.
No longo período que constituí a Idade Média, o materialismo foi sofrendo algumas
alterações, porém sempre rejeitando a idéia de um Criador supremo para todas as
coisas.
Panteísmo:
Segundo essa Doutrina, entre os quais avulta a mentalidade vigorosa de Spinozza,
Deus, sendo embora o Ser supremo, não é, entretanto, um ser distinto, pois
consideram-no resultante da reunião de todas as forças, todas as inteligências de
Universo.
Sente-se desde logo, a inconsistência de uma tal doutrina que, se verdadeira,
derrogaria os mais necessários dos atributos de Deus: ser eterno, imutável,
imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom .
Comenta Allan Kardec com relação a esta doutrina, que ela faz de Deus um ser
material, sujeito a todas as vicissitudes e necessidades da humanidade; faltar-lhe-ia
um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade. Acrescenta ainda, que
não podemos aliar as propriedades da matéria à idéia de Deus. Essa Doutrina
confunde o Criador com a criatura, exatamente como o faria quem pretendesse que
engenhosa máquina fosse parte integrante do mecânico que a imaginou ou a
construiu.
A inteligência de Deus se revela em suas obras como a de um pintor no seu quadro; mas, as obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o
pintor que o concebeu e executou.
Bibliografia
O Livro dos Espíritos – Parte Primeira – Das Causas Primárias – Perguntas 01 à
16; 50 à 51;
A Gênese – Cap. I, 10 à 16; 20; 24. Cap. II itens 1 à 7; 8 à 19;
O Grande Enigma – Ação de Deus no Mundo e na História; Necessidade da idéia
de Deus; Notas complementares – Léon Denis.
Deus na Natureza – Camille Flammarion.
Depois da Morte – Livre-arbítrio e providência – Léon Denis.
Estudos Espíritas – Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito de Joanna de Ângelis –
Cap. I, p. 17 à 23.
O Céu e o Inferno – Doutrina das penas eternas – Parte I, cap. VI, itens 10 à 16.
Obras Póstumas – Deus - Parte I, item 2.
Abraços fraternos!
Colaboração: Tullius Aguair
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