terça-feira, 2 de agosto de 2011

SOU ESPÍRITA?

Já escutei companheiros de doutrina

dizerem que estão tentando ser espirita,

portanto, ainda não tinham coragem de se

dizer espirita. Respeito essa postura mas

creio que há um equívoco nessa posição.

Ora, Kardec define o verdadeiro espirita

como aquele que luta para domar suas más

inclinações, procurando a cada dia ser

melhor que no dia anterior. Se aceitamos

os postulados do ideal e nos inserimos

nesta idéia do codificador, então não há

porque não nos afirmarmos como

espiritista. Não é necessário sermos

perfeitos. Necessário a busca de se tornar

um ser humano melhor e uma visão da

vida estruturada na filosofia espirita.

A afirmção dos postulados abraçados deve

ser uma honra para cada um de nós. Se

somos mais imperfeito ou menos

imperfeito, aí sim, é uma questão de forum

íntimo. A consciencia dirá a cada um de

nós. Não devemos nos esconder das

próprias lutas internas e negarmos a beleza

daquilo que abraçamos como ideal

iluminativo : o espiritismo.

A acomodação é uma peçonha que,

sorrateira, se instala em meio a suposta

posição de humildade. Assumir o que

somos não significa negar o que aspiramos.

Temos dificuldades morais, é verdade, mas,

se lutamos para nossa melhoria, não temos

porque sumirmos sob o guante das

imperfeições que trazemos. Só precisamos

ser sinceros conosco mesmo e ser

determinado perante o que desejamos

alcançar. Só isso já é um bom começo. O

restante, a experiencia, as oportunidades

de ser útil concretizará. O Grande Amor do

Universo nos conhece à fundo. Não há o

que temer. Não há porque arrefecer o

ânimo ante os erros cometidos. É verificar

que ocorreram, corrigí-los e ir adiante.

Como nos primeiros tempos do

cristianismo, devemos responder ante a

indagação do outro : sois cristãos ?

Resposta: Sim,com muita alegria. Sois

espirita ? Sim, com grande honra. E quanto

mais vivermos o que acreditamos mais fácil

ficará assumir a mensagem imortal,

fazendo desaparecer a interrogação

incômoda : eu sou espírita ?

Fonte: Frederico Menezes

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