Já escutei companheiros de doutrina
dizerem que estão tentando ser espirita,
portanto, ainda não tinham coragem de se
dizer espirita. Respeito essa postura mas
creio que há um equívoco nessa posição.
Ora, Kardec define o verdadeiro espirita
como aquele que luta para domar suas más
inclinações, procurando a cada dia ser
melhor que no dia anterior. Se aceitamos
os postulados do ideal e nos inserimos
nesta idéia do codificador, então não há
porque não nos afirmarmos como
espiritista. Não é necessário sermos
perfeitos. Necessário a busca de se tornar
um ser humano melhor e uma visão da
vida estruturada na filosofia espirita.
A afirmção dos postulados abraçados deve
ser uma honra para cada um de nós. Se
somos mais imperfeito ou menos
imperfeito, aí sim, é uma questão de forum
íntimo. A consciencia dirá a cada um de
nós. Não devemos nos esconder das
próprias lutas internas e negarmos a beleza
daquilo que abraçamos como ideal
iluminativo : o espiritismo.
A acomodação é uma peçonha que,
sorrateira, se instala em meio a suposta
posição de humildade. Assumir o que
somos não significa negar o que aspiramos.
Temos dificuldades morais, é verdade, mas,
se lutamos para nossa melhoria, não temos
porque sumirmos sob o guante das
imperfeições que trazemos. Só precisamos
ser sinceros conosco mesmo e ser
determinado perante o que desejamos
alcançar. Só isso já é um bom começo. O
restante, a experiencia, as oportunidades
de ser útil concretizará. O Grande Amor do
Universo nos conhece à fundo. Não há o
que temer. Não há porque arrefecer o
ânimo ante os erros cometidos. É verificar
que ocorreram, corrigí-los e ir adiante.
Como nos primeiros tempos do
cristianismo, devemos responder ante a
indagação do outro : sois cristãos ?
Resposta: Sim,com muita alegria. Sois
espirita ? Sim, com grande honra. E quanto
mais vivermos o que acreditamos mais fácil
ficará assumir a mensagem imortal,
fazendo desaparecer a interrogação
incômoda : eu sou espírita ?
Fonte: Frederico Menezes
Nenhum comentário:
Postar um comentário