Definição do Perispírito:
Perispírito
- do radical grego "peri" que quer dizer: em torno, ao redor.
Envoltório semimaterial do Espírito. Nos encarnados, serve de intermediário
entre o Espírito e a matéria; nos espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do
Espírito.
Formação/natureza do Perispírito:
O
Perispírito ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos
do Fluido Cósmico Universal - FCU; é uma condensação desse fluido em torno de
um foco de inteligência ou alma. O corpo carnal também tem o seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e
transformado em matéria tangível.
No perispírito,
a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a
sua imponderabilidade e qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo
carnal têm, pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda
que em dois estados diferentes.
Do
meio onde se encontra é o que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse
envoltório ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos
constitutivos do perispírito naturalmente variam conforme os mundos.
Ex.
Em Júpiter, como sendo um orbe muito mais adiantado em comparação com a Terra,
a vida corpórea não apresenta a mesma materialidade da nossa, os envoltórios
perispirituais hão de ser lá, de natureza muito mais quintenssenciada (o
extrato levado ao último apuramento, o que há de principal, de melhor e de mais
puro - a essência) do que aqui. Ora, assim como não poderíamos existir naquele
mundo com o nosso corpo carnal, também os nossos Espíritos não poderiam nele
penetrar com os perispíritos terrestres que os revestem. Emigrado da Terra, o Espírito
deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo aonde vai
habitar.
A
natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de
adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de
envoltório ao seu bel prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo
para outro. Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e
imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se
assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que
eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria se devem incluir aqueles
cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal,
razão porque continuam a crer-se vivos. Esses Espíritos, cujo número é
avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se
entregues às suas ocupações terrenas. Outros, um pouco mais desmaterializados,
não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões
terrestres.
No
Livro Obras Póstumas, é mencionado que, o perispírito é mais ou menos etéreo,
segundo os mundos e o grau de
adiantamento dos Espíritos. Nos mundo e nos Espíritos inferiores, ele é de
natureza mais grosseira e se aproxima muito da matéria bruta.
Funções do Perispírito:
Elencaremos,
conforme abaixo, as principais funções do Perispírito:
Envoltório
do Espírito
Elo
entre o Espírito e o Corpo
Modelo
Organizador Biológico
Veículo
da Mediunidade
Arquivo
das Experiências do Espírito
Sede
dos Centros Vitais
1)
- Envoltório do
Espírito:
Volvendo-se
à Introdução de O livro dos Espíritos Cap. VI, encontramos:
"Há
no homem três coisas: 1°, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado
pelo mesmo princípio vital; 2°, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no
corpo; 3°, o laço que prende a alma ao
corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
"Tem
assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais,
cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
"O
laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de
envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O
Espírito conserva o
segundo,
que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém
que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no
fenômeno das aparições.
"O
Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se
pelo
pensamento.
É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela
vista, pelo ouvido e pelo tato.
Da
mesma forma com a questão 93, onde, inclusive Allan Kardec em seu comentário,
na seqüência, faz a comparação perispírito ao perisperma - que envolve o germe
do fruto.
Parte
Segunda - Capítulo I
Perispírito
Pergunta
93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns,
está sempre envolto numa substância qualquer?
R.
"Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante
grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na
atmosfera e transportar-se aonde queira".
Comentário
de Allan Kardec: Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo,
uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de
envoltório ao Espírito propriamente dito.
2)
- Elo entre o
Espírito e o Corpo:
Sob
este aspecto, o perispírito atua como intermediário entre o corpo e o Espírito.
É importante revermos a questão 135 de O
Livro dos Espíritos.
Pergunta
135. Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo?
R.
"Há o laço que liga a alma ao corpo".
a) -
De que natureza é esse laço?
R.
"Semimaterial, isto é, de natureza intermédia entre o Espírito e o corpo.
É preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o outro.
Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e
reciprocamente".
Em o
Livro dos Médiuns (1.861), encontramos a referência de que perispírito é o
intermediário de todas as sensações que o Espírito recebe e pelo qual transmite
a sua vontade.
No
Livro Obras Póstumas, há a seguinte referência com relação a esta matéria:
O
perispírito serve de intermediário ao Espírito e ao corpo. É o órgão
transmissor de todas as sensações. Quando elas vêm do exterior, o corpo recebe
a impressão, o perispírito a transmite e o Espírito a recebe. Quando o ato é de
iniciativa do Espírito, pode dizer-se que o Espírito quer, o perispírito
transmite e o corpo executa.
DO CORPO PARA O ESPÍRITO TRANSMITE SENSAÇÕES
DO
ESPÍRITO PARA O CORPO CONDUZ IMPRESSÕES
3)
- Modelo Organizador
Biológico:
Gabriel
Delanne, no seu Livro Evolução Anímica, menciona que os Espíritos conservam a forma
humana e isto não só por se apresentarem tipicamente assim, como também porque
o perispírito encerra todo um organismo fluídico-modêlo, pelo qual a matéria há
de se organizar no condicionamento do corpo físico.
Precisamos
recorrer ao perispírito, pois ele é que contém o desenho prévio, a lei
onipotente que servirá de regra inflexível ao novo organismo e lhe assegurará o
lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução. É no embrião que
se executa essa ação diretiva.
Tomemos,
por exemplo, várias sementes de espécies diferentes. Em analisando-as quimicamente,
não poderemos encontrar a menor diferença em sua composição, temo-las absolutamente
iguais.
Plantemo-las,
após, no mesmo terreno e veremos cada qual submetida a uma idéia diretiva especial,
diferente da de sua convizinha.
Durante
a vida da planta, essa idéia diretriz conservará a forma característica da
planta,
renovar-lhe-á
os tecidos segundo o plano preconcebido, e conforme ao tipo que lhe foi de origem
assinado.
Sendo
a matéria primária idêntica para todas as plantas, como idêntica é a força
vital para todos os indivíduos, importa exista uma outra força que origine e
mantenha a forma. Ao Perispírito atribuímos esse papel, no reino vegetal, como
no animal.
Léon
Denis, no seu Livro Depois da Morte, nos ensina que o perispírito é um
organismo
fluídico;
é a forma preexistente e sobrevivente do
ser humano, sobre qual se modela o envoltório carnal, como uma veste
dupla e invisível, constituída de matéria quintenssenciada, que atravessa todos
os corpos por mais impenetráveis que estes nos pareçam.
O
Espírito Camilo, no livro psicografado por José Raul Teixeira - Correnteza de
Luz, explica que: como sendo do perispírito a responsabilidade pela organização
do complexo celular, determinando, nas reencarnações humanas, a fixação das caracterizações
de ordem genética, no quadro de necessidades e méritos que a Providência
Celeste processa, devidamente. Na sua possibilidade plástica, é dotado da
função modeladora da forma, dando-lhe, sob o comando espiritual, mental, a
expressão da qual necessita para que tal forma material seja ideal para atender
as necessidades diversas do reencarnante, ao consumar-se a reencarnação.
Por
todos os seus atributos, pelas ligações célula
a célula, conduzindo para a carne os
impulsos
internos da alma e para esta as reações nervosas do corpo físico, o perispírito
presta-se como veículo imprescindível para ajudar na exteriorização da
mediunidade, nos parâmetros da Terra.
4)
- Veículo da
Mediunidade:
Pela
sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha preponderante papel no
organismo.
Pela sua expansão, põe o Espírito encarnado em relação mais direta com os
Espíritos
livres e também com os Espíritos encarnados.
Sendo
o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais,
ele os
assimila
com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem
sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quanto, por sua expansão e sua
irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Atuando
esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo
material com que se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa
natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; em sendo maus, a impressão é
penosa. Se permanentes e energéticos, os eflúvios maus podem ocasionar
desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.
4.1 -
Veículo da Mediunidade: O Perispírito e a comunicação Mediúnica:
Um
Espírito só consegue se manifestar em nosso meio através da combinação de seus
fluidos perispiríticos com os fluidos do médium, que passam a formar uma
espécie de atmosfera fluídico-espiritual, comum às suas individualidades, atmosfera
essa que torna favorável à transmissão do pensamento, que se faz de Espírito
para alma e esta, pela ação que exerce sobre o corpo, exterioriza o conteúdo
desse pensamento pelos diferentes tipos de faculdade mediúnica (psicografia,
psicofonia, etc).
5)
- Arquivo das
Experiências do Espírito:
Antônio
J. Freire, no seu livro Da Alma Humana, menciona que o perispírito tem, dentre
outras funções, a de arquivar nas suas camadas mais sutis e permanentes, como películas cinematográficas,
todos os acontecimentos de que fomos protagonistas, registrando e assimilando
todos os conhecimentos adquiridos através de nossa evolução individual multimilenária,
ficando mergulhados e comprimidos nas profundezas do subconsciente e do subliminal
todos esses conhecimentos desnecessários e incompatíveis com a missão progressiva,
expiatória e reparadora de cada reencarnação, mas suscetíveis de aflorarem à consciência
normal e cerebral por processos hipnóticos/magnéticos, já muitas vezes experimentados
e observados sob o nome de regressão de memória das vidas passadas (Conde
Albert de Rochas (lê-se Rochá), José Maria Colavida e os atuais pesquisadores).
Gabriel
Delanne, no seu Livro Evolução Anímica, faz comentários interessantes a este
aspecto: "O perispírito é a idéia diretora, o plano imponderável da
estrutura orgânica. É ele que armazena, registra, conserva todas as percepções,
todas as volições e idéias da alma. Ele se constitui a testemunha imutável, o
detentor indefectível dos mais fugidios pensamentos, dos sonhos apenas
entrevistos e formulados. É enfim, o
guardião fiel, o acervo
imperdível do nosso passado (grifo nosso). Em sua substância incorruptível,
fixaram-se as leis do nosso desenvolvimento, tornando-o por excelência o
conservador da nossa personalidade, por isso que nele é que reside a memória.
6)
- Sede dos Centros
Vitais:
Estamos
imersos num mar de fluidos, derivados do Fluido Cósmico Universal - FCU e
absorvendo
e metabolizando o Fluido Vital, que por
si só, separado da matéria, não tem
existência.
Esta
absorção que se dá automaticamente é feita pelos determinados Centros de Força,
que já eram conhecidos pelas doutrinas secretas e iniciáticas, com a
denominação de CHAKRA - palavra sânscrita que significa roda, devido a que
esses centros são constituídos por uma série de vórtices semelhantes a rodas
que existem na superfície do perispírito.
André
Luiz no Livro Entre a Terra e o Céu refere-se à denominação Centros de Força
para designar esses centros perispirituais. O instrutor Clarêncio, estudando a
fisiologia do perispírito, explica a André Luiz a existência dos Centros de
Força e os apresenta em número de 07 principais.
1) -
CENTRO CORONÁRIO:
Expressão
máxima do veículo perispiritual, considerado pela filosofia hindu como sendo o
lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto
potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente,
fulgurante sede da consciência. Este centro recebe em primeiro lugar os
estímulos do Espírito, comandando os demais, vibrando com eles. Dele emanam as
energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões. Este centro é
que liga os planos espiritual e material.
Ele
relaciona-se, materialmente, com a EPÍFISE.
EPÍFISE:
Também denominada Glândula Pineal, está situada na região denominada Epitálamo,
tem a forma de uma pinha, e é pouco conhecida pela Ciência, embora desde Galeno
(201 a 130 a .C.) e na antigüidade já
fosse descrita.
Os
neurologistas situam-na à frente do cerebelo, acima dos tubérculos,
quadrigêmeos e por baixo do corpo caloso.
As
funções do Corpo Pineal são desconhecidas, porém, a verificação de casos de
puberdade precoce levou os cientistas a concluírem que a glândula tem papel
importante no controle sexual no período infantil.
André
Luiz, no seu livro Missionários da Luz, traduzindo a palavra do instrutor
Alexandre, nos revela que a epífise é a glândula da vida mental; ela acorda no
organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a
funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura
terrestre.
A
Glândula Pineal segrega hormônios psíquicos ou "unidades força" que
vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras. Segregando
unidades-força, pode ser comparada à poderosa usina, que deve ser aproveitada e
controlada, no serviço de iluminação, refinamento e benefício da personalidade.
No
exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais
importante.
Através de suas forças equilibradas, a
mente humana intensifica o poder de
emissão
e recepção de raios peculiares à nossa esfera.
2) -
CENTRO FRONTAL OU CEREBRAL:
Responsável
direto pelo funcionamento dos centros superiores do processo intelectivo, bem como
do Sistema Nervoso Central (visão, audição, tato, etc). É no Centro Frontal que
possuímos o comando do núcleo endócrino, referente aos poderes psíquicos. Relaciona-se com os lobos
frontais.
3) -
CENTRO LARÍNGEO:
É o
responsável pelo funcionamento das glândulas do Timo, da Tiróide e dos órgãos responsáveis
pela fala. Está relacionado materialmente com o plexo cervical.
4) -
CENTRO CARDÍACO:
É
responsável pelo funcionamento do coração e do aparelho circulatório e pelo
controle dos sentimentos. Está materialmente relacionado com o plexo cardíaco.
5) -
CENTRO GÁSTRICO:
Responsável
pelo funcionamento do aparelho digestivo; pela assimilação de elementos
nutritivos
e reposição de fluidos em nossa organização física. É responsável pelo controle
das emoções. Relaciona-se, materialmente, com o plexo hipogástrico.
7)
- CENTRO ESPLÊNICO:
Responsável
pelo funcionamento do baço, pela formação e reposição das defesas orgânicas através
do sangue; Relaciona-se, materialmente, com o plexo mesentérico (intestino
inferior) e o baço.
8)
- CENTRO GENÉSICO OU
BÁSICO:
Responsável
pelo funcionamento dos órgãos de reprodução e das emoções daí advindas;
relaciona-se,
materialmente, com o plexo sacro e hipogástrico.
Correlação
entre o Perispírito e a Aura Psíquica ou Hálito Mental:
Todos
nós, encarnados e desencarnados vivemos mergulhados no FCU. Essa substância é absorvida automática e inconscientemente por
várias portas de entrada (respiração, Centros de Força Vital - Chakras).
O FCU
é absorvido e metabolizado em fluido Vital, circulando por esses diversos
Centros de Forças, canalizando de acordo com o padrão vibratório de cada um,
irradiando-se em torno do seu possuidor, com suas características particulares,
formando o denominado "Hálito Mental" ou "aura Psíquica".
Todas
as agregações celulares emitem radiações - halo energético.
No
homem, essas irradiações são enriquecidas e modificadas pelos fatores do
pensamento contínuo, modelando e formando a chamada Aura Humana.
A
Aura é então, um espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam
com
sinais
característicos - todas as idéias se evidenciam, como se fossem telas vivas.
Ela
retrata todos os pensamentos e estados em cores e imagens.
Através
da Aura é que:
-
somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores,
-
somos sentidos e reconhecidos pelos nossos afins e
-
exteriorizamos o reflexo de nós mesmos sem necessidade de palavras.
Quando
ela é detectada, mostra exatamente o que somos e como somos - física, psíquica
e moralmente.
Por
ser nossa irradiação emitida diretamente ao meio externo, através dela,
comunicamos ao mundo material e espiritual, nossa faixa de vibração.
Ela
não é, contudo o Perispírito, mas apenas uma emanação deste.
Segundo
André Luiz, todas as agregações celulares emitem radiações. Essas radiações se articulando formam "tecidos de
força" em torno dos corpos que a exteriorizam.
No
homem, semelhante projeção é profundamente enriquecida e modificada pelo
"fatores do pensamento contínuo".
A
Fotosfera Psíquica atende à cromática variada, segundo a onda mental que
emitimos,
retratando-nos
todos os pensamentos em cores.
Propriedades
do Perispírito:
Elencaremos,
conforme abaixo, as principais propriedade do Perispírito:
Penetrabilidade
Irradiação
ou Expansibilidade
Elasticidade
Plasticidade
Absorção
1)- Penetrabilidade:
Uma
das propriedades do Perispírito que são inerentes à sua natureza etérea é a penetrabilidade.
Nenhuma matéria lhe opõe obstáculo: ele atravessa todas, como a luz atravessa
os corpos transparentes. Daí não haver qualquer forma de obstar a entrada dos
espíritos.
Devido
a esta característica, que esse envoltório do Espírito não encontra barreiras
materiais que não possa ultrapassar, adentrando,
assim, ambientes hermeticamente vedados, e pela mesma razão, é atravessado sem
dificuldades quaisquer em sua estrutura, pelos corpos materiais.
Eles
visitam o prisioneiro no seu calabouço com a mesma facilidade com que visitam
uma pessoa que esteja em pleno campo.
2) -
Irradiação ou Expansibilidade:
O
Perispírito não fica circunscrito pelo corpo, mas irradia ao seu derredor e o
envolve como que de uma atmosfera fluídica.
Pela
sua expansão, põe o espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos
livres e também com os Espíritos encarnados.
A
matéria sutil do perispírito não possui a tenacidade, nem a rigidez da matéria
compacta do corpo; é, se assim nos podemos exprimir, flexível e expansível.
O
perispírito pode, sem sair do lugar, emitir para diversas regiões o se psiquismo (pensamento).
Também
pode ser observada a expansibilidade do perispírito quando o médium nas comunicações
ou preparações para ela tem a sensação de que suas mãos, pés ou o corpo,
num
modo geral crescem.
3) -
Elasticidade:
No
aspecto de sua capacidade elástica, concebemos o porquê de estando o corpo em
certo lugar, possa o Espírito deslocar-se, desprender-se, munido do seu corpo
sutil, viajando para toda parte, por mais distante, quando, então, se
caracterizam os fenômenos de desdobramento, desprendimentos, conscientes ou não
dos indivíduos. Médium de desdobramento é aquele cujo Espírito tem a possibilidade de desprender-se e excurcionar
por vários lugares, na Terra ou no mundo espiritual, a fim de colaborar nos serviços,
consolando ou curando.
Podemos
dizer que a elasticidade como propriedade do perispírito, é a capacidade de se
deslocar
para lugares distantes sem se desligar do corpo.
4) -
Plasticidade:
Graças
a sua propriedade de plasticidade, que o perispírito, logra ter modificadas as
suas
formas
externas, consoante a ação do psiquismo da Entidade Espiritual. Convertem-se em
figuras dantescas, mesmo irracionais, na hipantropia (doença mental em que o
indivíduo se julga transformado em cavalo), na licantropia (suposta metamorfose
do homem em lobo), ou noutra qualquer expressão zoantrópica (perturbação mental em que o enfermo se acredita convertido
num animal), dentro dos estados da mente enferma e culpada, grotesca, liberada
do corpo somático.
5) -
Absorção:
Através
da capacidade absorsiva, o perispírito consegue assimilar essências materiais
finas, fluídicas, encharcando-se com elas, ou penetrando-se de fluidos
espirituais os mais diferenciados, que oferecem ao Espírito, temporariamente,
certas sensações como se estivessem encarnados.
Não é
por outra causa que entidades desencarnadas,
ainda em estágios grosseiros de evolução, exigem dos que se põem em suas
faixas vibratórias, comidas e bebidas para a sua satisfação pessoal, como
recompensa ou pagamento pelas "ajudas" que prometem prestar.
Os
Espíritos não comem, nem bebem, conforme o entendimento humano comum, por
faltar-lhes a aparelhagem orgânica para isso, Não obstante, absorvem as
essências finas que entretêm a vitalidade e gozam os prazeres mais estranhos
por meio dessas propriedades valiosas que, por enquanto, não sabem valorizar.
Observações
com relação ao Perispírito:
*
Qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido
de um
perispírito.
*
União do Espírito com o corpo na Encarnação: - Quando o Espírito tem de
encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é
do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma
força irresistível, desde o momento da concepção. A medida que o gérmen se
desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do
gérmen, o perispírito que possui certas propriedades da matéria se une,
molécula a molécula, ao corpo em formação (grifo nosso), donde podemos dizer
que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa
maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra.
* A
Separação Espírito – corpo: - Considerando-se o que foi citado acima, agora,
por um efeito contrário, a união do Perispírito e da matéria carnal, que se
efetuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa, desde que esse
princípio deixa de atuar, em conseqüência da desorganização do corpo. Mantida
que era por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa
de atuar. Então o Perispírito se
desprende, molécula a molécula (grifo nosso), conforme se unira, e ao Espírito
é restituída a liberdade.
*
Atuação do Espírito sobre a matéria: - Durante a sua encarnação, o Espírito
atua sobre a matéria por intermédio do seu corpo fluídico ou Perispírito,
dando-se o mesmo quando ele não está encarnado.
* Aparência
da última encarnação: - Quando um Espírito se faz visível a um encarnado que possua
a vista psíquica, o faz com as aparência que tinha quando vivo na época em que
este o conheceu, embora, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se
com o vestuário, os sinais exteriores, as enfermidades, cicatrizes. Com isso não se quer dizer que haja conservado
essas aparências; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que
tinha tais características, seu Perispírito lhes toma instantaneamente as
aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento deixa de agir
naquele sentido. Se, pois, de uma vez ele foi negro e branco de outra,
apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que ser refira a
sua evocação e à que se transporte o seu pensamento.
Por
análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos de que
esteja
habituado
a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme,
outros, seus objetos característicos como, óculos, cachimbo, brincos, etc.
*
Formas Ovóides: - Complementando o que já foi visto, dentro das propriedades do
Perispírito - Plasticidade, é importante a menção das chamadas formas ovóides. Lamartine
Palhano Jr. No seu Dicionário de Filosofia Espírita, nos apresenta as seguintes
definições:
Ovoidização:
- Definhamento do corpo espiritual; transformação em ovóide.
Ovóide:
- (semelhante ao ovo, forma de ovo). Formação atípica do Perispírito causada
por um forte monoideísmo de Espíritos que se mantém em idéias fixas,
alienando-se dos mais simples cuidados de integridade pessoal. Há um
definhamento do corpo espiritual, com miniaturização.
Esse
fenômeno pode ocorrer também sob o domínio hipnótico de entidades experientes,
não só por questões de ordem inferior, mas também para determinadas operações,
como nos preparativos reencarnatórios.
Encontramos
no Livro Libertação ditadas pelo Espírito André Luiz, ao médium Francisco Cândido
Xavier, no cap. XI, intitulado "Valiosa Experiência", o seguinte
relato: "Acercando-nos de acolhedora poltrona, em que um cavalheiro de
idade madura,
dando
mostras de evidente moléstia nervosa, permanecia ladeado por dois rapazes. Suor
frio lhe banhava a fronte e extrema palidez, com traços de terror, lhe
exteriorizava a lipotimia. Revelava-se torturado por visões pavorosas no campo
íntimo, somente acessível a ele mesmo. Registrei-lhe as perturbações cerebrais
e vi, sob forte assombro, as várias
formas ovóides (grifo nosso), escuras e diferenciadas entre si,
aderindo-lhe à organização perispirítica."
Abraços Fraternos!
Colaboração: Luciana Gomes
Nenhum comentário:
Postar um comentário